Tempestade tropical Alberto (2006)
A tempestade tropical Alberto foi o primeiro ciclone tropical da temporada de furacões no Atlântico de 2006. Alberto formou-se em 10 de Junho na porção noroeste do Mar do Caribe e então se deslocou para norte e então para nordeste, alcançando o pico de intensidade de 110 km/h antes de se enfraquecer e atingir a Flórida em Big Bend, em 13 de Junho de 2006. Então, Alberto deslocou-se através do leste da Geórgia, da Carolina do Norte e da Virgínia como uma depressão tropical antes de se tornar um ciclone tropical em 14 de Junho.
No começo de junho, uma área de convergência persistiu sobre a América Central e na porção ocidental do Mar do Caribe em associação com uma grande cavado de baixa pressão quase estacionário. No final de 6 de Junho, a atividade de tempestades e trovoadas diminuiu assim que o cavado se enfraqueceu, embora o cavado tenha se fortalecido novamente em 8 de Junho depois que uma onda tropical encontrou o sistema. Uma área de convecção concentrada entre o oeste de Cuba e a Península de Iucatã, e uma área de baixa pressão de altos níveis a oeste do sistema contribuíram para o aumento do fluxo externo sobre o sistema. O sistema deslocou-se lentamente para norte-nordeste e o seu desenvolvimento foi inicialmente inibido por ventos pouco favoráveis de altos níveis e pela interação com terra. O sistema organizou-se gradualmente e em 10 de Junho, uma circulação ciclônica formou-se com organização suficiente para que o Centro Nacional de Furacões o declarasse como a depressão tropical Um. Neste momento, a depressão localizava-se a cerca de 225 km ao sul do extremo oeste de Cuba.
O governo de Cuba retirou mais de 27.000 pessoas na parte oeste do país devido à ameaça de enchentes. O Centro Nacional de Furacões recomendou avisos de tempestade tropical para a Isla de la Juventud e para a província de Pinar del Río no começo da madrugada de 10 de Junho, mas o governo cubano não emitiu qualquer aviso. No noroeste da Flórida, autoridades emitiram uma evacuação obrigatória para cerca de 21.000 cidadãos nos condados de Levy, Citrus e Taylor. escolas foram fechadas e convertidas em abrigos. Cerca de 350 residentes costeiros se refugiaram nestes abrigos de emergência. Antes da chegada da tempestade, o governador da Flórida, Jeb Bush declarou estado de emergência para o estado. Um alerta de tempestade tropical foi primeiramente emitido para porções do noroeste da Flórida, cerca de 43 horas antes da chegada da tempestade. Assim que foi previsto que Alberto continuaria a se intensificar, o Centro Nacional de Furacões emitiu um aviso de furacão entre Longboat Key e o Rio Ochlockonee cerca de 25 horas da chegada da tempestade; um aviso de tempestade tropical também foi estendido para o sul até Englewood e para oeste até Indian Pass. Um aviso de tempestade tropical também foi emitido para as áreas entre Flager Beach, Flórida até a foz do Rio Santee, na Carolina do Sul. Após Alberto ter atingido terra, o escritório local do Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos emitiu um alerta de enchente para porções da Carolina do Norte, da Virginia e da Península de Delmarva. Além do mais, avisos de enchentes e de enchentes de curta duração foram emitidos para porções da Carolina do Sul e Virginia.
Caribe (Caraíbas) e México
Assim que se formou, a depressão tropical que iria mais tarde dar origem à tempestade tropical Alberto produziu chuvas fortes sobre o oeste do Mar do Caribe. Uma estação meteorológica em Grande Caimã registrou 577 mm em 24 horas. Em Cuba, a precipitação acumulada chegou a 445 mm na província de Pinar del Río. Na Isla de la Juventud, a precipitação acumulada chegou a 398 mm em Sumidero e na província de Havana, a precipitação acumulada chegou a 215 mm em Playa Baracoa. Uma boa parte da precipitação caiu num período razoavelmente curto. A precipitação foi benéfica devido às condições de estiagem na região. Em Havana, a chuva danificou mais de 40 casas, três dos quais foram destruídas completamente. Isto causou a retirada de 284 pessoas.
Flórida
A grande área de convecção associada causou chuvas fortes dobre a Flórida. A precipitação máxima no estado foi de 180 mm numa estação a 8 km a leste de Tarpon Springs. Ventos constantes da tempestade chegaram oficialmente a 65 km/h em St. Petersburg, com rajadas de vento de 90 km/h. Depois de Alberto ter atingido o noroeste da Flórida, a tempestade produziu uma maré de tempestade moderada que alcançou, não oficialmente, o pico de 2,2 m na Central Nuclear de Crystal River. A combinação das fortes ondas e da maré ciclônica causaram algumas inundações costeiras ao longo da costa noroeste da Flórida. Seis tornados foram gerados no estado pelas bandas externas de tempestade de Alberto, nenhum dos quais causou danos sérios.
Sudeste dos Estados Unidos
Enquanto a tempestade movia-se sobre o estado de Geórgia, ventos moderada afetaram a costa do estado, com as rajadas de vento chegando oficialmente a 72 km/h. A precipitação acumulada variou entre 75 a 125 mm sobre a porção sudeste do estado, sendo que em alguns lugares isolados choveu 179 mm, como em Rincon. Alberto prodiziu uma maré de tempestade de 2,6 m em Fort Pulaski, sendo que lá a maré ciclônica causou alguns danos ao longo da costa. Alberto produziu ventos com intensidade equivalente a uma tempestade tropical ao longo da costa da Carolina do Sul; em Edisto Beach, os ventos alcançaram 82 km/h. A tempestade causou chuvas sobre boa parte do estado, sendo que em Pritchardville alcançou 112 mm. As marés ciclônicas alcançaram 2,4 m acima do nível normal na costa de Ilha Fripp, sendo que lá foi registrado algumas áreas afetadas por ressaca. Enquanto Alberto estava se tornando um ciclone extratropical, as bandas de tempestade de Alberto geraram sete tornados confirmados no estado, apesar de que todos não passaram de F0 na escala Fujita. O Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos disse que mais tornados poderiam ter ocorrido no estado. Os tornados causaram alguns danos pequenos, embora os danos gerais através do estado também fossem pequenos.
Canadá
Os remanescentes extratropicais de Alberto produziram ventos fortes sobre as Províncias do Atlântico do Canadá, sendo que foi registrados rajadas de vento de 119 km/h no distrito de Barrington, Nova Escócia. Os ventos constantes máximos chegaram a 83 km/h. As chuvas da tempestade foram moderadas, sendo que em algumas localizadas registraram 10 mm por hora. Em várias localidades, a chuva passou de 50 mm. Devido ao solo estar já encharcado, os ventos fortes derrubaram várias árvores e algumas postes de eletricidade, causando interrupções de fornecimento de energia localizados. Chuvas e ventos moderados afetaram Terra Nova. De acordo com a imprensa local, a passagem da tempestade deixou quatro marinheiros desaparecidos a cerca de 370 km ao sul de Nova Escócia.


