Charles Le Brun
Charles Le Brun foi uma figura central na arte francesa do século XVII, destacando-se como pintor, fisionomista e teórico. Como pintor da corte de Luís XIV, que o aclamou como 'o maior artista francês de todos os tempos', Le Brun dominou a cena artística de sua época, com forte influência de Nicolas Poussin.
Pontos-chave
- Le Brun foi um pintor, fisionomista e teórico da arte francês.
- Ele foi o pintor da corte de Luís XIV e uma figura dominante na arte do século XVII.
- Sua obra foi significativamente influenciada por Nicolas Poussin.
- Le Brun recebeu o título de Premier Peintre du Roi e uma pensão substancial.
- Ele estudou em Roma, absorvendo a arte clássica e renascentista.
A trajetória inicial de Le Brun, desde sua juventude em Paris até seu aprendizado com mestres renomados e sua ida para Roma.
Início da Carreira
Nascido em Paris, Charles Le Brun chamou a atenção do chanceler Séguier, que o introduziu no ateliê de Simon Vouet aos onze anos. Ele também estudou com François Perrier. Aos quinze anos, já recebia encomendas do cardeal Richelieu, demonstrando uma habilidade notável que lhe rendeu elogios de Nicolas Poussin. Essa admiração mútua o levou a viajar para Roma em 1642, acompanhando Poussin.
Estudos em Roma
Em Roma, Le Brun permaneceu por quatro anos, beneficiado pela generosidade do chanceler Séguier, que lhe concedeu uma pensão. Durante esse período, ele se dedicou ao estudo da escultura romana antiga, realizou cópias de obras de Rafael e absorveu as influências dos pintores locais. Ao retornar a Paris em 1646, encontrou diversos mecenas, sendo o Superintendente Fouquet o mais proeminente, para quem pintou um grande retrato de Ana da Áustria. Trabalhando em Vaux-le-Vicomte, Le Brun estabeleceu contato com Mazarin, e, posteriormente, com Colbert, que se tornaria seu grande apoiador.
Anos posteriores
Com a morte de Colbert, François-Michel le Tellier, Marquês de Louvois, que sucedeu como superintendente no departamento de obras públicas, não mostrou nenhum favor a Le Brun, que era o favorito de Colbert, e apesar do apoio contínuo do rei Le Brun sentiu um mudança amarga em sua posição. Isso contribuiu para a doença que em 22 de fevereiro de 1690 terminou com sua morte em Gobelins (em sua mansão, em Paris).


