Cinema de arte
Cinema de arte, cinema artístico, filme artístico ou filme de arte, em oposição ao cinema comercial, é um termo que se refere a produções cinematográficas tipicamente independentes e voltadas a um nicho de mercado. Em oposição a obras de caráter hollywodiano, que são direcionadas ao grande público de mercado, o "filme de arte" é "pretendido ser um trabalho sério, artístico, muitas vezes experimental e não projetado para o apelo de massa", "feito principalmente por razões estéticas em vez de lucro comercial", e contém "conteúdo não convencional ou altamente simbólico". O termo é muito mais usado na América do Norte, Reino Unido e Austrália, comparado ao resto da Europa, onde está mais associado a filmes autorais e ao cinema nacional.
Imagem: PATRICE OUELLET · BY-NC-ND · Openverse
Os filmes de arte surgiram na França, em 1908, por iniciativa do empresário Paul Laffitte, que fundou a Le Film d'Art com a intenção de levar os intelectuais ao cinema. Para isso, a empresa realizou versões cinematográficas de obras literárias de autores famosos, como Charles Baudelaire, Émile Zola, Victor Hugo, Gustave Flaubert, Honoré de Balzac, Molière e outros. Louis Feuillade, diretor do estúdio Gaumont, se opõe a esse tipo de intelectualismo e leva seu estúdio a produzir cerca de 80 filmes por ano em todos os gêneros, incluindo comédias, dramas do cotidiano, épicos e melodramas, mas foram seus filmes seriados sobre crimes que o levaram à fama na França e nos Estados Unidos.
Cinema mudo
Durante a Primeira Guerra Mundial, o diretor estadunidense D. W. Griffith produz Intolerância, um épico de longa-metragem mudo, com três horas de duração que, junto com seu outro filme O Nascimento de uma Nação se tornaram dois dos maiores filmes da era do cinema mudo. Em 1920 o Expressionismo Alemão chega ao cinema com O Gabinete do Dr. Caligari de Robert Wiene. Esse movimento foi caracterizado, no cinema, pela estilização extrema dos sets de filmagem, atuações, iluminação e ângulos de câmera. Outros notáveis desse movimento foram F. W. Murnau, com Nosferatu em 1922 e Aurora em 1927, e Fritz Lang com Metrópolis em 1927. Na França, o final da Guerra fez surgir o Impressionismo, tendo como principais expressões no cinema Louis Delluc, Marcel L'Herbier, Jean Epstein, Abel Gance e Germaine Dulac. São impressionistas Napoléon (1927) e A Sorridente Madame Beudet (1922), este último considerado o primeiro filme feminista.


