Convento
O termo convento, do latim conventus, que significa "assembleia", advém originalmente da assembleia romana, onde os cidadãos se reuniam para fins administrativos ou de justiça.
Todos os conventos foram abolidos com a extinção das ordens religiosas em 1834, passando os bens e edifícios para o Estado. No entanto, a maior parte desses conventos pela sua arquitectura são hoje monumentos nacionais como os já citados de Mafra e Arrábida, os da Batalha e do Carmo em Lisboa, o do Buçaco e o de Santa Cruz em Coimbra.
A história dos conventos no período colonial brasileiro guarda relação íntima com o precário sistema feitoral aplicado no Brasil. A Coroa Portuguesa sempre estimulou a vinda de portugueses solteiros, que não titubeavam em manter relações carnais com as nativas, chocando os jesuítas que aqui chegavam por volta de 1549. Vale ressaltar a notória carta do Padre Manoel da Nóbrega solicitando ao rei lusitano o envio de mulheres brancas, órfãs e até "desonestas" para casaram com os colonos. Esse desequilíbrio demográfico surgido entre homens e mulheres brancas causaria no aparecimento dos conventos e clausuras femininas até o século XVIII. Porém, apesar desta necessidade social, não foram raros os pedidos para a implantação destas instituições, inclusive para as mulheres devotas ou que estivessem com a honra em perigo pela orfandade ou ausência prolongada dos pais, maridos e demais familiares. O famoso padre ainda suplicara para que organizassem "casas de recolhimento com freiras para abrigar meninas indígenas" e assim protegê-las dos "vícios da carne" que se alastravam pela colônia. A criação destas casas foi, de fato, medida eficaz para determinar a abertura de conventos femininos, desviando-se dos obstáculos criados pela Metrópole.


