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Abril Pro Rock

Abril Pro Rock é um festival de música independente que acontece anualmente em Recife, Pernambuco, geralmente no mês de abril. Criado no início da década de 1990, o evento se tornou uma referência nacional por destacar bandas e artistas com renome na cena cultural independente do país e no exterior, além de revelar novos nomes e apoiar as bandas locais. O festival foi fundado pelo produtor-executivo e curador Paulo André de Moraes Pires.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 18/07/2026
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História

Imagem: RafaelPassos · BY-NC-SA · Openverse

O Abril Pro Rock (APR) é o festival de música independente que está há mais tempo em atividade no país, surgiu em 1993 na cidade de Recife em meio a uma das mais importantes cenas da música brasileira: o Movimento Manguebeat. Desde o início, o APR agregou e promoveu o design e as artes visuais. Em 2017, chegou à sua vigésima quinta edição, onde, para cada uma dessas edições, foi produzido um cartaz por um designer ou uma agência de publicidade com a finalidade de se divulgar o evento. Com um corpus analítico formado por vinte e cinco cartazes criados em Pernambuco, do final do século XX (anos 90) ao início do século XXI (anos 2000 e 2010), essa seleção de material apresenta indícios pertinentes da sua importância na composição da memória gráfica pernambucana. A maior parte desses cartazes foram desenvolvidos por designers da equipe de produção do festival, e nesses casos, foi possível perceber uma maior representação da essência do Abril Pro Rock e, também, de uma geração de designers contemporâneos.

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Edições

Imagem: RafaelPassos · BY-NC-SA · Openverse

A 14ª Edição (2006) manteve o foco na diversidade, mas com um notável destaque para o rock nacional. As apresentações ocorreram em dois locais, incluindo o tradicional Centro de Convenções. O festival trouxe a banda francesa de indie rock Camille e o DJ e Produtor João Gordo (da banda Ratos de Porão) e Igor Cavalera (ex-Sepultura) em um projeto especial de DJ set. O line-up nacional foi robusto, com Pato Fu, Mundo Livre S/A e Nação Zumbi, além da participação de bandas gaúchas como Cachorro Grande e Frank Jorge, firmando o APR como um ponto de convergência do rock independente do sul e nordeste do país. A 15ª Edição, realizada em 2007, celebrou os 15 anos do festival com um dos line-ups mais ecléticos e notáveis até então. Foi nesta edição que o APR trouxe o produtor musical jamaicano Lee "Scratch" Perry, ícone do reggae e dub, e Marky Ramone, lendário baterista dos Ramones, que se apresentou ao lado da banda gaúcha Tequila Baby, foram as principais atrações internacionais. Na cena nacional, o festival promoveu o encontro de ícones como Os Mutantes, Sepultura, Nação Zumbi e o punk visceral do Ratos de Porão e Korzus, demonstrando a amplitude de estilos que o festival era capaz de abrigar.

1ª Edição (1993)

A primeira edição do festival ocorreu em um único dia no extinto Circo Maluco Beleza, em Recife. A proposta inicial do produtor Paulo André Pires era reunir e projetar a efervescência do underground local, que até então tinha pouca visibilidade. O evento reuniu cerca de 1,5 mil pessoas e contou com 12 bandas locais e o grupo de cultura popular maracatu nação Pernambuco. A edição inaugural serviu de palco para a força do novo som pernambucano, apresentando bandas que haviam lançado o Manifesto Mangue no ano anterior, como Chico Science & Nação Zumbi e Mundo Livre S/A. O line-up incluiu ainda nomes como Lula Côrtes & Má Companhia e Lailson (ambos egressos da cena udigrudi dos anos 70) e a banda Weapon.

2ª Edição (1994)

Devido ao sucesso da estreia, o festival expandiu-se e passou a ser realizado em dois dias. Foi nesta edição que o Abril Pro Rock ganhou visibilidade nacional ao ser exibido para todo o Brasil pela MTV, tornando-se uma porta de entrada para o cenário mainstream. Essa edição marcou a consagração e a inclusão de nomes de outras regiões, mantendo a força local. Chico Science & Nação Zumbi e Mundo Livre S/A retornaram, e o festival destacou a estreia da banda punk Devotos do Ódio. Outras atrações importantes incluíram o carioca Gabriel O Pensador e Jorge Cabeleira.

3ª Edição (1995)

O festival continuou sua expansão em 1995, sendo realizado ao longo de quatro dias e atraindo um público de mais de dez mil pessoas. A edição consolidou a capacidade do evento de misturar diferentes estilos do rock nacional. O line-up contou com grupos de grande apelo popular que estavam em ascensão nacional, como o Raimundos e Skank, além de nomes alternativos como Pato Fu e D.F.C. (hardcore de Brasília). As bandas pernambucanas Mestre Ambrósio e Jorge Cabeleira e o Dia em Que Seremos Todos Inúteis também foram atrações importantes.

4ª Edição (1996)

O ano de 1996 marcou um ponto alto em termos de relevância cultural e visibilidade para o festival. A edição é lembrada por shows históricos e de grande público. O Chico Science & Nação Zumbi realizou uma performance de destaque, que contou com a participação especial do icônico cantor Gilberto Gil e do Maestro Spok. O evento consolidou-se definitivamente como o principal festival de música independente do país.

5ª Edição (1997) à 8ª Edição (2000)

A quinta edição do festival, realizada em abril, foi profundamente marcada pela trágica morte de Chico Science em fevereiro do mesmo ano. A edição se tornou, inevitavelmente, um grande ato de homenagem ao artista e ao movimento Manguebeat que ele liderava. O festival mudou de local, sendo realizado pela primeira vez no Centro de Convenções de Pernambuco (Cecon), um espaço maior que se tornaria a casa do APR por muitos anos. O encerramento da edição contou com um momento emblemático em que os remanescentes da Nação Zumbi subiram ao palco e, em uma apresentação emocionante, contaram com a participação especial de Max Cavalera, recém-saído da banda Sepultura. A performance foi um dos ápices do festival e simbolizou a força e a continuidade da banda e da cena recifense. O line-up de 31 bandas em três dias incluiu nomes de peso como Os Paralamas do Sucesso, Planet Hemp, Arnaldo Antunes, O Rappa e Pato Fu, mantendo o equilíbrio entre bandas consagradas e a nova geração.

9ª Edição (2001) à 13ª Edição (2005)

A 9ª edição, realizada em 2001, destacou-se pela aposta em nomes internacionais do underground. As principais atrações estrangeiras foram a banda de punk rock norte-americana Jon Spencer Blues Explosion,o grupo de trip hop e rapcore britânico Asian Dub Foundation e a banda norte-americana de heavy metal Testament, em sua primeira apresentação no nordeste do Brasil. O line-up nacional foi igualmente forte, reunindo expoentes do rock pesado e alternativo, como o Ratos de Porão, o Inocentes, o Devotos e um encontro especial no palco com Lobão e Arnaldo Baptista. A 10ª edição, em 2002, foi a celebração dos dez anos do festival. Essa edição contou com a banda britânica de indie rock The Charlatans, o indie americano Stephen Malkmus (ex-Pavement) e o grupo argentino Attaque 77. Contudo, essa edição enfrentou problemas de público, com uma queda no número de participantes, cerca de 15 mil pessoas, atribuída pelo produtor Paulo André Pires ao aumento no preço dos ingressos. Apesar disso, o festival deu espaço para revelações como a banda pernambucana Mombojó, que fazia sua estreia no evento, além de contar com nomes consagrados como Sepultura, Pato Fu e Tom Zé.

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