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Batalha de Vitória

A Batalha de Vitoria foi travada no dia 21 de junho de 1813, no âmbito da Guerra Peninsular. Um exército Aliado composto por tropas britânicas, portuguesas e espanholas, comandado pelo Tenente-general Sir Arthur Wellesley, derrotou um exército francês, sob comando do então rei de Espanha, José Bonaparte, coadjuvado pelo Marechal Jean-Baptiste Jourdan, seu chefe de estado-maior. A batalha foi travada à volta da cidade espanhola de Vitória e terminou com a fuga do exército francês, criando uma situação que contribuiu para o fim da Guerra Peninsular e até das Guerras Napoleónicas.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 15/07/2026
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O Campo de Batalha

A cidade de Vitória situa-se na província de Alava, no País Basco. Na língua basca o nome da cidade é Gasteiz. Oficialmente a cidade é mencionada como Vitoria-Gasteiz. A cidade situa-se no extremo Este de uma planície limitada a Norte e a Oeste pelo rio Zadorra e pelos terrenos elevados a partir da outra margem e a Sul por terrenos elevados designados como colinas de Puebla de Argazón, normalmente referidos como colinas de La Puebla. Os combates ocorreram quase na totalidade nestas colinas e na planície a Oeste da cidade. O rio Zadorra corre de Este para Oeste e, perto da povoação Três Puentes, faz uma curva apertada e toma a direcção Sudoeste. A Oeste das colinas de La Puebla, situa-se o desfiladeiro com esse mesmo nome, por onde corre o rio Zadorra. No percurso deste rio, entre a região a Norte da cidade de Vitoria e a povoação de La Puebla, existiam numerosas pontes por onde se podia atravessar o rio. Ainda existe a ponte em Três Puentes, também conhecida nos meios anglo-saxónicos como Kempt’s Bridge.

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Antecedentes

Imagem: Portuguese_eyes · BY-SA · Openverse

Após a Batalha de Salamanca (22 de Julho de 1812), os Franceses evacuaram Madrid e o exército aliado entrou na capital espanhola em 12 de Agosto. A contra-ofensiva francesa, no entanto, obrigou Wellesley a levantar o cerco que tinha colocado a Burgos, a abandonar Madrid e recuar até Ciudad Rodrigo onde chegou a 19 de Novembro. Aí reorganizou o seu exército. Nos próximos seis meses houve pouco contacto entre o Exército Aliado e o Exército Francês. Entretanto tinham chegado notícias do desastre da campanha da Rússia e o objectivo de empurrar os Franceses para além dos Pirenéus apresentava-se mais próximo. No dia 24 de Maio, o General de brigada Jean-Louis Villatte, cuja divisão se encontrava em Salamanca, assegurava que os aliados marchavam em grande força contra a cidade. Foram dadas ordens para concentração das forças e o rei José Bonaparte ordenou ao general Clausel (comandante do L’Armée du Nord) que enviasse seis divisões de infantaria. Villate tinha razão ao afirmar que Wellesley se dirigia para Salamanca mas a maior parte da força Aliada, cerca de 50 000 homens sob comando do General Thomas Graham, encontravam-se na margem Norte do Douro.

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As forças em presença

Forças Aliadas

O exército sob o comando de Wellesley tinha um efectivo aproximado de 80 000 homens. Destes, 27 500 eram Portugueses e 7 000 eram Espanhóis. Dispunha também de 90 bocas de fogo de artilharia. Para esta batalha, Wellesley articulou as suas forças em quatro colunas. COLUNA DA DIREITA – sob comando do Tenente-general Sir Rowland Hill. As suas forças de manobra - infantaria e cavalaria - somavam 22 519 homens. Era constituída por: COLUNA DO CENTRO-DIREITA - sob o comando directo de Wellesley. As suas forças de manobra somavam 17.187 homens. Era constituída por: COLUNA DO CENTRO-ESQUERDA - sob comando do Tenente-general Sir George Ramsey, conde de Dalhousie. As forças de manobra somavam 14.752 homens. Era constituída por:

Forças Francesas

O exército francês encontrava-se sob comando de José Bonaparte e tinha como chefe do estado-maior o Marechal Jean Baptiste Jourdan. Era constituído por forças de quatro exércitos diferentes: L'Armée du Sud, L'Armée du Centre, L'Armée du Portugal e L'Armée du Nord. Deste último exército, comandado pelo General Bertrand Clausel, estavam presentes forças diminutas. No total, José Bonaparte dispôs na Batalha de Vitoria de um efectivo de aproximadamente 68 000 homens. L'ARMÉE DU SUD - sob comando do General de Divisão Honoré Théodore Maxime Gazan. Tinha um efectivo de 32 944 homens. Destes, 25 396 eram de infantaria e 5 123 eram de cavalaria. Era constituído por:

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A batalha

A coluna da direita aliada, sob comando do Tenente-general Hill, iniciou o ataque junto ao rio, em direcção às colinas de La Puebla. As forças de Hill lançaram o ataque cerca das 08h00, com a divisão de Pablo Morillo à frente e, após um combate inicial com as forças de Maransin, apoderaram-se da linha de alturas. Aí conseguiram repelir um contra-ataque francês efectuado pela divisão de Villatte. Ficavam na posse dos aliados as colinas de La Puebla e a povoação de Subijana de Alva. Esta posição vantajosa adquirida pelos Aliados forçou o general Gazan a empenhar aí uma parte importante das suas forças e esta situação tornou-se mais preocupante quando foram detectadas as forças de Wellesley na margem ocidental do rio, perto de Nanclares. Mas o marechal Jourdan considerou que a principal ameaça se apresentava nos terrenos altos na esquerda francesa e não considerou a possibilidade de as forças Aliadas contornarem a sua ala direita ameaçando assim a sua linha de comunicações.

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