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Basílica de Santa Maria Maior

Santa Maria Maggiore ou Basílica de Santa Maria Maior é uma das quatro basílicas maiores, uma das sete igrejas de peregrinação e a maior igreja mariana de Roma — motivo pelo qual ela recebeu o epíteto de "Maior". Foi a primeira igreja do Ocidente dedicada a Maria em honra a Jesus Cristo, e tem uma celebração específica na liturgia católica rememorando o fato: a Dedicação de Basílica de Santa Maria Maior.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 27/06/2026
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Outros nomes

Nossa Senhora das Neves

A basílica é por vezes chamada de "Nossa Senhora das Neves", seu nome no Missal Romano entre 1568 e 1969 e uma referência à festa litúrgica da dedicação do edifício a Nossa Senhora em 5 de agosto, que, na mesma época, era chamada de "Dedicatio Sanctae Mariae ad Nives" em latim. Este nome tornou-se popular no século XIV e é, por sua vez, uma referência a uma tradição lendária que a Enciclopédia Católica (1911) descreve assim: "Durante o pontificado de Libério, o patrício romano João e sua esposa, que não tinham filhos, fizeram um voto de que doariam todas as suas posses à Virgem Maria. Eles rezaram para que Ela lhes indicasse como eles deveriam se desfazer de suas posses para homenageá-La. Em 5 de agosto, numa noite no auge do verão em Roma, nevou no alto do monte Esquilino. Obedecendo a uma visão da Virgem que tiveram na mesma noite, o casal construiu a basílica em homenagem a ela no local exato que estava coberto de neve. Baseado no fato de que não menção alguma a este suposto milagre até séculos depois, nem mesmo por Sisto III em sua inscrição dedicatória de oito linhas… é bastante provável que esta lenda não tenha nenhuma base histórica".

Basílica Liberiana

A primeira igreja construída no local era conhecida como Basílica Liberiana ou Santa Maria Liberiana, uma homenagem ao papa Libério (r. 352–366). É provável que o nome tenha se originado na lenda do "Milagre da Neve", só que foi o papa e, não João e sua esposa, que teria sido avisado em sonho sobre uma vindoura queda de neve. Ele seguiu para o local em procissão e marcou o local onde a igreja seria construída. É possível inferir o nome implícito na descrição do "Liber Pontificalis" (século XIII) sobre o papa Libério: "Ele construiu a basílica que leva seu nome ["Basilica Liberiana"] perto do Macelo de Lívia. O título "Liberiana" ainda aparece em algumas versões do nome forma da basílica e "Basílica Liberiana" pode ser utilizado tanto como o nome atual quanto o histórico da basílica.[c]

Santa Maria do Presépio

Muito antes dos mais antigos vestígios da história do "Milagre da Neve", a basílica era conhecida como Santa Maria do Presépio (em latim: Sancta Maria ad Praesepe), uma referência às relíquias da "manjedoura de Jesus" abrigadas ali, quatro tábuas de sicômoro que, juntamente com uma quinta tábua, teriam sido levadas para lá na época do papa Teodoro I (r. 640–649). O nome aparece nas edições tridentinas do Missal Romano como o local ("estação") da missa do papa na noite do Natal enquanto que o nome "Maria Major" aparece como o nome da igreja onde está a estação da missa do Natal.

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Basílica maior e basílica papal

Nenhuma igreja católica pode ser chamada de "basílica" sem autorização apostólica, exceto por tradição e costume imemorial. Santa Maria é uma das quatro que podem utilizar o título de "basílica maior". As outras são São Pedro, São Paulo Extramuros e São João de Latrão (no passado, o título era utilizado de maneira mais livre e outras igrejas o ostentavam, como a Basílica de Santa Maria dos Anjos em Assis. Junto com elas, Santa Maria é também uma basílica papal, um título que passou a existir em 2006, quando o papa Bento XVI renunciou ao título de "patriarca do ocidente" e as basílicas patriarcais (as quatro maiores e São Lourenço fora da Muralha) passaram a ser chamadas de "papais"[d] para mitigar a relação que as cinco basílicas tinham com os antigos patriarcados latinos (veja Pentarquia). Santa Maria era até então a sede do Patriarcado Latino de Antioquia. As cinco basílicas papais mais a Basílica de Santa Cruz em Jerusalém (que é propriedade de Roma) e San Sebastiano fuori le mura são as tradicionais igrejas de peregrinação em Roma, que são visitadas por peregrinos durante uma peregrinação a Roma, um itinerário de mais de 20 quilômetros criado por São Filipe Néri em 25 de fevereiro de 1552, especialmente pelos que buscam uma indulgência plena durante um jubileu. Para o Grande Jubileu de 2000, o papa Paulo II substituiu San Sebastiano pelo Santuario della Madonna del Divino Amore.

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História

É consenso de que a igreja atual foi construída durante o pontificado de Sisto III (r. 432–440), como se atesta pela inscrição dedicatória no arco triunfal: "Sixtus Episcopus plebi Dei" ("Sisto bispo ao povo de Deus"). Além desta igreja, no topo do monte Esquilino, Sisto III realizou diversas obras por toda cidade e que foram continuadas por seu sucessor, Leão Magno. O edifício atual ainda preserva a parte central de sua estrutura original, mesmo depois de diversas reformas e reconstruções e dos danos sofridos no terremoto de 1348.[carece de fontes?] A construção de igrejas em Roma neste período era inspirada pela ideia de que Roma não era apenas o centro do mundo romano, como no passado, mas o centro do novo mundo cristão. Santa Maria Maggiore, uma das primeiras igrejas dedicadas à Virgem Maria, foi erigida logo depois do Primeiro Concílio de Éfeso (431), que proclamou Maria como "Mãe de Deus". É certo que a atmosfera gerada pelo concílio também inspirou os mosaicos que adornam o interior da inscrição dedicatória: "..seja qual for a conexão precisa entre o concílio e igreja, é claro que os que projetaram a decoração pertencem a um período de concentrados debates sobre a natureza e o status da Virgem frente ao Cristo encarnado". A magnificência dos mosaicos da nave e do arco triunfal, vistos como "pedras angulares na representação da Virgem", mostram cenas da "Vida de Maria" e da "Vida de Cristo", além de cenas do Antigo Testamento, como Moisés abrindo o mar Vermelho e os egípcios se afogando.

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Arquitetura

A arquitetura original de Santa Maria Maggiore era clássica de tradição romana, provavelmente para passar a ideia de que ela representava seu passado na antiga Roma imperial e também o seu futuro cristão. Nas palavras de um estudioso, "Santa Maria Maggiore lembra tanto uma basílica imperial do século II que já se acreditou que ela poderia ter sido adaptada de uma basílica civil para uso como igreja cristã. Sua planta foi baseada nos princípios helenísticos afirmados por Vitrúvio na época de Augusto". Apesar de enorme, Santa Maria é constituída de uma ampla e alta nave com uma abside semicircular no final ladeada por um corredor de cada lado. As colunas atenienses que separam a nave dos corredores são ainda mais antigas e são oriundas da primeira basílica ou foram reaproveitadas de antigos edifícios romanos. Trinta e seis são mármore e quatro, de granito, e foram afiladas e cortadas para que ficassem idênticas por Ferdinando Fuga, responsável também pelos capiteis folheados em bronze. Sobre o teto do século XVI, caixotões em talha dourada, obra de Giuliano da Sangallo, conta-se que o ouro utilizado foi trazido das Américas por Cristóvão Colombo e presenteada pelos Reis Católicos, Fernando II de Aragão e Isabel I de Castela, ao papa Alexandre VI, que era espanhol.

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Interior

Mosaicos do século V

Os mosaicos de Santa Maria Maggiore não são apenas belas obras de arte paleocristã, constituem também algumas das mais antigas representações da Virgem Maria na Antiguidade Tardia cristã. A representação iconográfica da Virgem foi escolhida, pelo menos em parte, para celebrar a afirmação de Maria como a Teótoco ("Mãe" ou "Portadora de Deus") no Primeiro Concílio de Éfeso (431). Tanto estes mosaicos como os que estão no arco triunfal foram a definição da arte impressionista no período e serviram de modelo para futuras representações da Virgem Maria, uma influência baseada no impressionismo antigo tardio que podia ser visto em afrescos e em muitos pisos em mosaico nas várias villas romanas ainda existentes na época no norte da África, na Síria e na Sicília durante o século V.

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Cripta da Natividade

Sob o altar-mor da basílica está a "Cripta da Natividade" ou "Cripta de Belém", que abriga um relicário de cristal projetado por Giuseppe Valadier construído para proteger a madeira da manjedoura onde nasceu Jesus. É ali também que está sepultado São Jerônimo, o Doutor da Igreja do século IV que traduziu a Bíblia Sagrada para o latim (a Vulgata) com o auxílio de Santa Paula de Roma. Fragmentos do presépio que acredita-se ter sido esculpido no século XIII por Arnolfo di Cambio e que ficavam ali, foram transferidos para o oratório abaixo do altar da grande "Capella Sistina", no braço direito do transepto.[carece de fontes?]

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Cripta da Natividade e a Capella Sistina

A Capella Sistina, que contém o sacrário para o Santíssimo Sacramento, foi batizada em homenagem ao papa Sisto V e não deve ser confundida com a muitíssimo mais famosa Capela Sistina do Palácio Apostólico do Vaticano, batizada em homenagem a outro papa, Sisto IV. O arquiteto, Domenico Fontana, projetou a capela, que hoje abriga não apenas o túmulo de Sisto V, como também o de seu antigo patrono, Pio V. O altar principal da capela está decorado por anjos de bronze dourado, de Sebastiano Torregiani, segurando um cibório, que é um modelo da capela em si. Abaixo deste altar está o "Oratório ou Capela do Presépio", em cujo altar, na época situado na Cripta da Natividade abaixo do altar-mor da igreja em si, Santo Inácio de Loyola celebrou sua primeira missa como padre em 25 de dezembro de 1538. Perto da entrada da Capela Sistina está o túmulo de Gianlorenzo Bernini e sua família. O interior maneirista da Capella Sistina foi commpletado entre 1587 e 1589 por um grande time de artistas sob a direção de Cesare Nebbia e Giovanni Guerra. Apesar de historiador da arte e biógrafo Giovanni Baglione alocar obras específicas a artistas específicos (abaixo), o consenso atual é que Nebbia desenhou rascunhos para muitos, se não todos, os afrescos. Baglione concorda parcialmente, concedendo que o papel de Nebbia e Guerra pode ser resumidos como "Nebbia desenhou e Guerra supervisionou os times".[carece de fontes?]

Capela Borguese e Salus Populi Romani

A Colonna della Pace na Piazza Santa Maria Maggiore celebra o famoso ícone da Virgem Maria que hoje está abrigado na "Capela Borguese" da basílica e conhecido como "Salus Populi Romani" ("Saúde do Povo Romano" ou "Salvação do Povo Romano") por ter evitado milagrosamente que uma epidemia de peste atingisse a cidade. O ícone tem pelo menos mil anos de idade e, de acordo com a tradição, teria sido pintado ainda em vida por São Lucas utilizando madeira da mesa da Sagrada Família em Nazaré.[carece de fontes?] A Salus Populi Romani era o ícone favorito de muitos papas e funcionou como um dos mais importantes símbolos mariológicos. O romano papa Pio XII celebrou sua primeira missa ali em 1 de abril de 1899. Em 1953, ele foi carregado em procissão através de Roma para festejar o primeiro ano mariano na história da Igreja Católica. No ano seguinte, o ícone foi coroado por Pio XII quando ele instituiu uma nova festa para a Virgem, a da Rainha dos Céus. Os papas São Paulo VI, São João Paulo II, Bento XVI, Francisco e Leão XIV visitaram o ícone ou celebraram serviços na capela.[carece de fontes?]

Outra obras de arte

Além das muitas obras já citadas, Santa Maria Maggiore abriga ainda muitas outras obras de arte dignas de nota:

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Basílica Papal

Como uma basílica papal, Santa Maria Maggiore é frequentemente utilizada pelo papa. A data mais importante é a Festa da Assunção de Maria, celebrada anualmente em 15 de agosto na basílica. O altar-mor, coberto por baldaquino, só pode ser utilizado pelo papa e por alguns poucos padres, incluindo o arcipreste da basílica. O papa Francisco começou seu primeiro dia como pontífice visitando a basílica, em 14 de março de 2013. Quando não está presente, o papa entrega a basílica aos cuidados de um arcipreste, geralmente um arcebispo já feito cardeal. Antigamente, o arcipreste era o patriarca latino de Antioquia, um título abolido em 1964. Desde 4 de julho de 2025, o arcipreste protetor da basílica é Rolandas Makrickas, que é também cardeal-diácono da diaconia de Santo Eustáquio.[carece de fontes?] Padres redentoristas e dominicanos servem a igreja, ouvindo confissões, celebrando a Eucaristia e outros sacramentos, como o batismo e o matrimônio.[carece de fontes?]

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Dedicação da Basílica de Santa Maria Maior

A Basílica de Santa Maria Maior é a mais antiga igreja do Ocidente consagrada à Virgem Maria. Sua edificação foi motivada pela declaração dogmática da "Divina Maternidade de Maria", ou "Maria, Mãe de Deus" (Teótoco), no Concílio de Éfeso, no ano 431[f]. Na Liturgia Católica é celebrada, então, esta Memória Facultativa[g], no dia 5 de Agosto. A data da fundação da igreja, contudo, retrocede ao pontificado do Papa Libério (352-366).[carece de fontes?]

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Fontes consultadas

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