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Biogeografia do Brasil

Biogeografia do Brasil refere-se ao estudo biogeográfico da distribuição das espécies e ecossistemas, no espaço geográfico e através do tempo geológico, focados no âmbito brasileiro.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 17/07/2026
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Etnologia

Segundo pesquisas etnológicas, antes da colonização portuguesa do Brasil, povos indígenas de línguas tupi-guaranis já classificavam a vegetação brasileira, tanto em aspectos gerais quanto específicos, usando uma terminologia que seria ressignificada na língua portuguesa. A seguir, alguns exemplos, com a tradução dos termos (entre parênteses) e a denominação atual das regiões, numa correspondência aproximada:

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Regionalizações biogeográficas

A seguir, alguns esquemas de regionalização biogeográficas (incluindo fito- e zoogeográficas), em sentido estrito, ou seja, que tomam como critério principal de classificação a composição taxonômica (de táxons presentes) das áreas estudadas, e a dispersão (distribuição) de táxons. Note-se, entretanto, que aspectos fisionômico-ecológicos podem eventualmente estar presentes. Os nomes das categorias hierárquicas usadas variam entre os esquemas (região, província, domínio, etc.),[p.53-55] podendo-se aplicar a elas a denominação generalista de áreas. Para outros esquemas de enfoque continental e mundial, confira Biogeografia da América do Sul, en:floristic provinces, en:zoogeographic regions e en:biogeographic regions. Esquema de João Barbosa Rodrigues (1903): Esquema de regionalização zoogeográfico de Cândido Firmino de Melo Leitão (1937, 1947): Esquema de Alberto José de Sampaio (1938): Divisão fitogeográfica do Brasil por Rizzini:

Rugendas (1835)

A divisão territorial de Rugendas (1835) trata, na realidade, da paisagem natural de modo geral (clima e solo, em especial), sendo apresentada a seguir pelo seu valor histórico e por uma correspondência aproximada com as regiões biogeográficas:

Burmeister (1854)

Divisão do Brasil por Hermann Burmeister (1854):

Martius (1858)

Impérios e províncias florísticas de Martius (1858), com termos atuais correspondentes entre parênteses a partir de IBGE (2012): Os nomes das províncias se referem a tipos de ninfas gregas, quatro imortais e um mortal: as napeias, ninfas das ravinas (áreas da mata de araucária e dos campos sulinos); as dríades, ninfas das florestas (área da mata atlântica); as oréades, ninfas dos campos de caça (área dos cerrados); as hamadríades, ninfas que morrem e ressuscitam (área da caatinga); e as náiades, ninfas das águas (área amazônica).

Caminhoá (1877)

Esquema segundo Joaquim Monteiro Caminhoá (1877):

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Regionalizações fisionômico-ecológicas

A seguir, alguns esquemas de regionalização biogeográficas, em sentido amplo, fisionômico-ecológicas, ou seja, que tomam como critério principal de classificação a fisionomia da vegetação e aspectos ecológicos (ex., clima, solo). Note-se, entretanto, que é comum o uso de critérios biogeográfico-taxonômicos nas categorias de nível superior de suas hierarquias. Os nomes das categorias hierárquicas usadas variam entre os esquemas (fisionomia, formação, complexo, bioma, etc.). Para esquemas de enfoque mundial, confira en:vegetation classifications e en:biomes. Tipos de vegetação do Brasil de acordo com o IBGE (1977): As "principais formações vegetais brasileiras", por Ferri: O sistema ecológico de classificação da vegetação brasileira (regiões fitoecológicas da zona Neotropical) do Projeto Radambrasil (1973-1987), baseado no sistema de Ellenberg & Mueller-Dombois (1967) e sintetizado por Veloso & Góes-Filho (1982), ficou dividido em:

Martius (1824)

Terminologia usada por Martius (1824) para fisionomias da vegetação e regiões brasileiras, em sua grafia original (com descrições e termos atuais correspondentes entre colchetes):

Wettstein (1904)

Regiões do Brasil, segundo Wettstein (1904):

Gonzaga de Campos (1912)

Classificação fitogeográfica brasileira de Luís Felipe Gonzaga de Campos (1912):

Löfgren (1912)

Classificação ecológica das formações de matas e campos do Brasil, na grafia original, segundo Löfgren (1912):

Hoehne (1922)

Formações da vegetação do Brasil, segundo Hoehne (1922):

Rizzini (1963)

Escala hierárquica dos tipos de vegetação do Brasil de Rizzini (1963): Conjuntos e complexos (ou unidades compósitas) vegetacionais, incluindo certos critérios florísticos de Rizzini (1963):

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Fontes consultadas

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