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Circuncisão

Circuncisão masculina é a remoção do prepúcio do pénis humano. No procedimento mais comum, o prepúcio é aberto, as aderências removidas e a pele separada da glande. Posteriormente é colocado um grampo próprio para estabilizar o pénis e a pele do prepúcio é cortada. O nome técnico do procedimento cirúrgico é postectomia. O procedimento também pode ser realizado sem um instrumento próprio. Para diminuir as dores e a ansiedade pode por vezes ser usada anestesia local ou de aplicação tópica, embora a anestesia geral seja também uma opção em adultos e crianças. Na maior parte dos casos, a circuncisão é uma cirurgia planeada e realizada em bebés e crianças por motivos culturais e religiosos. No entanto, em alguns casos pode ser realizada como tratamento médico para uma série de doenças, entre as quais casos problemáticos de fimose, infeções crónicas do trato urinário e balanopostite que não responda a outros tratamentos. No entanto, está contraindicada em casos de determinadas anormalidades da estrutura genital ou má condição física geral.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 23/07/2026
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Origem e fatores culturais e religiosos

Em algumas culturas a circuncisão no início da puberdade é rito de passagem masculino que marca, ou originalmente marcava, a maioridade, e manteve-se como tradição cultural atualmente desvinculada de aspectos sociais e jurídicos, como na Turquia e povos do nordeste da África. Como muitos dos ritos de passagem masculinos, era um exercício e uma prova de estoicismo, por ser feita sem lenitivos em região de alta sensibilidade tátil. Serve ainda como um sinal identitário permanente, como prova de pertencimento a um grupo social ou religioso.[carece de fontes?]

Na cultura judaica

Embora alguns acreditem que os hebreus tenham assimilado a prática da circuncisão dos egípcios, não há sinais consistentes que apoiem essa teoria. O mais provável é que os próprios hebreus tenham, em suas raízes mais remotas da época patriarcal, inserido tal prática em seus costumes de maneira independente a quaisquer outros povos, mantendo a tradição em suas práticas religiosas até à presente época.[carece de fontes?] No Antigo Israel, a circuncisão tinha de ser realizada no 8.º dia do nascimento. Tem o sentido de um sinal da aliança entre Deus e Abraão e seus descendentes e de um rito de inserção no povo eleito. Deus terá tornado obrigatória a prática da circuncisão masculina para Abraão, um ano antes de nascer Isaque. Todos os homens da casa de Abraão, tanto seus descendentes como dependentes, estavam incluídos, e todos os escravos receberam em si este «sinal do pacto», com o qual entregavam a Deus a sua aliança de carne (anel prepucial), mostrando a reciprocidade deste ato de fé no corpo (Levítico).[carece de fontes?]

Influência da cultura grega

A influência da cultura grega começou a predominar no Médio Oriente e culminou no abandono da circuncisão por muitos povos. Mas, quando o rei sírio Antíoco IV Epifânio proscreveu a circuncisão, deparou-se com mães judias dispostas antes a morrer do que a negar aos seus filhos o «sinal do pacto». Anos mais tarde, o imperador romano Adriano (117-138) obteve a mesma reação quando proibiu aos judeus circuncidar seus recém-nascidos. No intuito de evitar zombaria e ridículo, alguns atletas judeus que desejavam participar nos jogos helenísticos procuravam tornar-se «incircuncisos» por meio de uma operação destinada a restabelecer certa semelhança de prepúcio.[carece de fontes?]

A circuncisão e o cristianismo

Com a fundação do Cristianismo, a circuncisão deixou de ser um requisito religioso obrigatório para os judeus cristãos, embora não fosse expressamente proibida (Atos 15:6–29). A perspetiva da Igreja Católica é contrária à circuncisão (rito judaico) desde os primeiros dias. Conforme o Papa Eugênio IV oficializou na Bula de União com os Coptas, de 1442, a Igreja manda a todos os seus fieis que «…não pratiquem a circuncisão, seja antes ou depois do batismo, pois, ponham ou não sua esperança nela, ela não pode ser observada sem a perda da salvação eterna».

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Circuncisão como medida profilática

Os defensores da circuncisão afirmam que existe um valor prático na circuncisão masculina, como ato médico. E também como medida de higiene já que impede a acumulação de uma secreção genital chamada esmegma, no espaço entre a glande e o prepúcio que a recobre. Se não for removido, o esmegma torna-se mal cheiroso e campo de cultivo de bactérias, que causam grande irritação e são foco de infeções.[carece de fontes?] O esmegma acumula-se também no clitóris e nos pequenos lábios, o que justificaria a combatida circuncisão ou mutilação genital feminina. É realizada em certos casos de fimose e parafimose ou quando a glande masculina não pode ser libertada. Para estes últimos casos, existe, como alternativa à circuncisão, uma terapia local de creme esteroide que parece ser eficaz; e, mesmo quando esta falha, há ainda a prepucioplastia, uma cirurgia que corrige o prepúcio sem o remover.[carece de fontes?]

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Circuncisão de adultos

Os médicos especialistas recomendam a circuncisão de adultos quando estes sofrem de fimose. No entanto, devido à maior complicação que esta circuncisão pode representar, é recomendável que os pais detectem a fimose no rapaz ainda criança, para resolvê-la antes. De qualquer forma, a circuncisão geralmente não é necessária para resolver a fimose, é possível fazer uma prepucioplastia, uma operação menos agressiva que permite que o prepúcio seja preservado. A circuncisão de adultos pode ser mais dolorosa do que em crianças por uma série de fatores. O primeiro é que, no pós-operatório, as ereções nocturnas (normais e saudáveis num homem adulto) podem tornar-se muito dolorosas até à retirada dos pensos e dos pontos da sutura. O segundo é que os adultos demoram mais tempo a habituar-se à condição de circuncidados, podendo ter que mudar de hábitos no que toca à roupa interior ou aos calções de banho, devido à extrema sensibilidade da glande até então protegida e ora exposta, até que com o tempo essa sensibilidade naturalmente se reduza. No caso de homens que já tenham tido vivência sexual pode haver, por comparação que não ocorre em crianças, frustração pela perda de sensibilidade erógena, tanto da própria glande (onde uma pequena perda de sensibilidade poderia aparecer) quanto pela perda dos receptores nervosos existentes na superfície interna do prepúcio (os cortados com o prepúcio).

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Prazer e vida sexual

Os efeitos da circuncisão na sexualidade são um tópico de debate. Não há consenso na comunidade científica sobre isso. O resultado final pode depender de como é a circuncisão que foi usada nesse caso concreto, e de a maneira e os tempos de cada paciente para se acostumar com seu novo estado. Os detratores da circuncisão argumentam que, durante a intervenção, uma grande quantidade de tecido erógeno localizada no prepúcio é eliminada, além do glande é exposto a um fricção constante, o que desencadeia um processo chamado queratinização que pode causar uma diminuição na sensibilidade do pênis. Sobre essa questão, um estudo famoso foi publicado nos anos 90, e revelou que a circuncisão sempre eliminaria uma quantidade maior ou menor de as diversas áreas com terminações nervosas sensíveis do pênis. A circuncisão nunca elimina toda a sensibilidade do pênis, mas retira o prepúcio. Embora isso faria que o homem circuncidado fique mais orientado para uma relação vaginal direta, causada pelo tipo de sensibilidade resultante após a circuncisão. E um estudo na Dinamarca em 2011 indica que, em alguns casos, a circuncisão pode alterar a resposta sexual e, portanto, levar a maiores dificuldades em atingir o orgasmo. Embora cada circuncisão tem suas próprias características e seu próprio resultado final sobre a sensibilidade.

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Restauração do prepúcio

É a tentativa de reconstruir o prepúcio, tentando retornar ao estado antes da circuncisão.

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Fontes consultadas

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