Reino de Aragão
O Reino de Aragão foi um dos reinos cristãos que nasceram na Península Ibérica durante a Reconquista. Era, inicialmente, um condado dos Francos que foi posteriormente anexado ao Reino de Pamplona, em 925. Foi herdado por Ramiro Sánchez pela repartição dos territórios de Sancho Garcês III de Pamplona pelos seus filhos, antes de morrer. Separou-se de Navarra em 1035, dando origem ao reino através da união dos condados de Aragão, Sobrarbe e Ribagorza sob o comando de Ramiro Sánchez. Expandiu-se para o sul, conquistando Saragoça em 1118. Possuía cortes próprias.
Em Agosto de 1137 o rei Ramiro II de Aragão entrega a sua filha Petronila, com cerca de um ano de idade a Raimundo Berengário IV, conde de Barcelona, com um contrato indicando o seguinte: Com este ato juntam-se dinasticamente o Reino de Aragão e os diversos territórios administrados pelo conde de Barcelona, sumamente apelidados de Condado de Barcelona. A dinastia da Casa de Barcelona, fundada por Raimundo neste ato, será consolidada pelo filho do casamento com Petronila. A Casa de Barcelona reinará até maio de 1410, aquando da morte de Martim I sem descendência. O último rei aragonês da Coroa de Aragão foi Fernando II, que reinou de 1479 a 1516. Mediante seu casamento com Isabel de Castela, unificou os reinos de Aragão e Castela em forma de confederação, no que se passou a chamar Monarquia Espanhola. Fernando e Isabel, conhecidos como os Reis Católicos tiveram papel importante na história das conquistas espanholas na América por terem financiado a primeira viagem de Cristóvão Colombo em que, viajando para o oeste, resultou na descoberta das Américas.


