Pesquisa · Mapa mental

Classe social

Classe social é um agrupamento de pessoas em um conjunto de categorias sociais hierárquicas, sendo as mais comuns: a classe trabalhadora, a classe média e a classe alta. O conceito de classe social é um caso específico de estratificação social e se diferencia se do conceito casta social, na medida em que ao membro de uma dada casta normalmente é impossível mudar de status, ao passo que na estratificação por classes essa é um possibilidade do próprio sistema. A participação em uma classe social pode depender, por exemplo, da educação, da riqueza, da ocupação, da renda e da pertença a uma subcultura ou rede social específica.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 04/07/2026
01

Modelos Teóricos

Marxismo

Para Marx, a classe é uma combinação de fatores objetivos e subjetivos. Objetivamente, uma classe compartilha uma relação comum com os meios de produção . A própria sociedade de classes é entendida como o fenômeno agregado do "movimento interligado", que gera o conceito quase objetivo de capital. Subjetivamente, os membros terão necessariamente alguma percepção ("consciência de classe") de sua similaridade e interesse comum. A consciência de classe não é simplesmente uma percepção do próprio interesse de classe, mas também um conjunto de visões compartilhadas sobre como a sociedade deve ser organizada legal, cultural, social e politicamente. Essas relações de classe são reproduzidas ao longo do tempo.

Sorokin

Enquanto Karl Marx aponta a luta de classes como o fator determinante dos rumos da história, Pitirim Sorokin afirma que a história não é definida unicamente por um constante conflito social e, afirma que: "A cooperação entre as classes sociais é um fenômeno ainda mais universal do que o antagonismo entre elas." e "qualquer grupo social organizado é sempre um corpo social estratificado. Não existe qualquer grupo social permanente que seja 'plano' e no qual todos os membros são iguais." Para Sorokin, uma classe social é um grupo:

Max Weber

Weber desenvolveu muitos de seus conceitos-chave sobre estratificação social examinando as estruturas sociais de vários países. Ele observou que, ao contrário das teorias de Marx, a estratificação se baseava em mais do que apenas a posse de capital. Weber apontou que alguns membros da aristocracia não possuíam riqueza econômica, mas ainda assim detinham poder político. Da mesma forma, na Europa, muitas famílias judias ricas não tinham prestígio nem honra porque eram consideradas parte de um "grupo pária". Weber formulou uma teoria de estratificação de três componentes que via a classe social como emergente de uma interação entre "classe", "status" e "poder". Weber acreditava que a posição de classe era determinada pela relação de uma pessoa com os meios de produção, enquanto o status ou "posição" emergia de estimativas de honra ou prestígio. Weber vê a classe como um grupo de pessoas que têm objetivos e oportunidades comuns disponíveis para elas. Isso significa que o que separa cada classe uma da outra é o seu valor no mercado através de seus próprios bens e serviços. Isso cria uma divisão entre as classes através dos ativos que elas possuem, como propriedade e conhecimento especializado.

02

Capitalismo moderno

A partir do desenvolvimento do sistema capitalista industrial (e mesmo do pós-industrial), normalmente existe a noção de que as classes sociais, em diversos países, podem ser divididas em três níveis diferentes, dentro dos quais há subníveis. Atualmente, a estratificação social segue a convenção baixa, média e alta, sendo que as duas primeiras designam o estrato da população com pouca capacidade financeira, tipicamente com dificuldades econômicas, e a última possui grande margem financeira. A classe média é, portanto, o estrato considerado mais comum e mais numeroso, que, embora não sofra de dificuldades, não vive propriamente com grande margem financeira. Nota-se, porém, que, nos países de Terceiro Mundo, a classe média é uma minoria e a classe baixa é a maioria da população.

03

Classes sociais no Brasil

São frequentes as análises sobre a organização das classes socioeconômicas no Brasil. Atualmente, observa-se no país uma estrutura social típica de qualquer nação capitalista contemporânea, com três classes distintas. Justamente como qualquer nação em desenvolvimento, o maior contingente populacional se encontra classificado como parte das classes sociais mais baixas. As categorias ocupacionais são um dos principais critérios para definir a classe social, ao lado de fatores como renda, nível de escolaridade, prestígio e acesso a bens e serviços. A ocupação reflete a posição de um indivíduo na divisão social do trabalho, impactando diretamente seu poder econômico, status e estilo de vida. Desde 1977, existe a Classificação Brasileira de Ocupação (CBO), criada pelo Ministério do Trabalho e Emprego identificar todas as ocupações no país. No contexto brasileiro, a classificação de classe social envolve uma combinação de critérios, onde a ocupação é um elemento importante, mas não o único. A Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (ABEP) e o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) usam diferentes metodologias:

04

Classes sociais nos Estados Unidos

A estrutura social dos Estados Unidos é um conceito vagamente definido que faz uso de termos e percepções comumente usados no país. Entre eles estaria a renda anual do lar, o nível de educação e a ocupação daqueles que estão em idade economicamente ativa. Embora seja possível identificar dezenas de classes sociais nos Estados Unidos apenas fazendo o uso de tais critérios, a maior parte dos americanos utiliza um sistema de cinco ou seis classes para descrever sua sociedade. Tipicamente, são essas as classes que são comumente identificadas na atual sociedade americana :

Vídeos recomendados

Fontes consultadas

Continue pesquisando