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Ordem Teutónica

A Ordem dos Cavaleiros Teutônicos de Santa Maria de Jerusalém, conhecida apenas como Ordem Teutónica (português europeu) ou Teutônica (português brasileiro) foi uma ordem militar cruzada vinculada à Igreja Católica por votos religiosos pelo Papa Clemente III. Foi formada no ano de 1190, em São João de Acre, no Reino de Jerusalém, para auxiliar os germânicos feridos nas Cruzadas.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 28/07/2026
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História

Desde a descoberta do Santo Sepulcro por Helena de Constantinopla entre 327 e 329, peregrinos cristãos de toda a Europa iam à Terra Santa visitar o túmulo de Jesus Cristo, incluindo alemães. O primeiro registro desse povo na Terra Santa se dá em 1064/1065, quando, liderados pelo Bispo Gunther Von Bamberg, não só peregrinos cristãos, mas também mercadores, foram ao Oriente visitar os monumentos religiosos e fazer negócio com os mercadores locais. Uma breve cronologia das principais batalhas da Ordem Teutônicaː

Fundação

Em meio das expedições da Terceira Cruzada, cavaleiros de diversas ordens estavam sendo castigados e mortos em decorrência de doenças e não tinham o devido auxílio médico. Os corpos dos mortos eram jogados no fosso que separava as muralhas, deixando um terrível odor nos acampamentos, o que causava ainda mais doenças e proliferação de insetos. As unidades médicas, providas pelos Hospitalários, estavam sobrecarregadas e tinham preferência em auxiliar os franceses e ingleses, deixando os germânicos de lado. Assim, alguns camponeses de Bremen e Lübeck fundaram uma ordem médica para auxiliar seus compatriotas germânicos. A iniciativa foi muito bem recebida pelos nobres germânicos, pelo Patriarca de Jerusalém, e também pelos Hospitalários e Templários. Com a boa aceitação, e a urgência da situação, não demorou para que o Papa Celestino III aprovasse a instituição da Ordem do Hospital de Santa Maria dos Germânicos em Jerusalém (ou Ordem Germânica).

Guerras na Terra Santa

A Ordem Teutônica teve um árduo início, tinham poucas posses e viviam de parcas doações, e não deram contribuições significativas nas Cruzadas. Em 1210, Hermann von Salza, hábil negociador e empreendedor, assumiu o posto de Grão-Mestre. Foi sob seu comando que a Ordem Teutônica começou a ganhar notoriedade e posses. Um de seus primeiros feitos enquanto grão-mestre foi a participação da Ordem na coroação do Rei Léo II da Arménia, para quem prestou serviços militares e adquiriu posses rurais e vilarejos. Entre as primeiras posses da Ordem, um velho castelo na Galileia, adquirido em 1220 com o dinheiro de impostos. Esse castelo foi reconstruído e se tornou, em 1226, a fortaleza Montfort ("Monte Forte"), localizada a 12 km do Mar Mediterrâneo, onde alguns teutônicos se estabeleceram até 1271, quando foi tomada pelos muçulmanos.

A mudança para o norte da Europa

Com a participação direta na coroação do rei Léo II, a Ordem ganhou posses relevantes para seu estabelecimento e desenvolvimento no Reino Arménio da Cilícia, além de terras rurais e pequenos vilarejos, recebeu também, em 1212, o castelo Amouda, localizado no alto de uma única rocha em uma extensa planície (hoje localizado no vilarejo de Gökçedam, Turquia). No leste do país, em 1236, a Ordem recebeu uma torre na região de Harunia, a qual transformou em capela. As generosas doações não eram tão somente um ato de gratidão, mas, principalmente, confiavam que, com o estabelecimento da Ordem Teutônica no reino, estariam a salvo das invasões muçulmanas e dos turcos seljúcidas. A Ordem ficou em território armênio até 1266, quando ocorreu a invasão muçulmana.

Batalha de Grunwald

Em 15 de julho de 1410 foi travada a batalha de Grunwald, na qual um exército formado por 45 mil homens, entre poloneses e lituanos comandados pelo rei Ladislau II Jagelão, enfrentaram, por seis horas, cerca de 21 mil cavaleiros teutônicos, liderados pelo grão-mestre Ulrich von Jungingen. Para a batalha o exército teutônico teria contratado 800 mercenários, além de seu próprio contingente de cavaleiros. Uma das estratégias usadas pelo rei polonês foi adiar o momento da batalha, fazendo com que os cavaleiros teutônicos cansassem pela espera do exército polonês-lituano no local da batalha. A estratégia definitiva se deu com uma manobra na qual os lituanos simularam um recuo levando os Cavaleiros Teutônicos a uma emboscada do exército polonês.

Guerra dos Treze Anos

A Guerra dos Treze Anos foi uma batalha entre a Polônia e os Cavaleiros Teutônicos que se iniciou a partir de uma revolta popular contra estes. A chamada Confederação Prussiana, em 1454, sabendo que não poderiam enfrentar em pé de igualdade os Cavaleiros Teutônicos, atacaram estes de forma antecipada e inesperada, pegando-os sem o devido preparo. Rapidamente territórios teutônicos como os castelos de Elbląg, Danzigue e Thorn caíram. Em questão de pouco tempo, todos as edificações teutônicas da região, com exceção dos castelos de Malbork e Konitz, estavam nas mãos dos inimigos. Em 1466, o papa Paulo II e a Liga Hanseática intermediaram as batalhas e, após um legado papal, o acordo foi alcançado e o documento da Paz de Toruń foi assinado, marcando o fim da guerra.

Ressurgimento em 1929

Em decreto papal datado de 21 de novembro de 1929, emitido pelo Papa Pio XI, a Ordem Teutónica foi retomada, contudo como uma ordem clerical composta por sacerdotes, padres e freiras. Com missões essencialmente assistenciais, a Ordem ressurge com as mesmas propostas de quando fora fundada em 1190, em Acre. Atualmente a Ordem tem sua sede em Viena, Áustria, e trabalha primordialmente com objetivos assistenciais fornecendo padres para comunidades germanófonas em países de língua não alemã. Também mantém, desde 1999, um conservatório de música na cidade de Opava, República Tcheca, uma escola de ensino médio em Olomouc, também na República Tcheca, uma casa de repouso e um hospital na cidade de Friesach, e uma ordem de freiras na cidade de Passau na Alemanha.

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Leis e costumes

Inicialmente os Teutônicos seguiam a regra dos Hospitalários, que era influenciada pela regra de Santo Agostinho, aplicadas aos hospitais construídos na Terra Santa. Ao se converterem oficialmente em ordem militar, optaram por seguir a regra templária, fazendo, sob autorização da Santa Sé, algumas adaptações. Ao entrar na Ordem, um cavaleiro tinha de fazer votos de pobreza, castidade e obediência, bem como abrir mão de todos os seus bens e doá-los à Ordem para que se tornassem bens comuns, além de saber rezar, em latim, o Pai Nosso, a Ave Maria e o Credo. Embora a Ordem possuísse muitas propriedades, como conventos, hospitais e igrejas, o foco era sua utilização em defesa da Cristandade. Aos cavaleiros era permitido caçar somente em caso de necessidade, sendo vedada a caça esportiva, e tinham de evitar as mulheres (uma vez que faziam votos de castidade). As punições para quem quebrasse as regras da Ordem podiam ser leves (açoitamento e jejum forçado por dias), moderadas (aprisionamento por um ano a pão e água três vezes por semana), severas e muito severas (expulsão da Ordem ou morte). As muito severas eram aplicadas a quem se acovardasse ou passasse para o lado do inimigo e para quem praticasse sodomia.

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Fontes consultadas

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