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Buzes

Buzes foi um general bizantino ativo no reinado do imperador Justiniano (r. 527–565) nas guerras contra o Império Sassânida. Participou primeiro na Guerra Ibérica e em Guerra Lázica tendo, em ambos os conflitos, participado de importantes batalhas. No ínterim, particularmente no ano 540, atuou na supressão da revolta armênia liderada por Artabanes que custou a vida dos oficiais bizantinos Acácio e Sitas. Em Constantinopla, após permanecer alguns anos encarcerado por ter, segundo Procópio, ofendido a imperatriz Teodora, envolveu-se, a favor do oficial Germano, na conspiração palaciana, arquitetada pelo mesmo Artabanes, que tencionada assassinar Justiniano.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 31/07/2026
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Biografia

Família

Buzes, um nativo da Trácia, era provavelmente um filho do general e rebelde Vitaliano sendo também, segundo Procópio de Cesareia, irmão dos oficiais Cutzes e Venilo. Além deles, Buzes teve uma irmã de nome desconhecido que era mãe de Domencíolo.

Guerra Ibérica

Buzes foi atestado pela primeira vez em 528, como duque da Fenícia Libanense, junto de seu irmão Cutzes. (A província deles fazia parte da mais ampla Diocese do Oriente e continha áreas a leste do Monte Líbano). Buzes estava situado em Palmira e Cutzes em Damasco. Ambos são descritos como jovens na época por Procópio. A primeira missão conhecida deles enviou-os para as linhas de frente da Guerra Ibérica contra o Império Sassânida. Belisário, um famoso general bizantino, estava tentando construir uma fortaleza em Minduo. Incapaz de defender os trabalhadores com suas próprias forças, foi reforçado por tropas provenientes de dois exércitos orientais, um dos quais comandado por Cutzes e Buzes. Uma batalha se seguiu no local e como consequência os romanos sofreram uma pesada derrota, havendo inúmeras baixas, bem como prisioneiros, dentre os quais o próprio Cutzes, que foram levados à Pérsia, onde foram permanentemente confinados numa caverna. Além disso, a fortaleza, que estava incompleta, foi arrasada pelos persas.

Revolta armênia

Buzes ressurgiu em 538/9 quando sucedeu o falecido Sitas no comando da Armênia romana. Foi encarregado de acabar com a revolta armênia em curso. Seus esforços incluíram o assassínio de João, um descendente do ramo armênio dos arsácidas e pai do futuro general Artabanes, que foi de encontro a Buzes, juntamente com seu genro Vasaces, na esperança que concluir uma trégua. Em 540, Justiniano nomeou ele e Belisário como mestres dos soldados do Oriente. Comandou a área entre o Eufrates e a fronteira persa e também manteve provisoriamente o comando sobre as áreas de Belisário, que foi reconvocado à Itália para combater na Guerra Gótica; Belisário não ocuparia seu novo posto até a primavera de 541. Na primavera, os persas atacaram, mas evitaram fortalezas na Mesopotâmia, indo aos alvos mais fáceis da Síria e Cilícia. Em meados do verão, tomara Sura. Buzes, que estava em Hierápolis, deixou a cidade sob comando das melhores tropas, prometendo voltar se fosse ameaçada pelo inimigo. Procópio mencionou o discurso que teria feito para os cidadãos de Hierápolis:

Guerra Lázica

As hostilidades de 540 deram lugar à Guerra Lázica (541–562). Em 541, Buzes foi registrado como um dos vários comandantes bizantinos em Dara para decidir sobre um curso de ação. Considerando que Cosroes estava naquele momento ocupado com uma invasão heftalita, Belisário, que havia chego na Mesopotâmia, se decidiu por atacar com todo seu exército o território persa; Buzes esteve dentre aqueles que apoiaram a decisão. Enquanto Buzes provavelmente serviu sob Belisário neste campanha, suas atividades específicas não são mencionadas. A força de invasão bizantina falhou em capturar Nísibis, embora tenham capturado Sisaurano. Na temporada de campanha de 542, Cosroes mais uma vez invadiu o Império Bizantino. Buzes, Justo e outros oficiais retiraram-se a Hierápolis e escreveram carta pedindo ajuda a Belisário:

Queda do favor imperial e últimos anos

No verão de 542, Constantinopla foi afetada pela chamada Praga de Justiniano. O próprio imperador pegou a praga e havia discussões da sucessão iminente. Belisário e Buzes, ausentes em campanha, juraram supostamente se opor a qualquer sucessor designado sem seu consentimento. Teodora se ofendeu e chamou-os de volta para Constantinopla para enfrentar julgamento. Buzes foi capturado em seu retorno. Supostamente passou dois anos e quatro meses (final de 542 - começo de 545) numa câmara subterrânea situada abaixo dos aposentes femininos do palácio. Depois de liberado, Procópio sugeriu que continuou a sofrer de visão falha e problemas de saúde pelo resto de sua vida. Em 542, foi citado como άνηρ εξ υπάτων γενόμενος, o que talvez sugere que era consul honorário.

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Fontes consultadas

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