António Teixeira Lopes
António Teixeira Lopes GCSE foi um escultor português.
António Teixeira Lopes era filho do escultor José Joaquim Teixeira Lopes e de Raquel Pereira de Meireles; irmão do arquiteto José Teixeira Lopes, seu colaborador em muitos trabalhos e na construção da sua grande casa. Iniciou a aprendizagem de escultura na oficina de seu pai em 1881. Em 1882 ingressou na Academia Portuense de Belas-Artes, onde foi aluno de Soares dos Reis e Marques de Oliveira. Em 1885, quando frequentava o terceiro ano do curso, foi para Paris completar os estudos. Ingressou na École des Beaux-Arts, onde teve como orientadores Gauthier e Berthet, obtendo vários prémios. Nos anos seguintes continuou a apresentar trabalhos em exposições (em Portugal e França). Fez parte da Maçonaria, tendo sido iniciado em 1898 na Loja Ave Labor do Grande Oriente Lusitano Unido, com o nome simbólico de Rude. Entre 1899 e 1904 executou obras de particular relevo: monumento fúnebre de Oliveira Martins; A História (Cemitério dos Prazeres, Lisboa); monumento em homenagem ao horticultor e floricultor José Marques Loureiro (Jardim da Cordoaria, Porto); monumento de Eça de Queiroz, 1903 (Largo Barão de Quintela, Lisboa, 1907).
António Teixeira Lopes passava grandes temporadas na aldeia onde nasceram seus pais, São Mamede de Ribatua, em plena região do Alto Douro Vinhateiro. Aí juntamente com os seus pais e irmãos, foi um dos fundadores da Quinta Vila Rachel, propriedade esta produtora de vinhos e azeites de elevada qualidade, ainda em actividade nos dias que correm pelas mãos dos seus descendentes.


