Imprensa Nacional-Casa da Moeda
A Imprensa Nacional-Casa da Moeda (INCM) é uma empresa pública portuguesa, constituída como sociedade anônima de capitais públicos. Ela nasceu em 1972 da fusão de duas instituições históricas: a Imprensa Nacional e a Casa da Moeda.
Pontos-chave
- A INCM é uma sociedade anônima de capitais públicos.
- Surgiu em 1972 pela fusão da Imprensa Nacional e da Casa da Moeda.
- A Imprensa Nacional tem origem na Impressão Régia, criada em 1768.
- A INCM é responsável pela produção de bens e serviços essenciais para o Estado português.
- Em 2018, a Imprensa Nacional celebrou 250 anos de existência.
A história da Imprensa Nacional remonta à Impressão Régia, estabelecida por Alvará em 24 de dezembro de 1768. Inicialmente chamada Régia Oficina Tipográfica, fundiu-se com a Fábrica dos Caracteres, fundada em 1732 por Jean de Villeneuve. Em 1833, a instituição passou a ser conhecida como Imprensa Nacional. Atualmente, a INCM tem a responsabilidade de produzir bens e serviços cruciais para o funcionamento do Estado português. Em 2018, a Imprensa Nacional comemorou seus 250 anos, com eventos como a exposição 'Imprimere', na Casa do Design, com curadoria de Rúben Dias e Sofia Meira.
Imagem: Joehawkins · BY-SA · Openverse
No final de 2025, a Casa da Moeda esteve no centro de uma controvérsia. Surgiram notícias de que a empresa pública portuguesa estaria produzindo dois milhões de moedas destinadas a Israel. A cobertura mediática e as declarações de diversos grupos da sociedade civil indicavam que o projeto envolveria também uma visita oficial de uma delegação do governo israelita para marcar o início da produção. Essa notícia provocou forte condenação pública por parte de organizações como o Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente (MPPM), o Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) e a Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP-IN). Os grupos argumentaram que a cooperação entre uma empresa pública portuguesa e o Estado de Israel seria incompatível com as obrigações legais de Portugal sob o direito internacional humanitário e os direitos humanos. O MPPM declarou que a associação da INCM com Israel configuraria apoio a 'um Estado que pratica a ocupação, o apartheid e o genocídio', citando conclusões e pareceres consultivos de órgãos das Nações Unidas e do Tribunal Internacional de Justiça.


