Cartão de crédito
Cartão de crédito é uma forma de pagamento eletrônico. É um cartão de plástico que pode conter ou não um chip e apresenta na frente o nome do portador, número do cartão e data de validade e, no verso, um campo para assinatura do cliente, o número de segurança (CVV2) e a tarja magnética. A maioria de cartões de crédito tem forma e tamanho padronizados, como especificado pelo padrão do ISO 7810.
O cartão de crédito surgiu na década de 1920, nos Estados Unidos. Inicialmente, os cartões de crédito eram dados somente aos clientes mais fiéis, que o dono do estabelecimento acreditava serem confiáveis por pagarem suas compras em dia. Mas foi no ano de 1949, quando Frank MacNamara estava com executivos financeiros em um restaurante na cidade de Nova York e percebeu que tinha esquecido seu dinheiro e seu talão de cheques para pagar a conta, que teve a ideia de criar um cartão em que contivesse o nome do dono, e que após um tempo, o dono do cartão pudesse pagar a conta. Então, naquele mesmo ano, ele criou o The Diners Club que era feito de papel-cartão. O cartão era aceito em apenas 27 restaurantes e era usado apenas por pessoas importantes na época (aproximadamente 200 pessoas que eram amigos de Frank). Em 1952, o cartão começou a ganhar milhares de adeptos e já era aceito por vários estabelecimentos. E neste mesmo ano foi criado o primeiro cartão de crédito internacional. Em 1955, o cartão passou a ser feito de plástico. O The Diners Club existe até hoje, com o nome Diners Club International.
Os cartões de crédito de conceito moderno nasceram nos EUA, na década de 1920, quando empresas privadas (sobretudo redes de hotéis e empresas petroleiras) começaram a emitir cartões para permitir a seus clientes comprarem a crédito nos próprios estabelecimentos. A primeira ideia sobre cartão de crédito "universal", ou seja, que pudesse ser utilizado em vários estabelecimentos diferentes, surgiu a partir de um acontecimento bastante peculiar, nos anos de 1949. O executivo e criador do Diners Club Card, Frank MacNamara, estava com alguns convidados em um restaurante de Nova York e, ao receber a conta de despesas, descobrira que não poderia pagá-la porque havia esquecido a sua carteira. Uma conversa com o dono do local, permitiu-lhe assinar uma conta de despesas, que poderia ser paga em um outro dia. Frank MacNamara não só gostou da ideia, como também, partindo desse incidente, criou juntamente com o seu advogado, Ralph Schneider, o Diners Club Card.
O primeiro cartão plástico brasileiro teve a bandeira Diners. Ele foi lançado em 1956 e só era aceito em um grupo seleto de restaurantes. Isto aconteceu seis anos após a sua utilização nos EUA. Em 1954, o empresário tcheco Hanus Tauber (precursor dos cartões no Brasil) comprou nos Estados Unidos a franquia do Diners Club, propondo sociedade no cartão com o empresário Horácio Klabin. O cartão requeria o pagamento integral da fatura. Em 1968, o Bradesco seria responsável pela emissão do primeiro cartão de crédito brasileiro, o Elo, que funcionava apenas como representante da Visa no Brasil, atendendo aos turistas estrangeiros portadores de cartões BankAmericard que visitavam o país.
Popularização do cartão
Durante os anos de 1997 até 2010, surgiram mais de 70 bandeiras de cartões regionais que foram responsáveis pelo aumento do comércio, principalmente em regiões afastadas dos dois maiores centros Rio-São Paulo e das capitais. As marcas que mais se destacaram neste período foram a Ticket, Hipercard, Sorocred e Good Card. Ao final de 2006, os cartões no Brasil apresentavam uma ampla adoção por quase toda a população bancarizada, existindo 80 milhões de cartões de crédito e 190 milhões de cartões de débito. Em 2009, houve a quebra da exclusividade existente entre bandeiras e credenciadoras imposta pela Secretaria de Direito Econômico (SDE). Até então, cartões Visa eram aceitos apenas por estabelecimentos que tivessem maquininha da Visanet (atual Cielo), enquanto para aceitar a bandeira Mastercard, era necessário ter a maquininha da Redecard (atual Rede).
As fintechs
A partir de 2014, começaram a surgir no país vários bancos denominados "Bancos Digitais", atualmente conhecidos pelo anglicismo fintechs. O diferencial dessas instituições era o oferecimento de cartões de crédito sem anuidade e gerenciamento de dados das compras através de aplicativos, sendo as mais conhecidas a Nubank, Banco Inter e o C6 Bank.
Juros
O cartão de crédito é um meio de pagamento bastante útil para diversos cidadãos, porém, seu uso indiscriminado e sem critério pode acarretar um sério endividamento, nos casos em que as pessoas priorizam outros pagamentos mensais (alimentação, energia elétrica, aluguel ou prestação habitacional, educação dos filhos, plano de saúde, etc.) em detrimento da fatura do cartão de crédito, quando se atrasa o pagamento da mesma, ou paga-se valor menor que o da fatura (geralmente quando é pago o valor mínimo), ou simplesmente se deixa de pagar. Nesses casos, a dívida do cartão de crédito tende a aumentar, em função dos juros cobrados pelas administradoras dos cartões, que ultrapassam 400% ao ano, no Brasil. Juntamente com o cheque especial disponibilizado pelos bancos, o cartão de crédito é um dos produtos financeiros cujas taxas de juros são as mais elevadas.
Patamar
Em janeiro de 2017, a taxa de juros do rotativo do cartão de crédito bateu novo recorde, chegando à 486,8% ao ano.
Principais bandeiras aceitas no Brasil
Atualmente, as principais bandeiras de cartão de créditos disponíveis no Brasil são:
Cartões private label ou cartões de crédito de loja ou marca são cartões de crédito emitidos por um varejista e usualmente válidos apenas para a realização de compras com este varejista. São diferentes dos cartões de crédito de uso genérico, pois não têm uma bandeira de aceitação universal em todo o comércio, tais como as bandeiras Mastercard, Visa e American Express. Por terem uma aceitação limitada a uma única cadeia de varejistas, são cartões direcionados a um público alvo específico e que, na maioria das vezes, já é cliente deste varejista. Seu surgimento no Brasil remonta à década de 1970 com os extintos cartões Mappin e Mesbla, precursores do conceito no Brasil. De acordo com dados da ABECS (Associação Brasileira de Empresas de Cartão de Crédito), existiam em 2006, mais de 115 milhões de cartões de loja Private Label, no Brasil.
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O cartão de crédito oferece algumas vantagens, tais como:
As operações de cartões de crédito envolvem 5 participantes: Portador: Pessoa interessada em adquirir bens ou contratar serviços pagando através do cartão de crédito. Pode ser o titular da conta de cartão de crédito (responsável pelo pagamento das faturas) ou apenas portador do cartão adicional (atrelado a conta de algum titular). Estabelecimento: Empresa interessada em vender ou prestar serviço recebendo o pagamento feito pelos seus clientes através do cartão de crédito. Adquirente (ou "Credenciador"): Empresa responsável pela comunicação da transação entre o estabelecimento e a bandeira. Para isso, aluga e mantém os equipamentos usados pelos estabelecimentos como, por exemplo, o POS. As maiores adquirentes no Brasil são Rede (antiga Redecard), Cielo (antiga Visanet Brasil), Getnet (do Santander), Elavon/Stone (joint de subsidiárias do Citibank e do Citigroup), PagSeguro (da UOL), BIN (da First Data) e Vero (do Banrisul). A Hipercard não participa mais do mercado de adquirentes desde a fusão das operações com a Rede.


