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Catana

Catana é uma tradicional espada japonesa que foi usada pelos samurais do Japão antigo e feudal. A katana é caracterizada por: uma lâmina curva de um único fio, com uma guarda (tsuba) circular ou esquadrada e um cabo longo para acomodar duas mãos.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 10/07/2026
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História

A espada foi a arma mais usada no Japão medieval, principalmente após sua unificação pelo Shogun Tokugawa Ieyasu (início do séc XVII), período de muitos duelos entre samurais. Tão grande era sua importância que foi declarada privilégio exclusivo da classe guerreira em 1588. "A espada é a alma do samurai", disse Tokugawa Ieyasu. Um samurai era facilmente reconhecido pelas ruas por portar duas espadas presas ao obi, uma longa, a catana (de 60 a 102 cm), usada nas lutas em locais amplos, e uma menor, a Wakizashi (de 30 a 60 cm), para espaços fechados. O Daishô, nome dado ao conjunto, representava o estatuto máximo dos samurais, simbolizando o orgulho e emblema do guerreiro, apesar da termologia, a catana é uma lamina espiritual, distinguindo-se das espadas no Japão. Havia uma terceira arma, o Tanto, uma faca fina que ficava escondida e que era usada só em emergências. A história da catana está ligada à história do Japão e ao desenvolvimento das técnicas de luta. Sua denominação muda conforme o período ao qual as peças pertencem.

Jokoto

Durante o período Jokoto (800 d.C.), as espadas usadas eram retas, com fio simples (a Chokuto) ou duplo (Ken) e pobremente temperadas. Não havia um desenho padrão e eram atadas à cintura por meio de cordas. Evidências históricas sugerem que elas eram jians feitas por artesãos chineses e coreanos que trabalhavam no Japão.

Koto

A partir do período Heian (794-1185), surge o termo Nipponto ou Nihonto, que significava "espada japonesa" (nippon=japão, to=espada). A mudança no estilo de luta criou a necessidade de alteração no seu formato. Não se guerreava mais a pé, mas sim a cavalo. As espadas tornaram-se longas, curvadas, com uma base mais larga e forte e uma ponta bem fina. As espadas desta época são chamadas de Tachi e representam a categoria das antigas espadas ou Koto. Neste período as inscrições nas espadas derivavam de motivos budistas representando a forte ligação do cuteleiro com a religião e com seu trabalho. Foi criado o método de forjar com a superfície extremamente dura e o núcleo macio.

Periodo Kamakura

O período Kamakura (1185-1333), com o Japão sob domínio da classe guerreira, foi considerado a época de ouro da espada japonesa. Muitas espadas consideradas tesouro nacional foram produzidas neste período. A catana (a clássica arma dos samurais) surgiu no período Muromachi. Com os feudos em guerra, enquanto os exércitos cresciam, os soldados a cavalo se tornavam mais raros e a força principal vinha daqueles que combatiam a pé. Variando entre 60 a 90 cm no comprimento e com lâmina de largura uniforme, eram mais fáceis de carregar e mais rápidas para sacar.

Shinto

Era Edo. Iniciou-se o governo de Tokugawa e, apesar de as armas de fogo já fazerem parte do armamento dos exércitos, as espadas ainda eram produzidas e de forma ainda mais refinada, com a matéria-prima mais acessível e a troca de experiência entre os cuteleiros que passaram a viajar com os exércitos. As espadas deste período são conhecidas como espadas novas. Esta fase foi curta, pois com a unificação interna do Japão foi instituída uma lei proibindo o porte de espadas pelos samurais. Soma-se a isto a inflação e a queda na qualidade do aço produzido, piorando a qualidade das espadas.

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Catana moderna (gendaitō)

Espadas feitas a partir da era Meiji são chamadas de espadas modernas ou Gendaito. Estas foram feitas na maior parte para os oficiais militares japoneses, para rituais e ocasiões públicas. Apesar de possuírem as mesmas formas de uma espada tradicional, não tinham as características principais do artesanato (feito a mão) e do aço não industrial.

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Descrição

A catana é geralmente definida com tamanho padrão, moderadamente curva (em oposição ao antigo "tachi" estilo com mais curvatura) espada japonesa com um comprimento de lâmina maior que 60 cm (.mw-parser-output .frac{white-space:nowrap}.mw-parser-output .frac .num,.mw-parser-output .frac .den{font-size:80%;line-height:0;vertical-align:super}.mw-parser-output .frac .den{vertical-align:sub}.mw-parser-output .sr-only{border:0;clip:rect(0,0,0,0);height:1px;margin:-1px;overflow:hidden;padding:0;position:absolute;width:1px}23+1⁄2 polegadas). Caracteriza-se por sua lâmina curva, delgada e de um único fio com uma proteção circular ou quadrada (tsuba) e base longa para acomodar duas mãos. Historicamente tem sido associado ao samurai do Japão feudal. Com raras exceções, catana e tachi podem ser distinguidos uns dos outros, se assinados, pelo local da assinatura (mei) na base (nakago). Em geral, o mei deveria ser esculpido no lado da espiga que ficaria afastada quando a espada fosse usada. Uma vez que um tachi estava gasto com a ponta de corte para baixo, e a catana estava desgastada com a ponta de corte, o mei ficaria em locais opostos na espiga.

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Etimologia e empréstimos

"katana" é o termo agora usado para descrever nihontō que são 2 shaku (606 mm / 23.9 in) e mais, também conhecido como "dai" ou "daitō" entre os entusiastas da espada ocidental, embora daito seja um nome genérico para qualquer espada longa. Como japonês não possui formas separadas de plurais e singulares, tanto "katanas" como "katana" são considerados formas aceitáveis em inglês. Pronunciado [katana], a kun'yomi (Leitura japonesa) do kanji 刀, significando originalmente dao ou faca/sabre em Chinês, a palavra foi adotada como uma palavra emprestada pela língua portuguesa. Na língua portuguesa, a designação (soletrado katana) significa "faca grande" ou machete.

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Fontes consultadas

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