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Batalha do Buçaco

A Batalha do Buçaco, foi uma batalha travada durante a Terceira Invasão Francesa, no decorrer da Guerra Peninsular, na Serra do Buçaco, a 27 de Setembro de 1810. De um lado, em atitude defensiva, encontravam-se as forças anglo-lusas sob o comando do Tenente-general Arthur Wellesley, visconde Wellington. Do outro lado, em atitude ofensiva, as forças francesas lideradas pelo Marechal André Massena. No fim da batalha, a vitória mostrava-se nitidamente do lado anglo-luso.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 16/07/2026
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Antecedentes

Wellesley tinha saído vitorioso da Batalha de Talavera (27 e 28 de Julho de 1809) mas, não podendo contar com o apoio das forças espanholas e perante a ameaça que o exército francês comandado por Nicolas Jean de Dieu Soult representava para as suas linhas de comunicações, decidiu retirar em direcção a Portugal. O objectivo para os franceses era agora a Andaluzia e não Lisboa e este facto deu-lhe tempo que foi bem aproveitado na preparação das Linhas de Torres Vedras. No Inverno de 1809-1810, mais de 100 mil homens das forças francesas atravessaram os Pirenéus. Por fim chegaram as notícias de que o Marechal Massena tinha recebido a missão de ocupar Portugal e expulsar as forças britânicas da Península Ibérica. Massena chegou a Salamanca a 28 de Maio e escolheu entrar em Portugal pelo eixo Ciudad Rodrigo – Almeida - Coimbra. O cerco de Ciudad Rodrigo começou a 30 de Maio e a praça capitulou a 10 de Julho. O cerco foi então transferido para Almeida e, em Portugal, registam-se os primeiros confrontos desta invasão no Combate do Côa.

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As forças em presença

Massena comandava um exército com três Corpos de Exército (CE), totalizando 65.050 homens e 114 bocas de fogo de artilharia. Estava organizado da seguinte forma: O exército de Wellington no Buçaco compreendia sete divisões de infantaria, três brigadas independentes, apenas quatro esquadrões de cavalaria e 60 bocas de fogo de artilharia – 52 272 homens ao todo, incluindo 25 429 portugueses. Embora tivesse um número de divisões de infantaria igual aos franceses, as divisões não estavam agrupadas em Corpos de Exército. A infantaria tinha um efectivo idêntico à dos franceses: 49 326 anglo-lusos contra 49 809 franceses. A artilharia era quase metade e a cavalaria disponível no Buçaco era francamente inferior da parte dos Aliados: 210 britânicos para 8 419 franceses. Além das forças presentes no Buçaco, Wellington dispunha de várias unidades de cavalaria – 4.369 homens – perto da Mealhada e mais para sul do Rio Alva. Para lá deste rio estavam também estacionadas unidades de infantaria – a divisão portuguesa do Coronel Carlos Frederico Lecor – com um efectivo de 4 811 homens, além dos efectivos deixados na guarnição de Lisboa e outros pontos do País.

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A batalha

No dia 21 de Setembro, quando já não havia dúvidas sobre o itinerário das forças invasoras, Wellington escolheu a serra do Buçaco para enfrentar as tropas francesas. A Serra do Buçaco é formada por uma linha de alturas contínua, com quase 15 km de comprimento, com encostas de difícil acesso que, naquela época, estavam cobertas por vegetação baixa (urze e tojo). Na metade Noroeste da serra existe uma área cercada por um muro com 3 metros de altura que inclui o Convento de Santa Cruz do Buçaco. Existiam quatro itinerários para atravessar a Serra do Buçaco: entre Carvalhal (a Este) e Casal (a Oeste) - o itinerário mais próximo do rio Mondego (ver mapa) - entre S. Paulo (a Este) e Palamases (a Oeste), entre Santo António do Cântaro (a Este) e Palheiros (a Oeste) e, mais perto do extremo Noroeste, passando junto à área murada do Convento do Buçaco, o itinerário principal, que liga Mortágua a Coimbra, passando por Moura (a Este). As encostas são íngremes e o terreno muito irregular, cortado por inúmeras ravinas.

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