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Castelo de Alfeizerão

O Castelo de Alfeizerão, de que restam vestígios, localizava-se na povoação e na freguesia de Alfeizerão, no Município de Alcobaça, região Oeste portuguesa e província histórica da Estremadura.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 13/07/2026
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História

Antecedentes

Embora carecendo de aprofundamento das pesquisas, a primitiva ocupação desta região litorânea remonta à pré-história. Durante muito tempo admitiu-se (e muitos assim o escreveram) que se teria localizado aqui a Eburóbriga Galo-celta, que à época Romana se denominou Eburobrício (em latim: Eburobritium). Esta hipótese foi descartada a partir de 1995, pela descoberta da Eburobrício romana junto a Óbidos. Parece provável, porém, em virtude de alguns achados e vestígios arqueológicos, e, ainda, interpretando o geógrafo Ptolomeu, que junto a Alfeizerão se tenha localizado Araducta. Esta tese é defendida pelo Prof. Vasco Gil Mantas, da Universidade de Coimbra.

O castelo medieval

No contexto da Reconquista cristã da Península Ibérica, a região foi tomada em 1147 pelas forças de D. Afonso Henriques (1112-1185), que teria determinado a sua reedificação, visando a defesa do trecho do litoral atlântico entre o promontório da Nazaré e a península de Peniche. O mais antigo documento, até hoje conhecido, em que o topónimo aparece é uma carta de doação datada de 1287: Doaçam das cousas que entrarem pollo porto de selir a Rainha dona ysabel a fora certas cousas (…). Dante eno alfeysarã. IX dias de Juynho. A povoação recebeu Carta de Foral em 1332, dada pela Abadia de Alcobaça e pelo abade D. João Martins. Esta carta foi confirmada em 1422, pelo abade Fernão do Quental (ou Fernando Quental), e novamente confirmada, em 1514, pelo rei D. Manuel (1495-1521).

Do terramoto de 1755 aos nossos dias

Progressivamente assoreado, ainda ao fim do século XVI estimava-se que este porto acolhia oitenta navios de alto bordo. O castelo, em cujo paço se albergavam os soberanos a caminho de Alcobaça, foi parcialmente destruído pelo terramoto de 1755, perdendo importância desde então. O castelo e seus domínios permaneceram na posse da Abadia de Alcobaça até à extinção das Ordens Religiosas por D. Maria II (1826-1828; 1834-1853) em 1834, quando passaram para a posse da Fazenda Nacional. O terreno do castelo esteve, desde então, na posse de particulares de Rio Maior e das Caldas da Rainha. No século XX, desde a década de 1920 à de 1970, foi propriedade do Dr. Júlio Ferrari. Desde então, encontra-se na posse de uma família de Alfeizerão.

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Características

Imagem: Historiadorpúblico · BY-SA · Openverse

O castelo apresentava planta retangular, em estilo românico. As suas muralhas, em cantaria de pedra, eram reforçadas, originalmente, por oito cubelos semi-circulares. Na praça de armas, descentrada a Leste, erguia-se a Torre de Menagem, de planta quadrada. Chegaram até aos nossos dias a parte inferior de um pano de muralha, ligando os restos de dois cubelos. Sobre um deles está implantado, modernamente, um marco geodésico.

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Fontes consultadas

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