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Crítico de música

Um crítico de música é alguém que escreve comentários sobre música e publica em livros, jornais ou internet. Alguns críticos de música também escrevem livros analisando estilos musicais e discutindo história da música, entrando no campo da musicologia.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 13/07/2026
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História

Música clássica

A crítica musical teve suas origens com a crítica de música clássica. Famosas publicações especializadas nesse tema foram os alemães Allgemeine musikalische Zeitung, (fundado por Johann Friedrich Rochlitz em 1798) e Neue Zeitschrift für Musik (fundado por Robert Schumann em 1834), e o londrino The Musical Times (fundado em 1844). As publicações de caráter mais generalista também tinham repórteres que escreviam crítica de música clássica. Por exemplo, James William Davison do The Times. Ou o músico Hector Berlioz, que escrevia para jornais franceses das décadas de 1830 e 1840. Muitos fatores, como o crescimento da escolaridade, a influência do romantismo e a popularização da música (incluindo o surgimento de celebridades como Liszt e Paganini), levaram a um aumento do interesse por música por parte de jornais não especializados e a um aumento do número de críticos musicais.

Música popular

Segundo Jeder Janotti Júnior, professor da Universidade Federal de Pernambuco e organizador do livro Dez anos a mil: mídia e música popular massiva em tempos de internet, a história da crítica de música popular pode ser dividida em períodos, delimitados por eventos marcantes: Na imprensa inglesa, a música pop ganhou projeção na seção de artes do jornal The Times quando o crítico de música clássica William Mann escreveu uma crítica sobre os Beatles em dezembro de 1963. A partir de 1964, a revista Melody Maker se diferenciou em relação a seus concorrentes ao passar a tratar a música como um assunto sério, e não mero entretenimento. Repórteres da revista como Chris Welch e Ray Coleman aplicaram uma perspectiva inicialmente aplicada exclusivamente aos músicos de jazz para as bandas locais de influência estadunidense que começavam a surgir, antecipando o surgimento dos críticos de roque. No início de 1965, o jornal The Observer sinalizou uma mudança na atitude esnobe da mídia em relação à música pop quando apontou George Melly como "crítico de cultura pop". Depois da chegada de Tony Palmer ao The Observer, o primeiro jornal diário a ter um crítico de roque foi o The Guardian, com a chegada de Geoffrey Cannon em 1968.

No Brasil

No Brasil, inicialmente a crítica musical se dedicava apenas à música erudita, recebendo contribuições de escritores como Mário de Andrade, Murilo Mendes e Otto Maria Carpeaux. Somente com o surgimento da bossa nova, na década de 1950, e o desenvolvimento de uma indústria cultural no país, a crítica se torna menos técnica e especializada, com um tom mais próximo da crônica. Atualmente, destacam-se Arthur Dapieve, Enio Squeff, Tárik de Souza, Hermano Vianna e Silvio Essinger.

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Fontes consultadas

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