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Armênia romana

Armênia romana (português brasileiro) ou Arménia romana (português europeu) é o nome genérico para as regiões da Grande Armênia histórica que estiveram sob domínio da Roma Antiga ou do Império Bizantino, diretamente na forma de províncias ou indiretamente, como reinos clientes subordinados aos objetivos romanos.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 14/07/2026
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História

Imagem: Rodrigo Soldon Souza · BY-ND · Openverse

Depois da queda da dinastia artaxíada como resultado da campanha de Pompeu na Armênia em 66 a.C., o Reino da Armênia passou a ser disputado com frequência entre o Império Romano e o Império Parta nas Guerras romano-partas. Por toda a sua história neste período, sob o comando da dinastia Arsácida, a nobreza armênia foi obrigada a dividir sua lealdade entre romanos e partas (ou, frequentemente, ambos). O reino seguiu também como estado cliente ou vassalo entre os sucessores destes impérios, o Império Bizantino e o Império Sassânida. Durante as guerras bizantino-sassânidas, o Reino da Armênia foi finalmente dividido entre a Armênia bizantina e a Armênia, deixando de existir.

Disputa com o Império Parta

Com a expansão para o oriente da República Romana durante as Guerras Mitridáticas, o Reino da Armênia, comandado pela dinastia artaxíada, tornou-se um protetorado romano pelas mãos de Pompeu em 66−65 a.C. Pelos cem anos seguintes, a região permaneceria sob influência romana. No final do século I, a crescente influência parta colocou em xeque a supremacia romana, que foi restabelecida pelas campanhas de Cneu Domício Córbulo. O conflito terminou com a Batalha de Randeia, um empate técnico e uma solução de compromisso entre as duas potências: um príncipe parta da linha arsácida seria dali em diante o rei da Armênia, mas o candidato deveria ser aprovado pelo imperador romano.

Província romana da Armênia (114-118 d.C.)

A Província da Armênia (em latim: Provincia Armenia) foi uma província fronteiriça de curtíssima duração criada em 114 pelo imperador Trajano (r. 94–117). Em 113, Trajano invadiu o Império Parta para tentar reinstalar um rei vassalo na Armênia (alguns anos antes, o reino armênio fora conquistado pelos partas). Em seguida, nas palavras de Theodore Mommsen: Trajano depôs o rei Partamásiris e ordenou a anexação completa do Reino da Armênia ao império. A nova província alcançava a costa do Mar Cáspio e fazia fronteira com a Ibéria e a Albânia, dois estados vassalos de Roma. Neste período, a Armênia foi administrada, juntamente com a Capadócia, por Catílio Severo, da gente Cláudia.

Protetorado romano

Depois da morte do imperador, seu sucessor, Adriano, decidiu que não desejava mais uma província na região. Em 118, ele desistiu da região e instalou Partamaspates como rei, mas ele foi rapidamente derrotado pelos partas e teve que fugir para o território romano, que lhe concederam uma posição como co-rei do Reino de Osroena, na região oriental da Grande Armênia como consolação. Soemo foi nomeado rei pelo imperador Antonino Pio em 140 e, já em 161, a Armênia foi novamente perdida para Vologases IV. Dois anos depois, um contra-ataque romano liderado por Estácio Prisco derrotou-os e Soemo foi reinstalado no trono armênio. O túmulo dele é provavelmente o único templo romano bem preservado em toda a moderna Armênia, o Templo de Garni. Daí em diante, a Armênia mudou frequentemente de mãos conforme os impérios disputavam o controle da região através de reis-fantoches no trono armênio, uma situação que só mudaria com a ascensão de um novo poder na região, o Império Sassânida.

Armênia durante o Império Romano do Oriente

Em 363, um tratado foi assinado entre o Império Romano do Oriente e a Pérsia sassânida que dividiu a Armênia entre os dois. Os persas ficaram com a maior parte (Armênia) e os romanos receberam a região menor da Armênia ocidental. Outro tratado se seguiu entre 384 e 390 na Paz de Acilisena (geralmente datada em 387), que estabeleceu uma fronteira definitiva, que corria verticalmente de um ponto um pouco a leste de Karin (que seria rebatizada de Teodosiópolis) para o sul, num ponto a oeste Nísibis na Mesopotâmia. A região sob controle romano, portanto, aumentou, mas, ainda assim, cerca de quatro quintos do antigo Reino da Armênia permanecia sob controle persa.

Últimos anos

A região foi um dos grandes focos de conflitos durante a Guerra bizantino-sassânida de 602-628. Depois que as conquistas muçulmanas se inciaram e da conquista árabe da Armênia, apenas a porção ocidental da Armênia continuou sob controle bizantino, passando a fazer parte do Tema Armeníaco. O resto da região foi dominada pelos árabes e governada por uma sucessão de emires nomeados pelos califas e por príncipes locais. Com o declínio do poder do Califado Abássida e a dissolução do território árabe em uma miríade de pequenos estados autônomos, os bizantinos conseguiram reafirmar sua influência sobre os principados armênios durante as campanhas de João Curcuas no início do século X. Na primeira metade do século XI, durante o reinado de Basílio II e seus sucessores, a maior parte da Armênia passou para o controle direto bizantino, uma situação que perdurou até a Batalha de Manzicerta em 1071, quando toda a Armênia foi conquistada pelos turcos seljúcidas.

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Cristianismo

A influência do cristianismo se fez sentir na região ainda no século I, tradicionalmente iniciada pelos apóstolos Bartolomeu e Judas Tadeu, que ainda hoje são reverenciados como padroeiros da Igreja Apostólica Armênia. Acredita-se que Bartolomeu tenha sido martirizado em Albanópolis, na Armênia. De acordo com um relato ele teria sido decapitado, mas a tradição popular conta que ele foi esfolado vivo e crucificado de ponta cabeça. Ele teria convertido o rei Políbio ao cristianismo e Astiages, irmão dele, ordenou a execução. Como resultado da vitória de Diocleciano sobre os sassânidas, toda Armênia foi novamente transformada num vassalo de Roma em 299, ampliando a zona de influência cultural romana para muito além da Anatólia, o que levou à difusão do cristianismo siríaco de seu principal centro, Nísibis, nas primeiras décadas do século IV e, no fim, à cristianização completa da Armênia. Antes disso, a religião predominante ali era o zoroastrismo (patrocinado pelos impérios Parta e Sassânida) e, em menor escala, as tradições locais. O Reino da Armênia é amplamente considerado como o primeiro estado a adotar o cristianismo como religião oficial depois que São Gregório, o Iluminador convenceu o rei da Armênia Tiridates IV a se converter, um evento tradicionalmente datado em 301. Gregório e seu filho, Aristaces, conseguiram converter uma grande quantidade de armênios me seguida, principalmente depois que o imperador Constantino legalizou o cristianismo em 313.

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Sés episcopais

Imagem: Rodrigo Soldon Souza · BY-ND · Openverse

As sés episcopais da província que aparecem no Anuário Pontifício como sés titulares são:

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