Carlos Borromeu
São Carlos Borromeu foi um Cardeal italiano e Arcebispo de Milão, sendo o primeiro bispo a fundar seminários para a formação dos futuros padres; promoveu sínodos diocesanos; abundou os escritos catequéticos e conhecimento da doutrina católica.
Era filho do Conde Gilberto Borromeo e de Margherita de Medici, irmã do Papa Pio IV (1559–1565), do qual era, portanto, sobrinho. Primo dos Cardeais Gianantonio Serbelloni (1560); Mark Sittich von Hohenems (1561); Guido Luca Ferrero (1565); e Federico Borromeo (1587). Tio do Cardeal Giberto Borromeo (1652). Outros cardeais da família foram: Federico Borromeo (1670); Giberto Bartolomeo Borromeo (1717); Vitaliano Borromeo (1766); e Edoardo Borromeo (1868). Carlos recebeu ótima formação humana e cristã em Milão, com o padre Giacomo Merula. A partir de outubro de 1552, estudou na Universidade de Pavia, obtendo o doutorado in utroque iure, canônico e civil, em 6 de dezembro de 1559; estudou com Francesco Alciati, posteriormente cardeal. Recebeu o hábito clerical e a tonsura em Milão, do Bispo Giovanni Simonetta de Lodi, em 13 de outubro de 1547. Também foi Clérigo de Milão. Após a renúncia de seu tio Giulio Cesare Borromeo, tornou-se abade comendatário de São Felino e São Graziano em Arona, em 20 de novembro de 1547. Abade comendatário de São Silano di Romagnano, em 10 de maio de 1558. Prior comendatário de Santa Maria di Calvenzano, em 8 de dezembro de 1558.
Também em 1560, Borromeu foi criado cardeal-diácono no primeiro consistório de Pio IV, em 31 de janeiro; recebeu o barrete cardinalício e o diaconato de São Vito e São Modesto em 14 de fevereiro. Nomeado administrador da arquidiocese de Milão em 7 de fevereiro. Legado em Bolonha e Romandiola por dois anos, em 26 de abril. Optou pelo título de São Martinho dos Montes em 4 de setembro de 1560. Também foi nomeado supervisor dos Franciscanos, Carmelitas e Cavaleiros de Malta. Em 1561, Borromeu fundou e dotou um colégio em Pavia, hoje conhecido como Almo Collegio Borromeo, que dedicou a Santa Justina de Pádua. Recebeu o subdiaconato e o diaconato em 21 de dezembro de 1560. Nomeado secretário de Estado em 1560. Governador de Civita Castellana antes de 1º de junho de 1561. Governador de Ancona em 1º de junho de 1561. Proclamado cidadão honorário de Roma em 1º de julho de 1561. Governador de Spoleto em 1º de dezembro de 1562.
Recebeu a consagração episcopal em 7 de dezembro de 1563, na Capela Sistina, Vaticano, pelo Cardeal Gianantonio Serbelloni, assistido por Tolomeo Gallio, arcebispo de Manfredonia, e por Felice Tiranni. Presidente da comissão de teólogos encarregada pelo papa, no final de 1563, da elaboração do Catecismo Romano; ao mesmo tempo, também trabalhou na revisão do Missal e do Breviário e foi membro de uma comissão para a reforma da música sacra. Preconizado arcebispo de Milão em 12 de maio de 1564, depois que o antigo arcebispo Ippolito II d'Este renunciou às suas pretensões ao arcebispado, mas só foi autorizado pelo papa a deixar Roma um ano depois. Borromeu fez sua entrada formal em Milão como arcebispo em 23 de setembro de 1565. Governador de Terracina em 3 de junho de 1564. Arquipreste da basílica patriarcal da Libéria, em outubro de 1564. Optou pelo título de São Prassede em 17 de novembro de 1564. Conde Palatino em 1564. Prefeito da Sagrada Congregação do Concílio Tridentino de 1564 até setembro de 1565. Legado em Bolonha, Romandiola, em 17 de agosto de 1565. Legado a latere e vigário geral em assuntos espirituais para toda a Itália em 17 de agosto de 1565. Penitenciário-mor de 7 de novembro de 1565 até 12 de dezembro de 1572.
Após sua morte, a devoção popular a Borromeu surgiu rapidamente e continuou a crescer. Os milaneses celebravam seu aniversário como se ele já fosse um santo, e apoiadores de Milão, Pavia e Bolonha reuniram documentação para o processos para sua causa de beatificação. Sua causa foi enviada ao Conselho de Ritos em 1604; e ele foi canonizado pelo Papa Paulo V em 1º de novembro de 1610. Sua festa é celebrada em 4 de novembro. O emblema de Borromeu é a palavra latina humilitas (humildade), que é uma parte do seu escudo. Ele é geralmente representado na arte com suas vestes, descalço, carregando a cruz como arcebispo, uma corda em volta do pescoço, uma mão erguida em bênção, lembrando assim seu trabalho durante a peste. Carlos Borromeu é o santo protetor dos bispos, catequistas e seminaristas. No terceiro centenário de sua canonização (26 de maio de 1910), o Papa Pio X escreveu a encíclica Editae Saepe, na qual comemorou o santo e elogiou seu trabalho apostólico e doutrinal no contexto da Reforma Católica. Neste documento, o pontífice apresenta São Carlos como um modelo para a luta contra o modernismo.
Em razão de ser padroeiro dos bispos, catequistas e seminaristas, multiplicam-se, ao redor do mundo, igrejas, instituições e seminários dedicados a São Carlos Borromeu, entre os quais se destacam:


