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Boicote, Desinvestimento e Sanções

"Boicote, desinvestimento e sanções", mais conhecida como BDS, é uma campanha global que preconiza a prática de boicote econômico, acadêmico, cultural e político ao Estado de Israel, com os seguintes objetivos:Fim da ocupação e da colonização dos territórios palestinos; Igualdade de direitos para os cidadãos árabes de Israel; Respeito ao direito de retorno dos refugiados palestinos.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 28/07/2026
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Antecedentes

Em 2 de dezembro de 1945, mais de dois anos antes da proclamação do Estado de Israel, foi proposto, pela Liga Árabe, um primeiro boicote contra produtos comercializados pelos sionistas. En 2001, paralelamente à Terceira Conferência Mundial contra o Racismo, a Discriminação Racial, a Xenofobia e a Intolerância organizada pela Unesco, em Durban (África do Sul), realiza-se um fórum de organizações não governamentais que propõe o embargo, a exclusão e a ruptura de qualquer ligação com o Estado de Israel. Em 2002, após as declarações de Ronnie Kasrils, então ministro das Águas e das Florestas da África do Sul, conclamando ao boicote e às sanções, Desmond Tutu, prêmio Nobel da Paz por sua luta contra o apartheid, lança uma campanha de desinvestimento em Israel, conduzida por entidades religiosas e políticas, visando colocar um fim à ocupação israelense dos territórios palestinos iniciada na Guerra dos Seis Dias (1967).

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Primeiras declarações e construção da campanha

Em abril de 2002, o sul-africano de origem judia Ronnie Kasrils, então ministro das Águas e das Florestas da África do Sul, declarou publicamente o seu apoio à proposta de "isolamento, boicote e sanções" contra Israel e lançou, juntamente com Max Ozinsky, também judeu, a carta-manifesto "Não em meu nome" (Not in my Name). "Eu nasci judeu. Uma vez que Israel se propõe a falar e a agir em nome de judeus em toda parte (...) estamos dizendo: Não. Não em meu nome. Nunca", disse Kasrils em uma entrevista à Reuters. O manifesto, assinado por centenas de outros membros da comunidade judaica sul-africana, fazia uma explícita analogia entre o apartheid e as políticas vigentes no Estado de Israel. Alguns anos mais tarde, em 2005, em artigo publicado no jornal The Guardian, Kasrils explicou por que acreditava que o boicote pudesse ser benéfico tanto para os palestinos quanto para os israelenses. Ainda em 2002, Desmond Tutu, Nobel da Paz por sua luta contra o apartheid, lançou uma campanha de desinvestimento em Israel, conduzida por entidades religiosas e políticas, com o objetivo de colocar um fim nos 46 anos de ocupação israelense dos territórios palestinos, iniciada na Guerra dos Seis Dias.

Conferência na sede da ONU e reunião de intelectuais na Palestina

En setembro de 2003, na sede da ONU, por ocasião da Conferência Internacional da sociedade civil em apoio ao povo palestino, uma ONG israelense defendeu um boicote internacional. Outros participantes estabeleceram um paralelo entre as condições impostas aos palestinos, pelo governo de Israel, e antigo regime de apartheid na África do Sul. Em abril de 2004 um grupo de acadêmicos e intelectuais reunidos em Ramallah lançou a Campanha Palestina pelo Boicote Acadêmico e Cultural de Israel. Os objetivos dessa campanha, que se seguiu a um apelo precedente, lançado em 2003 por acadêmicos e intelectuais da Palestina e da Diáspora, foram divulgados numa declaração pública, em julho do mesmo ano.

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Indicação para o Nobel da Paz

Em 2 de feveriro de 2018, Bjørnar Moxnes, membro do parlamento norueguês, indicou oficialmente o movimento BDS para o Prêmio Nobel da Paz. Segundo Moxnes, o movimento deve ser apoiado, sem reservas, por todos os povos e países de convicções democráticas. "Conceder o Prêmio Nobel da Paz ao movimento BDS seria um sinal poderoso para demonstrar que a comunidade internacional está comprometida em apoiar uma paz justa no Oriente Médio, com o uso de meios pacíficos para pôr um fim à ocupação militar e às amplas violações da lei internacional.

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Apoiantes famosos

Artistas e intelectuais palestinos lançaram um apelo aos artistas e intelectuais de todo o mundo, em favor do Boicote Acadêmico e Cultural de Israel (PACBI). Várias personalidades atenderam ao chamado, incluindo John Berger, Bjork, Elvis Costello, Brian Eno, Eduardo Galeano, Mike Leigh, Ken Loach, Henning Mankell, Massive Attack, Arundhati Roy e Carlos Santana.

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Fontes consultadas

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