Caldas da Rainha
Caldas da Rainha DmTE é uma cidade portuguesa na província histórica da Estremadura e localizada na região Oeste, e no distrito de Leiria, com cerca de 30 400 habitantes no seu perímetro urbano (2021). Integra atualmente a NUTII do Oeste e Vale do Tejo.
A história da cidade está intimamente ligada aos seus recursos hidro-termais. Acredita-se que, em 1484, durante uma viagem de Óbidos à Batalha, a rainha D. Leonor, esposa de João II de Portugal, e a sua corte, tenham passado por um local onde várias pessoas do povo se banhavam em águas de odor intenso. Fazendo alto, a rainha indagou-lhes por que razão o faziam, uma vez que, naquele tempo, o banho não era comum, muito menos em águas de odor tão acentuado, sendo-lhe respondido que eram doentes, e que aquelas águas possuíam poderes curativos. A rainha quis comprovar a veracidade da informação e banhou-se também naquelas águas, de vez que também ela era doente (não existe unanimidade entre os autores com relação à natureza do mal: alguns autores afirmam que a rainha padecia de uma úlcera no peito, outros, problemas de pele, e outros ainda, que tinha apenas uma ferida no braço). De qualquer modo, de acordo com a lenda, a soberana curou-se e, no ano seguinte, determinou erguer naquele lugar um hospital termal para atender todos aqueles que nele se quisessem tratar.
Freguesias
O município das Caldas da Rainha está dividido em 12 freguesias:
A Câmara Municipal é o braço executivo do governo municipal. É composta pelo presidente da câmara municipal e e mais seis outros membros, os vereadores, em conformidade com a legislação portuguesa, que toma por base o número de eleitores registrados no município. Vitor Marques (IND) serve como presidente da câmara, e Joaquim Beato (IND) serve como vice-presidente. Os outros membros são: Conceição Henriques (IND), Luís Patacho (PS), Fernando Tinta Ferreira (PSD), Hugo Oliveira (PSD) e Maria João Domingos. (PSD). A Assembleia Municipal é o braço deliberativo do governo municipal. A Assembleia tem 33 membros. Os presidentes de cada uma das juntas de freguesia servem na Assembleia.
(resultados definitivos dos censos oficiais INE) (Obs.: Número de habitantes "residentes", ou seja, que tinham a residência oficial neste município à data em que os censos se realizaram.) (Obs: De 1900 a 1950 os dados referem-se à população "de facto", ou seja, que estava presente no município à data em que os censos se realizaram. Daí que se registem algumas diferenças relativamente à designada população residente)
Anualmente sucedem-se diversos eventos, entre os quais destacam-se:
Centro Cultural e de Congressos das Caldas da Rainha
O Centro Cultural e de Congressos de Caldas da Rainha é uma infra-estrutura destinada à realização de eventos culturais e de congressos.
Cerâmica
A atividade desenvolveu-se historicamente na região a partir dos solos ricos em argila, o que é indicado, por exemplo, na toponímia da vizinha Bombarral, onde "barral" (ou "barreiro") designa um local de onde se tira barro. A primeira fase da cerâmica caldense iniciou-se na década de 1820, com a produção de D. Maria dos Cacos, caracterizada pela monocromia verde-cobre ou castanho-manganês de peças de tipo utilitário (funcionalista) de gosto popular. Um segundo momento é marcado, em meados do século, pela renovação introduzida por Manuel Cipriano Gomes Mafra, mais tarde conduzida ao seu ápice por Rafael Bordalo Pinheiro e discípulos seus, como por exemplo Francisco Elias.
Bordados
Os bordados tradicionais das Caldas da Rainha eram feitos em sua origem com fios de linho tingidos de cor amarelo dousado por processos artesanais. Pensa-se terem origem em Espanha, e coloca-se ainda a possibilidade dos temas residirem nos quadros de naturezas-mortas da pintora seiscentista Josefa de Óbidos. Atualmente empregam fio de linho de canela, sendo a simetria a sua marca. Aplicados em toalhas e colchas, os motivos são tão diversos como "aranhiços", espirais, ângulos e corações. Os pontos usados nos bordados podem ser:
Gastronomia
A cidade destaca-se na doçaria, representada pelas trouxas de ovos, as cavacas, as lampreias de ovos, os beijinhos .
Caldas da Rainha é uma cidade secular com um rico património arquitetónico, cujo centro ainda conserva vários edifícios de época, com notável influência da Arte Nova. O seu desenvolvimento histórico deve-se à atividade termal, o que lhe confere uma identidade única na paisagem urbana portuguesa. Contudo, durante várias décadas, o centro histórico sofreu um certo grau de negligência, enquanto a expansão urbana ocorreu na periferia. Este crescimento resultou, muitas vezes, na construção de conjuntos residenciais padronizados ou de qualidade arquitetónica limitada, em detrimento da harmonia estética e dos espaços naturais envolventes. Esta tendência está a alterar profundamente o carácter de certos bairros, reduzindo o espaço destinado à natureza e às zonas verdes. Ao mesmo tempo, vários elementos importantes do património local permanecem subutilizados ou abandonados devido à falta de financiamento e de vontade política. Isto é particularmente verdade no caso do Hospital Termal das Caldas da Rainha, situado no Parque Dom Carlos I, considerado um dos mais antigos balneários termais ainda em funcionamento no mundo. O mesmo se verifica em certos edifícios históricos do centro da cidade, de grande importância arquitetónica e de valor inestimável, mas completamente negligenciados. A sua restauração e valorização poderiam, no entanto, ser um importante motor do turismo, do desenvolvimento económico e social, gerando emprego e potenciando o atrativo da cidade.
Durante longos anos, Caldas da Rainha foi uma cidade mais virada para o futebol. Contudo, muito devido aos resultados mais recentes nas mais variadas modalidades, a cidade tem vindo a sofrer uma dispersão de gostos, pelo que neste momento vingam várias modalidades como são exemplo o futsal, o atletismo e o Voleibol, recentemente promovidas a modalidades de topo na cidade. O histórico Caldas Sport Clube não caiu no esquecimento, sendo ainda o clube de maior expressão no município, e o número de praticantes nas camadas de formação das modalidades tem vindo a aumentar substancialmente. No entanto, o ténis de mesa também passou a ser uma modalidade bastante praticada na cidade, sendo o Sporting Clube das Caldas um clube com uma organização ímpar nos torneios de ténis de mesa. Por causa da excelência organizacional da equipa, a cidade foi escolhida para acolher os Jogos Ibero-americanos por duas vezes, e outras duas para organizar os Campeonatos Internacionais de Portugal. Já no ano de 2012, o Centro de Alto Rendimento (CAR) para o badminton acolheu o jogo internacional de ténis de mesa Portugal/Espanha, no ano em que Portugal se sagrou campeão europeu da modalidade, na classe de Seniores masculinos.
Futebol
Saraiva defesa central do tempo em que o Caldas Sport Clube disputou a divisão principal e que posteriormente foi transferido para o S. L. Benfica. Francisco Vital jogou na equipa de juvenis do clube, tendo sido transferido para o S. L. Benfica, foi jogador do Futebol Clube do Porto como sénior e internacional A. Como treinador treinou a equipa sénior do Caldas Sport Clube e mais tarde pertenceu à equipa técnica do Sporting Clube de Portugal. É filho do antigo avançado do Caldas de seu nome Vital e sobrinho de Dinis Vital, guarda redes que defendeu as cores do Lusitano de Évora e do Vitória de Setúbal. João Grilo, jogador da equipa de juvenis do Caldas foi transferido para o Sporting Clube de Portugal onde atingiu o estatuto de internacional Junior, fazendo parte da equipa que disputou o Mundial no Japão. António Louro, como juvenil também se transferiu para o Sporting Clube de Portugal onde foi campeão nacional nos escalões de formação. Ricardo Campos Guarda redes dos escalões de formação do Caldas, transferiu-se para a equipa de Juniores do Benfica tendo como atleta sénior atingido o estatuto de internacional A por Moçambique.
Escolas
As Caldas da Rainha contam com um variado leque de estabelecimentos de ensino básico e secundário - públicos e privados - entre os quais se destacam: Quanto ao ensino profissional, assinalam-se:
Transportes
Caldas da Rainha é servida por diversas carreiras, nas modalidades Expresso, Rápidas e Interurbanas. A ligação a Lisboa é feita pela “Rápida Verde” (da Rodoviária do Tejo até 2015, posteriormente da Rodoviária do Oeste) com terminal no Campo Grande; a duração da viagem é de 1h15, com elevada frequência. A cidade conta com uma central de camionagem clássica, construída para a Empresa Capristanos pelo arquiteto Camilo Korrodi em 1949 e profundamente remodelada já no séc. XXI. A nível municipal suburbano, a população é atendida pela Rocaldas (30 carreiras suburbanas). A cidade é servida pelo TOMA Transportes Urbanos das Caldas da Rainha (nome em alusão ao manguito do Zé Povinho), que dispõe de três rotas distintas, a verde, a laranja e a azul no corpo do dia; ambos serviços da Rodoviária do Oeste.


