Carlos Frederico Lecor
Carlos Frederico Lecor, primeiro e único Barão de Laguna por Portugal, primeiro Barão e Visconde de Laguna e Grande do Império pelo Brasil, foi um militar e nobre português tendo servido quer Portugal, quer o Brasil independente.
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Destinado inicialmente à carreira comercial, o jovem Carlos Frederico acaba por, na última década do século XVIII, assentar praça como Soldado no Regimento de Artilharia do Algarve (designado n.º 2, a partir de 1806), sediado em Faro. Ascende na carreira até tenente-coronel, por altura da Primeira Invasão Napoleónica, que inaugurou a Guerra Peninsular. Na sequência dessa invasão, com a reorganização do Exército Português feita por Junot, Lecor foi nomeado ajudante de campo do tenente-general D. Pedro José de Almeida Portugal, terceiro marquês de Alorna, mas, como muitos oficiais portugueses, fugiu para a Inglaterra em Março de 1808 onde deveria viajar para o Brasil. Ao ter notícia da revolta em Portugal contra o domínio francês, e juntamente com o coronel Moura, ajudou a formar a Leal Legião Lusitana, pedindo armas e dinheiro ao Governo inglês. Em 20 de novembro de 1808, é promovido a Coronel do Regimento de Infantaria n.º 23, sediado em Almeida.
Após algum tempo estacionada no Rio de Janeiro, a Divisão de Voluntários Reais do Príncipe, então já designada de Divisão de Voluntários Reais d'El-Rei, em virtude da morte da Rainha D. Maria I, parte finalmente para a ilha de Santa Catarina em Junho de 1816, com a missão de conquistar e manter a cidade de Montevidéu e todo território a leste do rio Uruguai. Apesar das ordens que tinha de desembarcar nas proximidades de Maldonado, vários problemas relacionados a navegação o fizeram decidir-se pela marcha terrestre pela costa, desde a Ilha de Santa Catarina até à Banda Oriental. Montevidéu é conquistada a 20 de janeiro de 1817. A partir de 1821, a chamada Província Oriental, dependente do Vice-reinado do Prata com sede em Buenos Aires, passa a denominar-se Província Cisplatina, dependendo da capital portuguesa na América Latina, Rio de Janeiro. O então tenente-general Lecor administra politicamente a Cisplatina até 3 de fevereiro de 1826, quando é substituído pelo tenente-general Francisco de Paula Magessi Tavares de Carvalho, futuro barão de Vila Bela.
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Após retornar ao Rio de Janeiro, Lecor foi submetido a Conselho de Guerra justificativo, tendo sido absolvido em 9 de dezembro de 1829. Foi vogal do Conselho Supremo Militar, tendo-se reformado em 6 de novembro de 1832, com a patente de marechal do Exército. Morre no dia 2 de agosto de 1836, na sua casa. Está sepultado nas catacumbas da Ordem terceira, na Igreja de São Francisco de Paula, no Rio de Janeiro.


