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Corpo Nacional de Escutas - Escutismo Católico Português

O Corpo Nacional de Escutas - Escutismo Católico Português (CNE) MHIH • MHM • MHIP é a maior organização escutista de Portugal. Foi fundado em 1923, como Corpo de Scouts Católicos Portugueses, passando a Corpo Nacional de Scouts (CNS) em 1925 e adquirindo a denominação atual em 1937.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 20/07/2026
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História

Fundação

O que é atualmente o Corpo Nacional de Escutas - Escutismo Católico Português nasceu em Braga a 27 de maio de 1923. Foram seus fundadores o arcebispo D. Manuel Vieira de Matos e Dr. Avelino Gonçalves, que em Roma mantiveram os primeiros contactos com o Movimento, quando ali assistiram, em 1922, a um desfile de 20 000 scouts (escutas), por ocasião do Congresso Eucarístico Internacional que esse ano se realizou na Cidade Eterna. Depois de bem documentados regressaram a Braga e rodearam-se de um grupo de 11 bracarenses corajosos e valentes que, a 24 de maio de 1923, faziam a sua primeira reunião, no prédio n.° 20 da Praça do Município, para estudarem a possibilidade e oportunidade da criação de um grupo de scouts católicos em Portugal: assim nasceu o Corpo de Scouts Católicos Portugueses, cujos estatutos foram aprovados a 27 de maio desse mesmo ano pelo governador civil de Braga, e confirmados em 26 de Novembro pela portaria n.° 3 824 do Ministério do Interior, começando a partir desse dia a existir oficialmente, com legalidade e personalidade jurídica.

Crescimento

O ano de 1926 foi de intensa atividade e projeção para o CNS. Durante ele foram criadas e aprovadas as juntas regionais de Portalegre, Açores, Coimbra e Lisboa e o Núcleo do Porto, que vieram juntar-se à de Leiria, criada no ano anterior. Prova inequívoca do interesse que o Escutismo Católico estava a despertar na população portuguesa foi também o 1.° Acampamento Nacional que em Agosto desse ano se realizou em Aljubarrota, durante o qual foi entronizada na capela de São Jorge a imagem do Beato Nuno, transportada para ali num impressionante cortejo de mais de 10 000 pessoas. Este acampamento serviu como rastilho para galvanizar os entusiasmos da juventude portuguesa de tal modo que, no ano seguinte, foram constituídas as juntas regionais da Guarda, Viseu e Madeira e os núcleos da Régua, Coimbra e Aveiro.

O CNE lança "alicerces" para o futuro

Com as transformações da sociedade portuguesa, que viria assistir à Revolução de Abril de 1974, também no CNE se operam transformações. Em Julho de 1974, a Junta Central considera-se demissionária e o Conselho Nacional nomeia uma Comissão Executiva que passa a gerir a Associação. Este processo conduz à aprovação dos novos Estatutos, em 9 de março de 1975, em consequência dos quais é empossada a 1.ª Junta Central eleita por sufrágio directo tendo como Chefe Nacional Manuel António Velez da Costa, qual viria a ser reconduzido no cargo em 1980, igualmente através de eleições nacionais. Em 1976, uma conclusão do Conselho Nacional admite, com condições, a admissão de jovens de sexo feminino para as várias secções, altura que é considerada por alguns sectores da associação como o lançamento da coeducação no CNE. Em 1978 realiza-se o 15.° Acampamento Nacional em Aveiro, já com um campo sénior, para a III secção, entretanto criada, para os jovens dos 14 aos 17 anos, com os Estatutos de 1975.

Rumo à atualidade

Os últimos quinze anos ficam marcados por uma grande expansão do Escutismo e aumento dos efectivos, em todo o continente e regiões autónomas. Novas áreas são desenvolvidas. A do ambiente com a inauguração em 1988, do Centro Nacional de Formação Ambiental, em S. Jacinto, com toda a gama das mais diversas campanhas, onde se destaca a de "Um Milhão de Árvores". Campanhas como a do calendário escutista, a do seguro escuta, a da sede própria e outras vêem, concretizar o nosso património. A nível pedagógico dá-se realce ao aparecimento das metodologias educativas das quatro secções, livros, revistas, fichas e manuais. Rover's, encontros e fóruns de caminheiros, expansão do Escutismo Marítimo, a forte sensibilização do Escutismo de integração, são pontos fortes na vida da associação.

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Número de escuteiros em Portugal

Dos 64 070 escuteiros recenseados em 2007, 11 346 eram dirigentes. Já por secções, a que tinha mais elementos eram os Exploradores, com 17 329 elementos. Já os Lobitos contabilizavam 15 405, enquanto os Pioneiros eram 12 468 escuteiros. Em relação aos Caminheiros estavam contabilizados 7 522 elementos. A sua distribuição no país mostra que em 2007, Braga era a região que tinha mais elementos, num total de 15 242 escuteiros, dos quais 2 600 eram dirigentes. Seguia-se a região de Lisboa com 10 955 elementos. Depois surgiam a região do Porto (8 177), Setúbal (3 996), Coimbra (3 529) e Aveiro (3 529). Em 2013, os escuteiros tornaram-se a maior organização juvenil portuguesa com 73 mil membros, dos quais são 59 mil jovens e mais de 14 mil adultos voluntários. Segundo dados de 2020, reportados pelo proprio CNE existem:

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Organização Pedagógica

O Corpo Nacional de Escutas está organizado pedagogicamente em 4 secções, associadas a faixas etárias, com nomenclaturas próprias. Dentro de cada secção, os jovens organizam-se em pequenos grupos, tendo cada elemento uma função específica.

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Organização Pedagógica - Escuteiros Marítimos

O ramo dos Marítimos, embora organizado de forma semelhante, com 4 secções, utiliza uma terminologia própria.

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Organização Pedagógica - Escuteiros Aéreos

O ramo dos Aéreos, embora organizado de forma semelhante, com 4 secções, utiliza uma terminologia própria.

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Organização Institucional

A Junta Central é o órgão executivo do nível nacional do Corpo Nacional de Escutas, é eleito em equipa constituída pelo Chefe Nacional, Chefe Nacional Adjunto, Secretário Internacional e três ou cinco Secretários Nacionais. O Assistente Nacional é nomeado pela hierarquia da Igreja. No exercício das suas funções executivas, compete à Junta Central, nomeadamente: O Conselho Fiscal e Jurisdicional Nacional é composto por cinco dirigentes, competindo-lhes, nomeadamente: Compete à Mesa dos Conselhos Nacionais convocar e orientar os trabalhos dos Conselhos Nacionais. A Mesa dos Conselhos Nacionais é composta por um Presidente, o Assistente Nacional, dois Vice-Presidentes e três Secretários.

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Estrutura Nacional

O Corpo Nacional de Escutas está subdivido em 20 regiões, que correspondem às dioceses. Nas Regiões onde se verifica um elevado número de Agrupamentos, ou onde a distribuição geográfica tenha características especiais, podem os Agrupamentos de uma determinada área territorial organizar-se em Núcleos. O CNE tem ainda dois Agrupamentos fora do território nacional: em Macau, na China (Agrupamento 341) e em Genebra, na Suíça (agrupamento 1308).

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Fontes consultadas

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