Carcinoma de células pequenas
O carcinoma de pequenas células, carcinoma microcítico ou carcinoma de células tipo grão de aveia ) é um tipo de câncer muito agressivo que ocorre, com maior frequência, nos pulmões, embora, ocasionalmente, também possa surgir em outras partes do corpo, como no colo do útero, na próstata, e no trato gastrointestinal.
Os fatores que aumentam o risco de desenvolver o câncer de pulmão de pequenas células incluem:
O carcinoma de pequenas células é uma neoplasia indiferenciada composta de células aparentemente primitivas. Como o nome indica, o carcinoma de pequenas células é composto por células menores do que o normal, com pouco espaço para citoplasma. Alguns pesquisadores identificam isso como uma falha do mecanismo que controla o tamanho das células.
Em um número significante de casos, o carcinoma de pequenas células pode produzir hormônios ectópicos, incluindo o hormônio adrenocorticotrópico (ACTH) e o hormônio antidiurético (ADH). A produção ectópica de grandes quantidades de ADH leva à síndrome de secreção inapropriada de hormônio antidiurético (SIADH). A síndrome miastênica de Lambert-Eaton é uma condição paraneoplásica bem conhecida ligada ao carcinoma de pequenas células.
Dificilmente curável o tratamento tem como objetivo prolongar a sobrevida (em média 2 anos) e melhorar a qualidade de vida. A sobrevivência é de apenas 20% após 5 anos do diagnóstico. Em mais de 80% dos casos o mais eficiente é usar quimioterapia combinando cisplatina com dois outros quimioterápicos: etoposídeo, vincristina, doxorrubicina ou ciclofosfamida. Esses medicamentos são injetados a cada 3 semanas em 4 a 6 sessões, que pode ser associada com radioterapia a partir da 4ª sessão. Em menos de 5% dos casos a cirurgia é útil, pois quase sempre o câncer de células pequenas já se espalhou antes do diagnostico. Se o câncer não responder a quimioterapia ou reaparece em menos de 6 meses o prognóstico é extremamente ruim, e provavelmente não responderá a outros tratamentos.


