Cancro do útero
Cancro do útero (português europeu) ou câncer uterino (português brasileiro) são dois tipos de cancro que se desenvolvem nos tecidos do útero. O cancro do endométrio forma-se no revestimento do útero, enquanto o sarcoma uterino se forma nos músculos ou tecidos que suportam o útero. Os sintomas mais comuns de cancro do endométrio são hemorragias vaginais fora do comum ou dor pélvica. Os sintomas mais comuns de sarcoma uterino são hemorragias vaginais fora do comum ou a presença de um nódulo na vagina.
Geralmente ocorrem em mulheres que tiveram excesso de estrogênio no seu sistema reprodutor, especialmente se o nível de progesterona for mais baixo que o normal. Esse desequilíbrio hormonal favorece o endurecimento do útero e crescimento dos tumores.
Fatores de risco
Os factores que podem elevar o nível de estrogênio incluemː Diferentemente do cancro cervical, que é raro em mulheres que não tenham tido relações sexuais, o cancro do endométrio pode afectar mulheres virgens e é mais comum nas que tenham tido poucos ou nenhum filho. A utilização de contraceptivos orais diminui para metade o risco de cancro do endométrio.
No entanto, várias outras situações podem também ser a causa deste tipo de hemorragias e dores, como endometriose.
O diagnóstico tem de ser feito a partir de uma amostra do revestimento uterino obtida por biópsia ou por dilatação e curetagem. O esfregaço cervical (Teste de Papanicolaou) é uma forma de rastreio eficaz do cancro do útero. Também pode ser identificado por ultrassom.
O cancro do endométrio em fase muito precoce é geralmente tratado através de histerectomia simples com ou sem remoção das trompas de Falópio e dos ovários. Alguns cirurgiões aconselham também a dissecação e biópsia dos gânglios linfáticos da pelve e do abdômen. Dependendo do estágio também pode ser recomendada a radioterapia. Terapia hormonal para aumentar a progesterona e diminuir o estrogênio ajudam a reduzir o crescimento de células tumorais. Pode também ser utilizado tratamento com medicamentos antineoplásticos. No caso de detecção e tratamento precoces, a taxa de sobrevivência de cinco anos é superior a 80%. Deve-se seguir fazendo acompanhamentos regulares pois possuem chance de recorrência.


