Casa dos Vinte e Quatro
A Casa dos Vinte e Quatro constituía um órgão deliberativo da administração municipal de Lisboa — e, mais tarde, de outras cidades do Reino de Portugal e do Império Português — composto por representantes das corporações de ofícios ou guildas.
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A Casa dos Vinte e Quatro de Lisboa foi criada a 16 de dezembro de 1383, por D. João, Mestre de Avis e Regedor e Defensor do Reino (futuro Rei D. João I), com o objetivo de permitir que os mesteirais participassem no governo da cidade. A sua criação vem no seguimento do apoio dado pelos mesteirais a D. João na Crise de 1383-1385. A Casa dos Vinte e quatro funcionava como uma assembleia municipal com poder deliberativo. Todas as medidas municipais a serem postas em prática tinham que ser por ela votadas e aprovadas por maioria. Era composta por dois representantes de cada uma dos 12 grémios ou corporações de ofícios da cidade (conhecidas por "bandeiras"), os quais eram coletivamente conhecidos pelos "Vinte e Quatro". Cada bandeira era designada pelo respetivo santo padroeiro e incluía um ofício de cabeça, bem como outros ofícios anexos. As reuniões dos Vinte e Quatro realizavam-se inicialmente na Igreja de S. Domingos. Os Vinte e Quatro elegiam um juiz do povo (que presidia à Casa), juízes de paz, procuradores e outros magistrados.
O número de bandeiras e de ofícios representados nas casas dos vinte e quatro e casas dos doze foi variando ao longo dos tempos. Pela Nova Regulação da Casa dos Vinte e Quatro de Lisboa de 1771, a mesma ficou constituída pelas seguintes bandeiras e respetivos ofícios de cabeça e ofícios anexos, representadas na grande e importante Procissão do Corpo de Deus: Para lá dos ofícios integrados em bandeiras, também enviavam representantes à Casa dos Vinte e Quatro os tanoeiros, os cerieiros, os ourives de ouro e lapidários, os ourives de prata e lavrantes, os oleiros e sombreireiros, os cordoeiros de linho, os cordoeiros de esparto[desambiguação necessária] e piaçá e os esparteiros.


