Crueldade Mortal
Crueldade Mortal é um filme brasileiro de 1976, dos gêneros drama policial e suspense, escrito e dirigido por Luiz Paulino dos Santos. A trama é baseada em um caso real, ocorrido em janeiro de 1970 na comunidade de Morro Agudo, na Baixada Fluminense.
O filme começa com um delegado acusando vários moradores da pobre e violenta comunidade de Morro Agudo, no interior do Rio de Janeiro, de terem cometido um linchamento. Logo a seguir os fatos aparecem em retrospectiva: a vítima, o idoso Antônio Lopes da Silva, é um imigrante nordestino solitário e com problemas mentais que vagueia pela cidade, invadindo as casas e perturbando a todos com suas atitudes e teimosia. Ele deseja se casar com a crente Josefina, viúva que possui aversões a homens e cria sozinha as duas filhas. A mais velha, a sonhadora Arlete, envolve-se com Nozinho, que sem outros meios de se desenvolver na região, envolve-se com a marginalidade. Certa noite, Antônio invade a casa de Jurema, mulher insatisfeita e maldosa, que tomava banho em seu quintal. Ela pede ajuda ao marido covarde Mário, que nada faz para resolver o ocorrido. Furiosa, Jurema provoca um escândalo, perseguindo Antônio junto com os demais moradores. O velho, acusado de obscenidade e tentativa de roubo, é amarrado num poste e agredido, sendo torturado por eles noite afora. A turma, liderada pelo bandido encrenqueiro Tranca-Ruas, não mostra piedade; apenas Arlete e o aspirante a futebolista Deca procuram defender o velho Antônio. Ao amanhecer, Antônio está morto, sob o olhar de todos.


