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A priori e a posteriori

As expressões filosóficas "a priori" e "a posteriori" são utilizadas para diferenciar dois tipos fundamentais de conhecimento ou argumento. Geralmente empregadas como adjetivos comparativos para modificar o substantivo "conhecimento", ou como substantivos compostos que se referem a um tipo específico de conhecimento, esses termos também podem ser usados de outras formas. Por exemplo, "a priori" pode modificar outros substantivos, como "verdade". Além disso, filósofos frequentemente adaptam seu uso, criando termos como "aprioridade" e "aprioricidade" para descrever a qualidade de ser "a priori".

Fonte: Wikipédia (pt)Texto didático por IAAtualizado em 19/06/2026

Pontos-chave

  • A priori e a posteriori são distinções filosóficas para tipos de conhecimento ou argumento.
  • Os termos são principalmente adjetivos que modificam "conhecimento", mas podem ter outros usos.
  • Filósofos como Tomás de Aquino e Alberto da Saxônia já abordavam esses conceitos.
  • Immanuel Kant associou conhecimento a priori à necessidade, uma conexão questionada posteriormente por Saul Kripke.
  • A distinção a priori/a posteriori é epistêmica (modo de conhecer), enquanto necessário/contingente é metafísica (tipo de verdade).
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Raízes Históricas dos Conceitos

Imagem: Wesley Lopes Do Nasicmento · BY-SA · Openverse

A distinção entre conhecimento a priori e a posteriori tem uma longa trajetória na filosofia. Tomás de Aquino, no século XIII, em sua obra "Summa Theologica", descreveu duas formas de demonstração: a "a priori", que argumenta a partir da causa, e a "a posteriori", que parte do efeito para chegar à causa. Ele explicou que, quando um efeito é mais conhecido do que sua causa, podemos ascender do conhecimento do efeito para o da causa, pois todo efeito depende de sua causa. Alberto da Saxônia, um lógico do século XIV, também explorou esses conceitos. No século XVIII, George Berkeley delineou a distinção em seu "Tratado sobre os princípios do conhecimento humano" (1710), indicando que os termos já eram amplamente reconhecidos na época.

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A Priori e a Relação com Necessidade

A noção de "a priori" é epistêmica, ou seja, refere-se ao modo como uma proposição é conhecida: independentemente da experiência. Immanuel Kant, ao introduzir o conhecimento a priori, estabeleceu uma equivalência com a necessidade, afirmando que uma proposição é conhecível a priori se, e somente se, for necessária. No entanto, essa conexão foi significativamente questionada por Saul Kripke em sua obra "Naming and Necessity" (1972), que praticamente a refutou. Apesar disso, alguns filósofos ainda resistem a essa refutação. É crucial notar que a distinção entre conhecimento a priori e a posteriori é epistêmica (sobre modos de conhecer), enquanto a distinção entre necessário e contingente é metafísica (sobre tipos de verdade). Assim, a conexão entre elas não pode ser aceita sem argumentos sólidos, como se fazia anteriormente.

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