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Carreira profissional

Carreira, no sentido metafórico, abrange o ato de viver e desenvolver-se em função de um sucesso individualista dos indivíduos no contexto envolve duas partes principais: a organização e o indivíduo. Diferentemente de décadas atrás, quando as organizações definiam as carreiras de seus empregados, hoje o papel do indivíduo na gestão da carreira se torna mais relevante e assume um papel progressivamente mais ativo.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 19/07/2026
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Carreira

Imagem: unifevvotu · BY-NC-ND · Openverse

Tradicionalmente, o termo carreira é entendido como um caminho a ser trilhado profissionalmente, associado ao significado de "ocupação" ou "profissão". Nessa perspectiva, costuma ter seu entendimento ligado a sucesso e ascensão social, como consequência de um contexto estável no qual as organizações, com vários níveis hierárquicos, traduziam o sucesso para seus empregados por meio de ascensão hierárquica, num viés capitalista. Tal perspectiva muda, no entanto, quando nos dias atuais, se começa a falar em carreira horizontalizada ou em forma de espiral, em decorrência da maior qualificação profissional e desenvolvimento de competências. A discussão sobre carreiras tanto pela perspectiva organizacional, quanto individual é crescente. Antes se acreditava que essa temática deveria ser uma preocupação dos gestores de empresas, os quais deveriam desenhar e promover a trajetória profissional de sua equipe. Porém, atualmente a tendência é de que a carreira seja uma responsabilidade dos próprios indivíduos, ou seja, cada um deve pensar sobre sua carreira e planejá-la de acordo com seus objetivos.

Tipos de carreira

Além do entendimento tradicionalista de carreira, duas outras vertentes surgiram. Há profissionais que, como o deus grego Proteu, adquirem a capacidade de se adaptar às mudanças constantes, e aqueles que olham para além das fronteiras da organização, seja na busca por aprendizado, ou formação de networking. Para esses movimentos deram-se os nomes de carreira proteana e carreira sem fronteira, ambos em oposição ao modelo tradicional. O modelo tradicional de carreira é baseado na noção de emprego herdada da sociedade industrial, na qual o empregado fazia um acordo tácito com a organização ao se dedicar e ser fiel à mesma, em troca de estabilidade e segurança. Sucesso é entendido como ascensão hierárquica.

Modelos de carreira

Ao se analisar as carreiras nas empresas, é possível verificar que estas são uma sucessão de acontecimentos imprevisíveis e que na verdade as pessoas veem à frente um caminho tortuoso, cheio de incertezas. A carreira, dessa forma deve ser pensada como uma estrada que está continuamente sendo construída pelas pessoas e pelas organizações. Atualmente, com a flexibilização e heterogeneização do mundo laboral e das organizações, a carreira sofreu mudanças em sua concepção, estrutura e desenvolvimento. Gerando fragmentação da carreira organizacional, na qual se amplia para além dos limites das empresas. A resiliência é um fator característico desse novo modelo de carreira, a maioria das pessoas buscam construir suas carreiras e não estabilidade, pois o mercado de trabalho está cada vez dinâmico. Neste contexto, as forças de mercado,culturais e políticas além de outros fatores estão sempre garantindo que as mudanças de carreiras podem ser incertas.

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Planejamento de carreira

Imagem: unifevvotu · BY-NC-ND · Openverse

O papel da pessoa na gestão de carreira é, basicamente, o processo de escolha de carreira que ocorre em três estágios da vida: 1. Fantasia: é a fase quando é criança, onde a imaginação e brincadeiras despertam o interesse das crianças; 2. Escolhas tentativas: é a fase da adolescência, que começam a buscar por áreas de interesses para atuarem, formando suas capacidades e valores; 3. Escolhas realistas: ocorre no início da fase adulta ocorrendo três períodos: As pessoas vislumbram a carreira profissional em busca de remuneração ou status que ela pode ofertar perante a sociedade. Na maioria das vezes, a escolha não está em sintonia com o que elas realmente sentiriam prazer em dedicar sua vida. Com essa visão, podem ocasionar situações como: 1. Desconforto profissional: nesse estágio a pessoa não possui motivação para executar as atividades a ela dirigida. A infelicidade profissional começa a afetar em sua vida, de tal forma, que não consegue crescer pessoalmente, ficando cada vez mais mal-humorada e, em alguns casos, pode entrar em depressão.

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O papel da empresa na gestão de carreira

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A empresa desempenha um papel no planejamento de carreira de seus empregados, de modo que, mantenha-os satisfeitos e úteis. Elas precisam desenvolver um sistema de gestão de carreira, que auxilia como suporte para as pessoas planejarem suas carreiras. Tal sistema pode dividir-se em: O papel da empresa pode ser dividido em três categorias: Por sua vez, as responsabilidades podem ser divididas em três níveis:

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Estrutura de carreira

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Os tipos básicos de estruturas de carreira são:

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Curiosidades: As pessoas na organização

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Nos anos 1980, foi marcado pela produção abundante tanto na qualidade das ideias como na diversidade dos conteúdos tratados. A produção que marcou mais essa época aconteceu nos Estados Unidos por conta dos seguintes aspectos:

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Encerramento de carreira e aposentadoria

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Pode-se defender que o encerramento de uma carreira acontece por quatro causas principais: idade, não seleção, ferimento ou dano, e livre escolha. Porém percebe-se que os três primeiros casos são fatores de força maior, e apenas o último é por motivação própria. O fim de uma carreira está relacionado a obsolescência, pois o profissional, por sua vida útil ou por perder empregabilidade, um dia deixa de fazer parte do mercado. Enquanto o envelhecimento psicológico resulta das mudanças ou deterioração da própria imagem, o envelhecimento social está relacionado com a interação do indivíduo e seu ambiente, pois o indivíduo se torna mais rígido nos seus papéis quando não é aceito pelos outros por discriminação. As rápidas mudanças no meio ambiente provocam crises, que muitas vezes se denominam crises de meia idade, mesmo que não se saiba qual a metade da vida, já que essa crise acontece em diversos momentos da fase adulta, mas pode-se afirmar que se dá entre os 35 e 55 anos de idade.

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