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Rede social

Rede social é uma estrutura de relações sociais composta por pessoas, grupos ou organizações, conectadas por um ou vários tipos de relações que variam em intensidade, duração e função.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 05/07/2026
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Origens e desenvolvimento do conceito

Imagem: clasesdeperiodismo · BY-NC-SA · Openverse

A compreensão da sociedade como formada por padrões de relações tem raízes na obra do sociólogo alemão Georg Simmel. Em Sociologia: Investigações sobre as formas de socialização (1908), Simmel argumenta que o social não é uma substância ou entidade estável, mas sim um fluxo contínuo de interações entre indivíduos. Ele introduziu a noção de que as formas sociais — como as díades e tríades — possuem lógicas próprias que moldam a experiência social. Na relação entre duas pessoas (díade), a interação é direta e pessoal, enquanto a introdução de uma terceira pessoa (tríade) cria novas dinâmicas, como alianças ou exclusões. Esse pensamento antecipa uma visão relacional da sociedade, na qual as estruturas emergem das conexões e interações entre os indivíduos, e não apenas de características isoladas destes. Em 1930, o psicossociólogo Jacob Moreno formalizou o estudo das redes sociais com a criação da sociometria, método que utiliza representações gráficas e matrizes para mapear padrões de interação e sentimentos entre indivíduos.

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Estrutura e elementos das redes sociais

Uma rede social é composta por nós (ou vértices) e ligações (ou arestas). Os nós representam as entidades ou atores — que podem ser pessoas, grupos ou organizações — enquanto as ligações representam as conexões ou relações entre eles. Essas ligações podem ser de diferentes naturezas e classificadas conforme suas propriedades (ver Análise de redes sociais). Cada rede possui características específicas, observadas na direção de suas ligações, em sua densidade, centralidade, coesão e padrões de agrupamento. Essas propriedades ajudam a entender seu funcionamento e suas implicações sociais. Quando se fala em nós, por exemplo, o conjunto de métricas de centralidade é um dos mais relevantes. A centralidade se refere ao grau de importância ou influência de um ator (um nó) na rede. Segundo Mark Newman, em Networks: An Introduction (2010), essa importância pode ser mensurada de diferentes maneiras. Uma das métricas de centralidade é a de grau, que contabiliza as conexões diretas de um ator, sendo interpretada como um indicativo de visibilidade, popularidade ou influência local. Já a centralidade de intermediação (betweenness centrality) captura o grau em que um nó atua como intermediário nas interações entre outros pares. Isso confere ao ator capacidade de controlar o fluxo de informações e recursos. Além disso, A centralidade de proximidade mede o quão próximo um nó está de todos os outros, revelando sua eficiência no acesso a qualquer parte da rede.

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