Cordoaria Nacional
A Fábrica Nacional de Cordoaria ou Cordoaria Nacional é uma antiga cordoaria industrial da Marinha Portuguesa localizado em Lisboa, Portugal.
O edifício da Cordoaria foi mandado construir em 1771, pelo marquês de Pombal. Destinava-se à produção de cordas de sisal, cabos, velas, bandeiras e outros artigos análogos destinados a equipar a Marinha Portuguesa, bem como as embarcações em geral. O edifício foi completado em 1779, mas pensa-se contudo que o fabrico de cordoaria neste local tenha começado já em 1775, ainda ao ar livre. O projeto do edifício deve-se provavelmente ao arquiteto Reinaldo Manuel dos Santos e estende-se paralelamente ao vizinho rio Tejo. Arquitetonicamente, é praticamente desprovido de decoração, mas ainda assim, é considerado um exemplo notável da arquitetura industrial do século XVIII. A sua localização junto ao Tejo facilitava o abastecimento das embarcações. A Cordoaria consiste em dois edifícios paralelos, com um comprimento total de 353,30 metros. O seu longo comprimento resultava das necessidades do processo produtivo de cordas. O edifício sul era usado para torcer as cordas, para a produção de diferentes tipos de cabos. O edifício norte era utilizado para a fiação de linho, entre outras atividades. O trabalho era totalmente realizado à mão, com a assistência de máquinas manuais. Entre os operários incluíam-se pessoas cegas, veteranos de guerra e até reclusos.
Imagem: Portuguese_eyes · BY-SA · Openverse
Esta galeria tem a particularidade de se situar numa parte do complexo da Cordoaria Nacional. O edifício continua sob gestão da Marinha Portuguesa, com quem a Câmara Municipal de Lisboa assinou um acordo para utilização do Torreão Nascente, com fim à realização de exposições. Sendo um espaço monumental, organizam-se aqui retrospetivas de artistas portugueses como foi o caso de Sofia Areal ou José Pedro Croft, mas há também lugar para parcerias internacionais e nacionais com exposições de grande público, como por exemplo a Genésis de Sebastião Salgado. No intervalo entre estes dois modelos são organizadas exposições coletivas, de coleções ou de propostas curatoriais ou artísticas, de grande envergadura.


