Chave (biologia)
Em biologia, uma chave de identificação consiste em uma ferramenta que auxilia na identificação de taxa pertencentes a um grupo de organismos, geralmente numa determinada região geográfica ou ecológica. Tradicionalmente as chaves mais utilizadas para a identificação dos organismos são as chamadas chaves dicotômicas, porém outros tipos de chaves são utilizadas com menor frequência.
As origens conceituais das chaves de identificação podem ser traçadas até a Antiguidade. Na Grécia Antiga, Teofrasto categorizou organismos em "subdivisões" baseando-se em características dicotômicas. No século XVII, o herbalista chinês Pao Shan, no tratado Yeh-ts'ai Po-Iu, incluiu uma categorização sistemática de plantas baseada em suas características aparentes especificamente com o propósito de identificá-las. Também no século XVII, naturalistas ocidentais como John Ray, Rivinius e Nehemiah Grew publicaram exemplos de tabelas estruturadas para identificação. Entretanto, estes exemplos não representam chaves de identificação no sentido moderno estrito de uma ferramenta analítica para identificar um espécime, uma vez que eles frequentemente não levam a uma única conclusão, funcionando mais como sinopses de esquemas de classificação. A primeira chave de identificação analítica no senso moderno é creditada a Jean-Baptiste Lamarck, que incluiu várias delas em seu livro Flore Françoise, de 1778. As chaves de Lamarck seguem basicamente a mesma construção das modernas chaves dicotômicas.
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De um modo geral, uma chave de identificação oferece uma série de escolhas, representando características mutuamente exclusivas. Analisando o espécime e feita a escolha que melhor se adequa em cada passo, a chave leva o usuário a um novo passo, com novas características, e assim sucessivamente até se concluir com a determinação da identidade do espécime analisado. Chaves de identificação são utilizadas principalmente na Taxonomia para identificar o táxon, como gênero ou espécie, de um espécime, dentro de um conjunto de táxons conhecidos. Elas são comumente empregadas na Microbiologia, Botânica e Entomologia, uma vez que os grupos de táxons relacionados nestas áreas tendem a ser muito grandes. Entretanto, também têm sido empregadas para identificar não-organismos, como ninhos de aves, e em áreas além da Biologia, como a Geologia.
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As chaves de identificação podem ser divididas em dois tipos, a depender do número de entradas.
Chaves dicotômicas
Nas chaves dicotômicas (também denominadas de chaves de acesso único ou única entrada), uma sequência fixa de alternativas deve ser seguida, onde várias etapas (que incluem um ou mais caracteres) apresentam duas opções contrastantes (estados de caracteres). Com isso, apenas uma única série de escolhas resulta em uma identificação correta. Logo, para cada táxon existe uma sequência de passos específica.
Chaves de múltiplas entradas
Nas chaves de identificação de múltiplas entradas (ou múltiplo acesso) a sequência de alternativas não é fixa, sendo escolhida pelo próprio usuário, que pode escolher os caracteres a partir de uma lista de opções que estejam disponíveis na chave. Um exemplo desses tipos de chaves são as chaves interativas, que são chaves informatizadas, normalmente disponíveis em plataformas online.


