Carbona
Carbona é uma banda de pop punk/bubblegum pop formada por Henrique Badke, Melvin (Baixo) e Pedro Roberto (Bateria), mais tarde em 2008 integrando Bjorn Hovland como guitarrista.
Imagem: Frto · BY-SA · Openverse
No dia 7 de setembro de 2010. foi lançado o álbum "Dr Fujita Contra a Abominável Mulher Tornado". A ideia do álbum foi a de fazer uma história, com cada faixa sendo um capítulo desta história. Segundo informações do site oficial do grupo, "São 11 faixas inéditas totalizando menos de 25 minutos de melodias em 3 acordes!". Léo Werneck, do blog Rock and Roll Machine fez uma crítica positiva sobre o disco, dizendo que "Como a divertida ideia do título deixa claro, quem também está de volta é o velho e divertido bubblegum punk que tornou o Carbona famoso no meio independente brasileiro. Longe das baladas chapadas de luau e a produção excessiva do último lançamento, o minimalismo é a marca maior desse novo álbum." ressalta Léo. A banda embarcou na Fujitour para promover o álbum, com o primeiro show da turnê ocorrendo no dia 20 de setembro, no Rock 'n' Drinks, na cidade de Copacabana, Rio de Janeiro. No dia 2 de Outubro, eles se apresentaram no Hangar 110 em São Paulo, tocando ao lado das bandas Gramofocas e Lomba Raivosa.
Formação, Go Carbona Go!!! e turnê na América do Norte (1997-1999)
A banda foi formada em 1997 por Henrique Badke, Melvin Ribeiro e Pedro Roberto, tendo como inspirações as bandas de punk rock Ramones, Screeching Weasel e The Queers. Henrique relatou que o nome da banda se originou da música “Carbona Not Glue” dos Ramones. No mesmo ano, eles gravaram uma fita demo chamada Norma Jean e após enviarem essa demo para várias gravadoras do mundo inteiro, eles conseguiram um contrato com um selo independente canadense chamado AMP Records. Inicialmente compondo e gravando em inglês, ainda naquele ano eles lançaram seu álbum de estreia chamado "Go Carbona Go!!!" e logo em seguida partiram para uma turnê de 15 shows nos Estados Unidos e Canadá para promover o álbum, se apresentando ao lado de bandas como Marky Ramone & Intruders, Chixdiggit e Groovie Ghoulies.
Construindo uma base de fãs, Back to Basics (1999-2002)
Após terminarem a turnê, eles retornaram ao Brasil em 1999. A banda já havia tocado em algumas cidades como Curitiba e em uma viagem para assistir o show de Marky Ramone na Broadway, eles encontraram o vocalista da banda Zumbis do Espaço, André Tauil. O baterista Pedro tinha comprado um CD do Zumbis do Espaço num show em Belo Horizonte e os Zumbis já tinha se apresentaram com o Carbona. Eles deram uma cópia de "Go Carbona Go!!!" para André, que após ouvir acabou se interessando e estava querendo lançar o álbum no Brasil, embora ele já estivesse pronto para ser lançado pela Traidores Records. André Tauil achou que já estivesse na hora do grupo lançar seu segundo disco e eles assinaram com a sua gravadora, Thirteen Records. Eles então começaram a compor e gravar o álbum, que foi produzido pelo produtor americano Stanley Zvaig, que havia trabalhado no álbum de estreia do grupo e acabaram lançando mais tarde naquele ano "Back to Basics". André conseguiu convencer a banda que a capa do disco deveria ser retirada de uma estampa de camiseta que os membros do Carbona usava, que homenageava o logotipo dos Ramones. “Back to Basics” acabou sendo o disco mais vendido da banda e da gravadora naquela época, disputando com outros lançamentos da Thirteen. As músicas do álbum rapidamente fizeram um sucesso na cena underground, com algumas músicas acabando virando favoritas do público da banda como “Macarroni Girl”, “Lolly Pop e "Lemon Drops”. O lançamento do disco ocorreu em um show na famosa casa noturna Hangar 110, em São Paulo, onde eles se apresentaram com as maiores bandas do cenário independente da época (Zumbis do Espaço, Blind Pigs e Holly Tree) e acabou atingindo lotação máxima no local. Eles também participaram da terceira edição do Festival Bananada, que ocorreu na cidade de Goiânia no dia 25 de Maio de 2001.. Após o sucesso do álbum, tendo conquistado uma base de fãs, eles lançaram outros cinco álbuns até 2002, sendo eles “Sraight Out of The Bailey Show", “Three Years Fuckin Up Live" e "A Mighty Panorama of Earth Shaking Rock And Roll".
Taito Não Engole Fichas, sucesso independente e auge (2003-2004)
Depois de cinco álbuns em inglês, a banda decidiu lançar o seu primeiro em português, abrangendo músicas compostas até mesmo antes do início do Carbona. A banda então começou a produzir o próximo álbum e eles acabaram redescobrindo um prazer em tocar com uma força muito parecida com a que eles tinham no começo da banda. O local de gravação escolhido foi o Estúdio Casa Três e eles acabaram gravando o disco duas vezes, pois a banda estava com medo do material novo não ser bem aceito pelo público. Eles disponibilizaram arquivos de ensaio e gravações ao vivo do álbum na internet. Taito Não Engole Fichas foi lançado em 2003 juntamente com dois singles virtuais, que acabaram sendo apoiados pelo público. Foi feito um videoclipe da faixa "Fliperama”, que ficou 13 semanas em rotação na MTV Brasil, além do grupo divulgar o álbum através do programa de televisão Gordo a Go-Go e na Rádio Brasil 2000.
Cosmicômica (2005)
A boa receptividade de Taito Não Engole Fichas estimulou a banda a fazer mais projetos em português e após um intervalo de dois anos, eles começaram a trabalhar no seu próximo álbum em 2005. Era uma tarefa árdua suceder o premiado álbum anterior. A banda acabou escrevendo 19 músicas e escolheram novamente o Estúdio Casa Três para gravar. Na demo de Cosmicômica, Henrique começou a sentir a necessidade de buscar um vocal que tivesse seu próprio estilo. Neste álbum, o seu vocal já apresenta uma voz menos rasgada, menos anasalada e eles largaram a sonoridade "colegial" do álbum anterior, adotando um estilo mais "adulto". Eles lançaram Cosmicômica em 26 de fevereiro de 2005 e para promover o álbum, eles fizeram um videoclipe da música "Eu, você e seu Husky Siberiano", além de embarcarem na turnê Chicletour II. A turnê teve 25 shows, passando pelos estados de Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul, com apresentações no Festival Coca-Cola Vibezone do Rio de Janeiro e de São Paulo, o que acabou resultando na venda de 400 cópias do álbum.
Apuros em Cingapura e parceria com a revista OutraCoisa (2006-2007)
Após o fim da Chicletour II e a banda dar um tempo de descanso depois do lançamento de Cosmicômica, eles começaram a trabalhar no seu próximo álbum em 2006. Para produzir o álbum, eles escolheram o produtor musical Tomas Magno, que já trabalhou com as bandas O Rappa, Detonautas e Skank. O produtor deu uma polida no som básico punk do grupo, que continua com boas melodias e refrões, em músicas chicletes como "Vertiplano" e "Amor de Supermercado”. O entrosamento com o produtor acabou sendo perfeito, mas o começo foi difícil. Afinal, os rapazes estavam acostumados a fazer tudo por conta própria, e de repente viram-se diante de alguém que estava ali para contribuir apontando novos caminhos. Antes mesmo de Tomas iniciar as gravações, acompanhou a banda em vários estúdios pela cidade e ouviu toda a discografia. “Ele perguntou se a gente queria um disco bem gravado ou se queríamos que ele entrasse como produtor”, conta Melvin. “Ele identificou que um disco do Carbona é um timbre de guitarra que atravessa o disco, chegamos ao cúmulo de gravar três músicas como se fosse uma só”, reconhece o baixista.
Entrada de Bjorn Hovland e Quasplit (2008-2009)
No inicio de 2008, eles contrataram o guitarrista Bjorn Hovland para integrar a banda. A primeira apresentação do Carbona em 2008 aconteceu no dia 12 de Abril, na casa noturna Café Muzik ao lado da banda Hibrida, na cidade de Juiz de Fora. Em 17 de Maio. eles se apresentaram no centro cutural Lona Cultural Gilberto Gil, tocando ao lado das bandas de rock Let's Go e Cueio Limão, na cidade de Realengo. Eles participaram da festa de 8 anos da banda La Bamba no dia 15 de Junho, no bar R9 em Jacarepaguá, tocando juntamente com Deluxe Trio, CInedisco, Vaca Preta, entre outros. No dia 22 de Junho, eles se apresentaram no Cobal do Humaitá juntamente com Phone Trio e Madame Machado. Juntamente com Pedreros, Magaivers, Let's Go e Razorblades, eles se apresentaram no Hangar 110 no dia 20 de Setembro. No dia 24 de Agosto, eles se apresentaram no Festival Mazzarock. O clipe da música Lunático, que havia sido veiculado pela MTV em 2006, acabou sendo transmitida em 27 de agosto na Multishow. No dia 6 de novembro, eles fizeram o show de abertura do The Offspring no HSBC Arena.
Imagem: PUNKassPHOTOS.com · BY-NC-ND · Openverse
Sendo considerada uma das bandas mais importantes da cena bubblegum rock e underground brasileira, ela influenciou muitas outras bandas independentes que surgiram quando a banda já havia lançado muitos trabalhos. Um projeto para fazer uma homenagem para o Carbona chamado "No Ritmo do Bubblegum – Um tributo ao Carbona" foi lançado no dia 16 de Agosto de 2018 pelo selo independente Shitface Records com o apoio da página do Facebook Brazilian Bubblegum. O álbum contou com covers de 20 bandas e artistas de 11 estados brasileiros com a permissão da banda, o que só reforçou a relevância e comprometimento do Carbona com o cenário independente.
Imagem: Enfo · BY-SA · Openverse
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