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Camp

Camp é uma gíria para comportamento, atitude ou interpretação exagerada, artificial ou teatral; ou ainda um adjetivo que significa algo de mau gosto, muito artificial, exagerado, "cafona" ou "brega". Também pode ser interpretado como sinônimo de exagero, ou como uma "afetação a uma estética especial que ironiza ou ridiculariza o que é dominante", como disse Susan Sontag em seu artigo clássico Notes on "camp" de 1964.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 24/10/2026
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Pluralidade de significados

Em 1993, Jack Babuscio procura aprofundar os estudos sobre o termo camp, e cria 4 características consideradas básicas para a compreensão deste tipo de sensibilidade e/ou comportamento: ironia, estética, humor e teatralidade. Elemento implícito na sensibilidade camp, provocado por meio da mistura de elementos considerados contrastantes - como o velho e o novo, o sagrado e o profano, o masculino e o feminino (tipo de contraste mais explorado) - , buscando uma harmonia que não acontece. Desse modo, a incoerência que resulta dos contrastes produz o camp. É uma certa maneira de contemplar o mundo, a arte e os objetos comuns, transformando-os em algo especial, deslumbrante; em outras palavras, a partir da sensibilidade estética, o camp transforma as coisas banais em acontecimentos, mas, pelo excesso, acaba falhando e produzindo uma certa forma de humor. É resultado da incoerência entre um objeto, pessoa ou situação e o seu contexto, provocando um estranhamento que resulta no humor.

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Camp na mídia

O cinema camp foi popularizado por cineastas como Pedro Almodóvar, George e Mike Kuchar, Andy Warhol e John Waters, principalmente por Pink Flamingos e Hairspray do último. Celebridades associadas com a cultura camp incluem drag queens como Dame Edna Everage, Divine, RuPaul e Liberace. A cultura camp foi adotada como parte da defesa anti-acadêmica da cultura popular na década de 1960, ganhando popularidade na década de 1980 com a adoção difundida de pontos de vista pós-modernos na arte e na cultura. No século XXI, uma das maiores referências do camp em drag queens é o reality show Rupaul's Drag Race, que iniciou-se em 2009 e segue no ar, contando com mais de 12 temporadas, e com a conquista de programa mais assistido dos Estados Unidos. Durante os episódios, que ocorrem semanalmente, as competidoras participam de provas onde são testadas suas habilidades de canto, dança, costura, humor e personalidade. Todas as competidoras se montam no estilo drag queen, que incorpora totalmente a essência do camp e do que ele representa.

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Camp no Brasil

No Brasil, a referência Camp surgiu por volta dos anos 1950, com a influência de Carmem Miranda. Carmem Miranda foi uma atriz, cantora e dançarina brasileira que se tornou popular nos anos 1940. Ela é conhecida por sua estética, que inclui roupas exageradas, cabelos grandes e adornos de frutas, valorizando o exagero, o exótico e o artificial. A estética camp é associada com Carmen Miranda devido ao seu uso exagerado de adereços, roupas coloridas e estilo de dança. Ela se tornou um ícone da cultura brasileira. Com o passar dos anos, a estética camp no Brasil foi representada sob diversos nuances por diferentes personalidades, como Zuzu Angel, Xuxa, Chacrinha, Mamonas Assassinas e Rita Lee, que abraçaram as roupas exageradas com cores vibrantes, a artificialidade, e a excentricidade. Alguns anos depois, novos nomes da música como Letrux, Duda Beat e Pabllo Vittar, fizeram sucesso por sua estética diferenciada que possui fortes traços do camp, devido à extravagância.

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Fontes consultadas

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