Associated Press
A Associated Press (AP) é uma agência de notícias estadunidense sem fins lucrativos, fundada em 1846 e sediada em Nova Iorque. Operando como uma cooperativa, ela produz e distribui reportagens para seus membros, jornais diários, e emissoras de rádio e televisão nos Estados Unidos. A AP é reconhecida por sua precisão em pesquisas eleitorais e esportivas, além de ser uma fonte de notícias amplamente utilizada. A organização já recebeu 60 prêmios Pulitzer, incluindo 36 de fotografia, e patrocina premiações anuais da National Football League. Ela também publica o AP Stylebook, um guia de estilo essencial para o jornalismo.
Pontos-chave
- Fundada em 1846, a AP é uma cooperativa de notícias sem fins lucrativos sediada em Nova Iorque.
- Distribui reportagens para jornais, rádio e televisão, sendo uma fonte primária de notícias.
- É conhecida por suas pesquisas eleitorais e esportivas precisas, publicadas desde 1848 e 1936, respectivamente.
- Recebeu 60 prêmios Pulitzer, incluindo 36 de fotografia, e um Oscar em 2024.
- Publica anualmente o AP Stylebook, um guia de estilo fundamental para o jornalismo nos EUA.
Imagem: wallyg · BY-NC-ND · Openverse
A Associated Press foi estabelecida em maio de 1846 por cinco jornais de Nova Iorque para compartilhar os custos de transmissão de notícias sobre a Guerra Mexicano-Americana. Inicialmente chamada New York Associated Press (NYAP), enfrentou concorrência e escândalos, como um acordo secreto com uma rival. Uma investigação em 1892 levou à dissolução da NYAP e, em dezembro do mesmo ano, a Western Associated Press foi constituída como Associated Press. Uma decisão judicial em 1900 forçou a AP a mudar sua sede de Chicago para Nova Iorque, buscando leis societárias mais favoráveis a cooperativas.
Recursos na Web e Parcerias
A AP expandiu sua atuação para plataformas digitais como Yahoo! e MSN, que publicam suas matérias, especialmente para cobertura de notícias de última hora. Essa presença online reforçou a missão da AP de cobrir todas as áreas do noticiário de forma rápida e completa. Em 2007, o Google anunciou um acordo para exibir conteúdo da AP em seu serviço de notícias, apesar de uma interrupção temporária devido a disputas de licenciamento.
Organização sem Fins Lucrativos
Em junho de 2024, a AP anunciou o lançamento de uma organização sem fins lucrativos (501(c)(3)) com o objetivo de fortalecer a cobertura de notícias estaduais e locais. A iniciativa visa arrecadar pelo menos US$ 100 milhões em fundos filantrópicos para combater a crise de notícias locais.
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A Associated Press é administrada por um conselho de administração eleito. Desde 2022, Gracia C. Martore, ex-presidente e diretora executiva da Tegna, Inc., ocupa o cargo de presidente do conselho.
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A AP mantém escritórios em mais de cem regiões e produz reportagens em países com liberdade de imprensa restrita, muitas vezes em circunstâncias desafiadoras.
Ação Judicial nos EUA (Primeira Emenda)
Em fevereiro de 2025, a segunda administração Trump impôs restrições à cobertura da AP nos EUA, impedindo repórteres de cobrir eventos na Casa Branca por recusar-se a chamar o Golfo do México de "Golfo da América". A AP processou a administração em março de 2025, mas um juiz federal recusou uma ordem imediata para restabelecer o acesso, embora tenha encorajado a Casa Branca a fazê-lo. A Casa Branca argumentou que o acesso a eventos presidenciais é um privilégio, não um direito legal.
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A AP é uma das duas principais organizações que coletam e verificam resultados eleitorais em todos os EUA, cobrindo eleições presidenciais, para o Senado, Câmara dos Representantes e cargos estaduais. Desde 1848, a AP é conhecida por sua precisão, utilizando uma rede de repórteres locais e dados de fontes estaduais e municipais. Em 2018, introduziu o AP VoteCast para aumentar a confiabilidade dos dados, superando vieses de pesquisas de boca de urna.
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A AP realiza pesquisas para diversos esportes universitários nos EUA. O ranking de futebol americano universitário, criado em 1936, passou a incluir 25 equipes em 1989 e a pesquisa final é divulgada após os jogos de bowl. A pesquisa de basquetebol universitário, iniciada em 1949, também é uma referência nacional, com rankings que variaram em número de equipes ao longo dos anos.
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A AP concede prêmios anuais no esporte, como o de Técnico do Ano da Major League Baseball (de 1959 a 2001) e os de Jogador e Técnico do Ano do Basquetebol Universitário. Também homenageia jogadores All-American da NCAA.
Beisebol
A AP concedeu o prêmio de Técnico do Ano da Major League Baseball anualmente a partir de 1959. Inicialmente, um prêmio por liga, tornou-se um único prêmio para toda a MLB entre 1984 e 2000. Os vencedores eram escolhidos por um painel de jornalistas e radialistas da AP. O prêmio foi descontinuado em 2001.
Basquetebol
Anualmente, a AP anuncia os vencedores dos prêmios de Jogador do Ano e Técnico do Ano do Basquetebol Universitário. A organização também reconhece um grupo de jogadores All-American da NCAA.
Imagem: Kookaburra2011 · BY-NC-SA · Openverse
Fundada em Londres em 1994, a Associated Press Television (APTV) fornece material jornalístico para emissoras de televisão. Em 1998, a AP adquiriu a Worldwide Television News (WTN). Atualmente, a AP produz cerca de 70.000 vídeos e 6.000 horas de vídeo ao vivo por ano, oferecendo múltiplos canais de vídeo ao vivo e serviços para emissoras e editoras digitais. Foi pioneira em serviços de notícias em vídeo ao vivo em 2003.
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O AP Stylebook é um guia de estilo e uso amplamente adotado por jornais e profissionais de jornalismo nos Estados Unidos. Atualizado anualmente, ele oferece orientações sobre gramática, pontuação, princípios jornalísticos, uso de maiúsculas, abreviações, ortografia e numerais. É considerado um padrão da indústria e utilizado também por revistas, emissoras e empresas de relações públicas.
Imagem: Kookaburra2011 · BY-NC-SA · Openverse
A AP esteve envolvida em diversos litígios e controvérsias, incluindo disputas de direitos autorais, colaboração com a Alemanha Nazista, alegações de parcialidade em conflitos internacionais, sequestro de repórteres, casos de invenção de fontes e personificação por agências governamentais.
Colaboração com a Alemanha Nazista
A AP colaborou com a Alemanha Nazista, permitindo o uso de seus arquivos fotográficos para propaganda e cooperando por meio de censura. Essa relação, que envolvia a troca de fotografias de imprensa com o regime nazista durante a Segunda Guerra Mundial, foi facilitada por escritórios da AP em Lisboa e Estocolmo. A AP foi expulsa da Alemanha Nazista em dezembro de 1941, com a entrada dos EUA na guerra.
Conflito Israelo-Palestino
A AP enfrentou acusações de parcialidade em sua cobertura do conflito israelo-palestino. Um ex-correspondente afirmou que a linha editorial do escritório do Cairo era culpar Israel pelo conflito. Outro jornalista acusou a AP de engavetar uma reportagem sobre críticas a Israel. Um incidente notório envolveu a publicação de uma foto legendada como "policial israelense e um palestino no Monte do Templo", quando na verdade o ferido era um estudante judeu sendo protegido de uma multidão palestina por um policial druso, e o local não era o Monte do Templo.
Sequestro de Tina Susman
Em 1994, a repórter da AP Tina Susman foi sequestrada por rebeldes somalis em Mogadíscio enquanto cobria a retirada das tropas americanas. Ela permaneceu em cativeiro por vinte dias. A AP solicitou a outras organizações de notícias que não divulgassem o caso para não encorajar os sequestradores.
Christopher Newton
Em setembro de 2002, o repórter Christopher Newton foi demitido da AP após ser acusado de inventar fontes desde 2000, incluindo mais de quarenta pessoas e organizações. Newton cobria a aplicação da lei federal e citou entidades inexistentes como "Education Alliance" e "Institute for Crime and Punishment in Chicago".
Personificação pelo FBI
Em 2007, um agente do FBI se passou por jornalista da AP para infectar o computador de um suspeito com software de vigilância. A AP exigiu que o FBI nunca mais se passasse por um membro da imprensa. Em 2017, um juiz deu ganho de causa à AP em uma ação contra o FBI por personificação fraudulenta.
Controvérsia sobre Fair Use
Em junho de 2008, a AP enviou notificações de remoção e ameaçou processar blogs por violar direitos autorais ao usar manchetes e pequenos resumos de suas notícias. A AP argumentou que estava definindo padrões para a citação de notícias, enquanto críticos apontavam que o uso se enquadrava em práticas comuns de internet e fair use, e que a própria AP usava trechos de outras fontes sem atribuição.
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Desde a criação do Prêmio Pulitzer em 1917, a AP acumulou 60 prêmios, incluindo 36 de fotografia. Em 2020, três fotógrafos da AP receberam o Pulitzer de Fotografia Especial. Em 2024, a AP ganhou um Oscar pelo documentário "20 Days in Mariupol".


