Alemão brasileiro
As variedades de origem alemã faladas por teuto-brasileiros formam uma língua minoritária significativa no Brasil. O alemão brasileiro é fortemente influenciado pelo português e, em menor grau, por dialetos italianos, bem como pelas línguas indígenas. Os dialetos alemães são particularmente fortes nas regiões Sul e Sudeste do Brasil. De acordo com Ethnologue, cerca de 3 milhões de pessoas no Brasil falam o Riograndenser Hunsrückisch, 1,5 milhão falam o alemão padrão e 8 mil falam o Baixo-alemão menonita (Plautdietsch).
O hunsriqueano rio-grandense, um dialeto do alto-alemão, é referido igualmente como Riograndenser Hunsrückisch (ou Hunsrik) por causa do estado mais meridional do país, o Rio Grande do Sul. Mas também está fortemente representado em Santa Catarina, onde a variante local é referida como Katharinensisch, e no Paraná. Juntos, esses três estados formam a Região Sul do Brasil. A área atraiu imigração significativa de países de língua alemã. A imigração alemã para o Rio Grande do Sul começou em 1824. Os trabalhadores e colonos alemães vieram de muitas regiões diferentes, como Baixa Saxônia, Schleswig Holstein, Vestfália, Hunsrück e Pomerânia, sobretudo estados prussianos e vários reinos alemães, no entanto um número significativo veio especialmente das regiões pobres de Hunsrück e Palatinado, o que predominou o dialeto sobre os demais. Os dialetos alemães começaram a se misturar, adotando elementos das línguas faladas por outros imigrantes, para formar variedades que diferiam de município para município, muitas vezes de família para família e que não tinham relação com as linhas dialéticas na Alemanha. No entanto, na maioria dos lugares o dialeto Hunsrück provou ser dominante.
Imagem: Marcio Cabral de Moura · BY-NC-ND · Openverse
O pomerano, um dialeto do baixo-alemão, é falado em muitos lugares no Sudeste e no Sul do Brasil:
O holandês, estreitamente relacionado com o alemão, também é falado no Brasil por brasileiros holandeses e alguns judeus brasileiros.
Plattdüütsch ou Vesfaliano
O Plattdüütsch é uma língua co-oficial junto ao Portuguĕs no municipio Westfália. segunda lei N° 1302 do ano 2016. No município é conhecido também como Vestfaliano ou Sapado do Pau. No Vale do Taquari (Teutônia, Imigrante e Westfália), onde se estabeleceram os imigrantes, há um grau de manutenção linguística maior, além disso, também no sudeste de Santa Catarina e que inclui as comunidades de Águas Mornas, São Bonifácio, São Martinho, Braço do Norte, São Ludgero, Armazém, Santa Rosa de Lima, Rio Fortuna e Grão-Pará. No inicio, o dialeto tive não muito contato com o hunsriqueano rio-grandense, Português e outras línguas. Vestfaliano é considerado “relativamente livre de impurezas” pela sua colonização mais uniforme e pelo seu grau de isolamento geográfico e social que ainda perduraria por muitos anos, em algumas localidades ainda até bem recentemente; fator determinante para essa manutenção. Outro fato de o vestfaliano ser pertencente ao grupo do baixoalemão, levando os falantes (que nunca tiveram se misturado com outros imigrantes) a apresentar maior resistência à influência dos dialetos francônios como o Hunsrückisch e mesmo do alemão culto, “por apresentar características fonológicas e um vocabulário bastante diferente desses últimos”.


