Brasileiros asiáticos
Um ásio-brasileiro ou brasileiro asiático é uma pessoa nascida no Brasil de ascendência asiática. Segundo o censo do IBGE de 2022, 850 mil brasileiros declararam ser de cor amarela.
Segundo dados do recenseamento de 2022, feito pelo IBGE, 0,42% dos brasileiros declararam-se como amarelos. Dos dez municípios brasileiros com maior população autodeclarada amarela, quatro estavam no Paraná e seis em São Paulo. Cerca de 67,1% dos brasileiros amarelos viviam na Região Sudeste e 14,2% vivam na Região Sul. As duas regiões concentravam cerca de 81,3% dos brasileiros amarelos no Censo de 2022. A Região Sudeste tinha uma população de amarelos de 570.852 pessoas, o que representava 0,67% da sua população total. Entre os estados com maior população amarela estãoː São Paulo (1,2%), Paraná (0,9%), Mato Grosso do Sul (0,7%), Distrito Federal (0,5%), Mato Grosso (0,3%) e Rondônia (0,3%). Municípios brasileiros com maior percentual de descendentes de asiáticos (sobretudo japoneses):
Imagem: Roberto Maxwell · BY-NC-SA · Openverse
A situação dos (brasileiros) asiáticos no contexto da sociedade brasileira é discutida desde os meados do século XIX, da autorização das imigrações chinesa e japonesa ao Brasil, por intelectuais, diplomatas e políticos brasileiros. Existia o medo de que a imigração asiática desencadeasse degradação racial ante o plano de eugenia, de branqueamento da população brasileira, idealizado num momento em que o Brasil não mais podia comercializar escravos (negros) e teria de substituí-los por imigrantes europeus livres ou por outras etnias. Por isso, era comum que imigrantes das levas iniciais viessem com o cônjuge e seus filhos, para que não se misturassem com a população local. Durante a Segunda Guerra Mundial, a aderência do Império do Japão ao Eixo e a do Brasil aos Aliados, ou seja, tornando-se inimigos entre si e cortando os laços diplomáticos em 1941, causou a supressão de vários direitos dos imigrantes japoneses, alemães e italianos no Brasil, como a compra de terras e a nacionalização de empresas estrangeiras no Brasil, além de exacerbar a perseguição política dessas e de outras etnias no país.


