Big Nose George
George Parrott, conhecido como Big Nose, foi um notório abigeatário do Velho Oeste no final do século XIX. Sua história é marcada por crimes, uma tentativa de fuga e um linchamento, mas ele se tornou lendário por um destino macabro pós-morte: seu corpo foi usado em experimentos médicos e sua pele transformada em um par de sapatos e uma valise, com os sapatos sendo usados por um governador.
Pontos-chave
- Big Nose George foi um abigeatário do Velho Oeste, famoso por sua morte incomum.
- Ele e sua gangue assassinaram dois oficiais da lei após um assalto a trem frustrado em 1878.
- Capturado em 1880, Parrott foi linchado em Rawlins, Wyoming, após tentar escapar da prisão.
- Após sua morte, médicos utilizaram seu corpo para estudos, transformando sua pele em sapatos e uma valise.
- Seus restos mortais e os sapatos foram redescobertos em 1950, confirmando a bizarra história.
Em 1878, George Parrott e sua gangue cometeram um crime brutal que selaria seu destino. Após uma tentativa frustrada de assalto a trem perto do Rio Medicine Bow, eles foram rastreados pelo xerife Robert Widdowfield e pelo detetive Tip Vincent. A perseguição culminou em um confronto fatal no Desfiladeiro Rattlesnake, onde os oficiais foram emboscados e assassinados. Os bandidos roubaram suas armas e um cavalo, escondendo os corpos antes de fugir. O assassinato chocou a região, levando à oferta de uma recompensa inicial de dez mil dólares, que depois aumentou para vinte mil dólares pela captura dos assassinos.
Imagem: Kerri Lee Smith · BY-NC-SA · Openverse
Apesar da fuga inicial, Parrott e seu comparsa, Charlie Burris (Dutch Charley), foram capturados em Montana em 1880. A prisão ocorreu após eles se gabarem do crime enquanto bêbados. Parrott foi sentenciado à morte por enforcamento em 2 de abril de 1881, mas tentou escapar da cadeia em Rawlins, Wyoming. A notícia de sua tentativa de fuga enfureceu os moradores de Rawlins, e um grupo de 200 linchadores o retirou da cela e o enforcou em um poste telegráfico. Burris teve um destino semelhante: foi linchado por moradores locais enquanto era transportado de trem para Rawlins, sendo enforcado no poste telegráfico mais próximo.
Imagem: Claire CJS · BY-NC-SA · Openverse
Após o linchamento, o corpo de Parrott foi adquirido pelos médicos Thomas Maghee e John Eugene Osborne para fins de estudo. Eles buscavam sinais de criminalidade no cérebro do bandido. Durante o procedimento, o topo do crânio de Parrott foi serrado e a tampa oferecida a Lilian Heath, então assistente de Maghee com 15 anos. Lilian, que se tornaria a primeira mulher médica em Wyoming, usava a tampa craniana como cinzeiro, porta-canetas e calço de porta. Uma máscara mortuária foi feita de seu rosto, e a pele de suas coxas e tórax, incluindo os mamilos, foi removida e enviada a um curtume em Denver. Essa pele foi transformada em um par de sapatos e uma valise médica. Osborne, que se tornou o primeiro governador Democrata de Wyoming, usou os sapatos em seu baile de posse. O corpo desmembrado de Parrott foi preservado em um barril de uísque com solução salina por cerca de um ano antes de ser enterrado no jardim de Maghee.
Imagem: HenryFigueroa · BY-NC-SA · Openverse
A história de Big Nose George foi esquecida por um tempo, até que em 11 de maio de 1950, operários em Rawlins, Wyoming, desenterraram um barril de uísque contendo ossos. Dentro do barril, encontraram um crânio com o topo serrado, uma garrafa de conserva vegetal e os sapatos que se acreditava terem sido feitos da pele de Parrott. Lilian Heath, já octogenária, foi contatada e sua tampa craniana foi enviada ao local, encaixando-se perfeitamente no crânio. Um exame de DNA confirmou que os restos mortais eram de Big Nose George. Atualmente, os sapatos, o crânio e a máscara mortuária de Parrott estão em exibição no Museu do Condado de Carbon em Rawlins. A corrente usada em seu enforcamento e a tampa craniana estão no Museu da Union Pacific em Omaha, Nebraska. A valise feita de sua pele, no entanto, nunca foi encontrada.


