Carcinoma basocelular
Carcinoma basocelular ou carcinoma de células basais é o tipo mais comum de cancro da pele. Geralmente manifesta-se na forma de uma área de pele ligeiramente elevada e indolor, que se pode apresentar brilhante e com pequenos vasos capilares ou com ulceração. O carcinoma basocelular é de crescimento lento e pode lesionar os tecidos envolventes, mas é pouco provável que se alastre para áreas distantes ou que seja uma causa de morte.
Pode ser causada por mutação do gene embrionário do desenvolvimento folicular SHH (sonic hedgehog) em células germinativas foliculares (tricoblastos) por longos períodos de intensa exposição a radiação solar entre as 10h e 16h, principalmente durante infância e adolescência. Após o dano genético o câncer pode levar dez a cinquenta anos para se desenvolver. Os fatores que aumentam o risco de desenvolver basalioma incluem:
Carcinoma basocelular ocorre em diferentes locais do corpo, mas aproximadamente 80% ocorre na cabeça ou pescoço. É mais prevalente em adultos do sexo masculino. Geralmente têm o aspecto de pequenas feridas ou cicatrizes, onde podem eventualmente se formar vasos dilatados (telangiectasias). Uma forma comum é o aspecto de uma úlcera, com o centro mais definidamente ulcerado. A lesão é descrita normalmente como uma pequena ferida que cresce de maneira lenta. Costuma não cicatrizar ou cicatrizar e novamente formar uma ferida ao menor trauma. Quando traumatizada, a lesão costuma sangrar. Para a identificação da doença, devem ser levados em questão os seguintes pontos do histórico da pessoa: 1) exposição ao sol de maneira crônica, recreativa ou ocupacional; 2) exposição ocasional à radiação ionizante; 3) histórico de contato com arsênio. O crescimento do tumor é lento, mas se for negligenciado pode se espalhar de forma profunda e causar grande destruição, principalmente entre os olhos, nariz ou orelha. Pode se estender até mesmo aos ossos.
Tipos
Fisicamente, o carcinoma basocelular pode ser dividido em:
Diagnóstico
O diagnóstico é feito removendo uma amostra para analisar ao microscópio (biópsia). Histologicamente, o CB pode apresentar os seguintes padrões:
Imagem: jampa · BY-NC-ND · Openverse
No Brasil em 2010 houve 115 mil novos casos. Afeta 85 em cada 100 mil pessoas por ano na região Sul e 25 em cada 100 mil por ano na região Norte. Descendentes de alemães são mais vulneráveis com 95 em cada 100 mil e negros são menos vulneráveis. No mundo é 50% mais comum em homens, mas no Brasil o risco homem:mulher é quase o mesmo. O número de casos está aumentando em todo o mundo, especialmente EUA com quase um milhão de casos por ano e Austrália com 726 para cada 100 mil habitantes/ano (7 vezes mais risco que o Brasil).
A modalidade de tratamento deve levar em conta diversos aspectos. Uma avaliação do tamanho da lesão é importante, pois lesões grandes têm um alto índice de recorrência. É importante considerar se o câncer é primário (previamente não tratado) ou recorrente. O índice de cura diminui muito para lesões recorrentes. Em 5 anos o índice de cura para modalidades de tratamento não-Mohs (radioterapia, crioterapia, curetagem e excisão cirúrgica) decai de 91,3% para tumores primários, para 80,1% para tumores recorrentes. A histologia do tumor também deve ser considerada. Os padrões micronodular, infiltrativo e morféico são considerados agressivos e tem altas chances de recorrência; para tumores morféicos a extensão além da margem clínica (não aparente na lesão) é de 7,2mm ± 3,8mm. Assim, para prover uma margem livre em 98% dos tumores morféicos, é preciso uma margem de 2 cm, numa circunferência em torno da lesão aparente.


