Museu Nacional Frei Manuel do Cenáculo
O Museu Nacional Frei Manuel do Cenáculo, anteriormente denominado Museu de Évora, está localizado no centro histórico da Cidade de Évora. Trata-se de um Museu com um acervo diversificado e heterogéneo composto por mais de 20.000 peças. Destacam-se as colecções de Pintura; Arqueologia; Escultura; Artes Decorativas; Numismática. É tutelado desde 2023 pela Museus e Monumentos de Portugal, E.P.E..
A 30 de julho de 1914, o Decreto-Lei n.º226 autoriza a criação do Museu de Évora para, no ano seguinte, a 1 de março, o Decreto-Lei nº1355 a oficializar, com o nome de Museu Regional de Évora. Abriu ao público no ano de 1921, no edifício do Palácio Amaral, do qual transitou para o actual edifício, ocupado na sua totalidade no ano de 1929. As primeiras quatro salas são inauguradas dois anos depois e, em 1936, é incorporado o Museu Arqueológico, que se encontrava anteriormente no rés-do-chão da Biblioteca Pública de Évora. Com a nomeação no ano de 1943 de Mário Tavares Chicó como Director, dá-se início a uma fase de requalificação no interior do edifício, visando submetê-los às exigências dos novos programas museológicos. Estas obras prolongam-se para além da morte do Director, no ano de 1966. Apenas em 1970 é inaugurada a secção de Pré-História situada na cave. Em 2004 o Museu encerra para obras de requalificação de todo o edifício, obras estas terminadas apenas no ano de 2009, altura em que o Museu reabre ao público, a 29 de Junho.
As colecções do Museu apresentam importantes núcleos de Arte e Arqueologia, reunindo igualmente uma Colecção de História Natural. Do vasto acervo destaca-se a colecção de Pintura que abrange o período temporal do século XV ao XX. A realçar a predominância de autores portugueses (ou com actividade artística em território nacional) como Baltazar Gomes Figueira, Josefa de Ayala (dita Josefa de Óbidos), José Benedito Soares de Faria e Barros (conhecido como Morgado de Setúbal), Diogo Pereira, Domingos Sequeira, Cyrilo Volkmar Machado, Silva Porto, a pintora andaluza Josefa Garcia Greno ou Dórdio Gomes. A sublinhar ainda diferentes obras provenientes de distintas Igrejas e Conventos extintos da cidade de Évora. Merecem destaque o Políptico da Sé de Évora (composto por treze pinturas a óleo sobre madeira) do antigo altar-mor da Sé de Évora, atribuído provavelmente ao círculo de Gerard David e o Tríptico do Conventinho de Valverde da autoria do pintor régio renascentista Gregório Lopes. A notar ainda as pinturas da autoria (ou atribuídas) a Frei Carlos e Francisco Henriques. Na colecção de pintura estrangeira destacam-se obras de alguns artistas das escolas italiana e neerlandesa como Marcello Leopardi ou Abraham de Vries.


