Bengalis
Os bengalis, também conhecidos como bengaleses, formam um grupo étnico indo-ariano nativo da região de Bengala, no sul da Ásia. Sua população está distribuída entre o país independente de Bangladesh e os estados indianos de Bengala Ocidental, Tripura e partes de Assam. A maioria fala bengali, uma língua indo-iraniana, e mais de dois terços são muçulmanos.
Pontos-chave
- Os bengalis são um grupo étnico indo-ariano originário de Bengala, no sul da Ásia.
- A população bengali reside em Bangladesh e em estados indianos como Bengala Ocidental, Tripura e Assam.
- A língua falada pela maioria é o bengali, pertencente à família indo-iraniana.
- Mais de dois terços dos bengalis professam a fé islâmica.
O termo "bengali" refere-se a indivíduos com origens linguísticas, culturais ou ancestrais de Bengala. O nome "Bangali" e a denominação da língua e região, "Bangla", derivam de "Bangālah", termo persa para a área. Antes da expansão muçulmana, Bengala não era um território unificado, mas sim dividida em várias divisões geopolíticas como Bongo, Rárh, Pundrobordhon, Boréndro, Xomotot e Horikel. Historiadores antigos sugerem que a região foi colonizada por Bang, descendente de Noé, embora essa narrativa seja frequentemente considerada lendária. O historiador Abu'l-Fazl ibn Mubarak, no século XVI, explicou que o sufixo "-al" se originou de montes de terra construídos pelos antigos rajás.
A história dos bengalis abrange desde a pré-história até a Idade Média, marcada por descobertas arqueológicas e a chegada de novas culturas e religiões.
Pré-história e História Antiga
Achados arqueológicos revelam uma civilização calcolítica de 4.000 anos em Bengala, indicando um dos primeiros assentamentos na região. Evidências mais antigas de habitação humana paleolítica, como instrumentos de pedra, foram encontradas em Rangamati e Feni. A civilização Wari-Bateshwar, que floresceu em Norxingdi por volta de 2000 a.C., sugere uma cidade portuária envolvida em comércio com a Roma Antiga e o Sudeste Asiático. Essa civilização possuía casas de tijolos, ruas largas, moedas de prata e armas de ferro, sendo considerada uma das cidades mais antigas de Bengala e do leste do subcontinente.
Idade Média
A partir do século VIII, árabes, turcos e persas começaram a se estabelecer em Bengala, contribuindo para a formação do povo bengali. Durante o Império Pala, que mantinha relações comerciais com o Califado Abássida, o Islã começou a se disseminar através do comércio e da migração de teólogos. No século XI, pregadores como Surkhul Antia e Xá Sultan Rumi influenciaram a adoção do Islã. O Império Pala foi sucedido pelos Senas, hindus do sul da Índia, que tiveram pouco apoio popular e foram derrotados por Bakhtiyar Khalji, um general turco muçulmano. A partir daí, Bengala foi governada por dinastias muçulmanas, o que intensificou a presença islâmica. Pregadores como Sultan Balkhi e Xá Makhdum Rupox se estabeleceram na Divisão Rajxahi. Em 1303, Xá Jalal e centenas de pregadores sufis auxiliaram na conquista de Sylhet, que se tornou um centro religioso. Jalal expandiu a influência do Islã por Bengala, tornando-se uma figura proeminente entre os bengalis.


