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Ceticismo

Ceticismo (português brasileiro) ou cepticismo (português europeu) é qualquer atitude de questionamento para com o conhecimento, fatos, opiniões ou crenças estabelecidas. Filosoficamente, é a doutrina da qual a mente humana não pode atingir certeza alguma a respeito da verdade.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 27/06/2026
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História

Imagem: Arquivo Nacional do Brasil · PDM · Openverse

Antiguidade

O ceticismo filosófico se manifestou na Grécia clássica. Um de seus primeiros proponentes parece ter sido Pirro de Elis (360-275 a.C.), que estudou na Índia e defendia a adoção de um "ceticismo prático". Carneades discutiu o tema de maneira mais minuciosa e, contrariando os estoicos, dizia que a certeza no conhecimento seria impossível. Sexto Empírico (200 a.C.) é tido como a autoridade maior do ceticismo grego. Mesmo atualmente, o ceticismo filosófico costuma ser confundido com o ceticismo vulgar e com aquilo que a tradição cética denominou de "dogmatismo negativo". Nada mais está tão em desacordo com o espírito do ceticismo do que a reivindicação de quaisquer certezas, seja as positivas ou as negativas.

Idade Média

Os principais textos do ceticismo clássico hoje disponíveis não foram conhecidos no período medieval, mas por volta de 1430 apareceu uma edição latina das Vidas dos Filósofos de Diógenes Laércio, feita por Ambrogio Traversari. Esse texto teve ampla circulação e pode ter despertado o interesse pelo ceticismo. Aparentemente, é a partir deste momento que o próprio termo scepticus se difunde.

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Ceticismo científico

Imagem: Vieira · BY-SA · Openverse

Um cientista cético (ou empírico) questiona crenças com base na compreensão científica. Sendo cientistas céticos, a maioria dos cientistas testa a confiabilidade de certos tipos de afirmações, submetendo-as a uma investigação sistemática, usando alguma forma de método científico. O ceticismo científico é uma defesa do público crédulo contra o charlatanismo e de explicações sobrenaturais para fenômenos naturais. Apesar de o ceticismo envolver o uso do método científico e do pensamento crítico, isto não necessariamente significa que os céticos usem estas ferramentas constantemente. Frequentemente os céticos são confundidos ou até mesmo apontados como cínicos. Porém, o criticismo cético válido (em oposição a dúvidas arbitrárias ou subjetivas sobre uma ideia) origina-se de um exame objetivo e metodológico que geralmente é consenso entre os céticos. Note também que o cinismo é geralmente tido como um ponto de vista que mantém uma atitude negativa desnecessária acerca dos motivos humanos e da sinceridade. Apesar de as duas posições não serem mutuamente exclusivas, céticos também podem ser cínicos, cada um deles representando uma afirmação fundamentalmente diferente sobre a natureza do mundo.

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Desenganadores

Um desenganador (em inglês: debunker) é um cético engajado no combate a charlatões e ideias que, na sua visão, são falsas e não científicas. Alguns dos mais famosos são: James Randi, Basava Premanand, Penn & Teller, e Harry Houdini. Religiosos contrários aos grupos de céticos desenganadores dizem que suas conclusões estão cheias de interesse próprio e que nada mais são que novos movimentos de cruzadas de crentes com a necessidade de assim se afirmarem.

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Pseudoceticismo

O termo pseudoceticismo ou ceticismo patológico é usado para denotar as formas de ceticismo que se desviam da objetividade. A análise mais conhecida do termo foi conduzida por Marcello Truzzi que, em 1987, elaborou a seguinte conceituação: Uma vez que o ceticismo adequadamente se refere à dúvida ao invés da negação - descrédito ao invés de crença - críticos que assumem uma posição negativa ao invés de uma posição agnóstica ou neutra, mas ainda assim se auto-intitulam "céticos" são, na verdade, "pseudo-céticos". Em sua análise, Marcello Truzzi argumentou que os pseudo-céticos apresentam a seguinte conduta: O termo pseudo-ceticismo parece ter suas origens na filosofia, na segunda metade do século XIX.

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Ceticismo como inércia

A ciência moderna é baseada no ceticismo. Por outro lado, a ciência deve estar sempre aberta a novas ideias (por mais estranhas que pareçam), desde que apoiadas em evidências científicas, mas deve fazê-lo de forma que sejam sempre devidamente escrutinadas, de modo a assegurar a veracidade de suas implicações e resultados. Sempre que uma nova hipótese é formulada ou uma nova alegação é realizada, toda a comunidade científica se mobiliza de modo a comprovar sua viabilidade teórica e prática. Como em qualquer outro plano, quanto mais incomuns forem as novas ideias e invenções, mais resistência tendem a enfrentar durante seu escrutínio por meio do método científico. Uma consequência disso é que através da história, ao apresentarem suas ideias, vários cientistas foram inicialmente recebidos com alegações de fraude por colegas que não desejavam ou não eram capazes de aceitar algo que requereria uma mudança em seus pontos de vista estabelecidos. Por exemplo, Michael Faraday foi chamado de charlatão por seus contemporâneos quando disse que podia gerar uma corrente elétrica simplesmente movendo um ímã por uma bobina de fio.[carece de fontes?]

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Fontes consultadas

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