Arquiteto
Um arquiteto é o profissional responsável pelo projeto, supervisão e execução de obras de arquitetura. Embora esta seja sua principal atividade, o campo de atuação de um arquiteto envolve todas as áreas correlatas ao controle e desenho do espaço habitado, o que compõe e desenha os projectos dos edifícios, regula e proporciona as suas partes componentes, determina a natureza dos materiais que se devem empregar, forma os orçamentos, dirige e vela superiormente sobre a sua construção para que se tornem dignos do seu autor, e conformes aos desejos e vontade, de quem os manda edificar. Para alcançar estes fins é necessário que o arquitecto, sobre um génio inspirado e feliz, possua um complexo de doutrinas, com variados conhecimentos teóricos e práticos, assim como as qualidades morais para o bom desempenho da sua nobre profissão. Além da ciência do desenho, deve conhecer a aritmética, a geometria, a perspectiva, mecânica em geral, a estática, a hidrostática, e ter conhecimentos de outras ciências subsidiárias, tais como a história, a astronomia, a jurisprudência, e até não deve ser hospede na música e na medicina, para que possa ter o verdadeiro nome de arquitecto, segundo o exige Vitrúvio no capítulo I, livro I do seu Tratado de architectura.
Imagem: Francisco Aragão · BY-NC-ND · Openverse
A palavra arquiteto vem do grego arkhitektôn que significa "o construtor principal" (arqui = principal / tectônica = construção) ou "mestre de obras". A compreensão desta etimologia, porém, pode ser expandida na medida em que a palavra arché deixa de ser entendida como "principal" e passa a ser analisada como "princípio". Desta forma, o arquiteto seria o construtor primordial e fundamental, seu próprio arquétipo: ou seja, o arquiteto é o construtor ideal. Até o Renascimento, não havia distinção entre a atividade de projeto e a execução do mesmo, estando todas as atividades subordinadas à mesma figura: o mestre-construtor. A partir deste momento, o arquiteto surge como figura solitária, separando-se o intelectual do operário, de forma que a palavra passa a assumir os sentidos que possui atualmente.
No Brasil
O exercício da profissão de arquiteto e urbanista, antes regulamentada pelo Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CONFEA) e Conselhos Regionais de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CREA), passou a ser regulado pela Lei nº 12 378, que regulamenta o exercício da Arquitetura e Urbanismo, cria o Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil - CAU/BR e os Conselhos de Arquitetura e Urbanismo dos Estados e do Distrito Federal - CAUs e dá outras providências. O primeiro sistema de regulamentação profissional foi oficializado em 1933, através da fundação do primeiro CREA no Rio de Janeiro. Porém, a profissão existe formalmente no país desde a fundação da Escola Nacional de Belas Artes, também no Rio de Janeiro, no início do século XIX. Anteriormente, não existia formação oficial de arquitetos no país, de forma que os profissionais existentes ou haviam estudado na Europa ou foram aprendizes de corporações de ofício ou de indivíduos isolados (existiram também os autodidatas, como Aleijadinho).
Em Portugal
A profissão é regulamentada pela Ordem dos Arquitectos de Portugal, a qual estabelece que apenas os arquitetos licenciados nela inscritos possuem o direito de exercer a atividade. A recente Lei n.º 31/2009, veio estabelecer que só os arquitetos inscritos ou legalmente reconhecidos pela O.A. podem licenciar atos de arquitetura no território português. Este diploma é muito importante para criar condições para uma melhoria das operações urbanísticas e permitir aos mais de 25 000 arquitetos inscritos, poder exercer a sua profissão com dignidade.


