Corsário
Um corso, corsário, também escrito antigamente cossairo ou cossário, era um navio, ou seu comandante ou tripulantes, que tivesse uma licença para atacar e pilhar os navios de uma outra nação. Essa licença, muitas vezes, vinha através de uma carta de corso, documento legal emitido por uma marinha específica, que autorizava pilhagem em embarcações de certas nações e definia as quantias a serem divididas entre os contratados e o contratante.
O corso na Antiguidade (entre 800-67 a.C.)
Na Grécia e na Roma Antigas, não havia separação no vocabulário entre "piratas" e "corsários", assim como ainda não existia a emissão formal de cartas de corso. Logo, as sociedades clássicas usavam piratas para enfraquecer seus inimigos, sem que houvesse um reconhecimento legal disso.
A Era Moderna: o apogeu e o fim do corso
Durante a Idade Moderna, a prática do corso foi essencial para as trocas comerciais e a manutenção dos territórios coloniais europeus nas Américas. Foi especialmente importante para Inglaterra e França a partir do final do século XVI, já que foram nações que desenvolveram as suas frotas marítimas de forma tardia em relação a Portugal e Espanha, que marcaram as Grandes Navegações. Já durante o século XVI, por exemplo, a ação dos corsários ingleses no Oceano Atlântico foi determinante para uma crise dos transportes marítimos no Oceano. Fortalecendo o comércio italiano de especiarias no Mar Mediterrâneo e perturbando o tráfico português da pimentas, os corsos ingleses se estabeleceram na costa atlântica do continente africano, especialmente ao redor das ilhas de Cabo Verde, Canárias e Açores, e avançando até as ilhas de Santa Helena.
O Brasil, além de ter tido a circulação de corsários em seu litoral no século XVII, no período de 1808 a 1889, teve sua Marinha Corsária, do chamado Reino Unido e Império Brasileiro, como outros países. Isso fez com que o Brasil possuísse a segunda maior esquadra depois da Inglaterra, que tinha sua Armada, e que também possuía a sua chamada esquadra corsária.


