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Batalha de Canúsio

A Batalha de Canúsio, conhecida também como Batalha de Ásculo, foi travada entre os exércitos da República Romana, liderados pelo procônsul Marco Cláudio Marcelo, e os de Cartago, liderados por Aníbal. Com três dias de duração, a batalha ocorreu na Apúlia no começo do verão de 209 a.C., o décimo ano da Segunda Guerra Púnica. Foi o auge da campanha romana contra os povos e tribos que havia sido conquistados ou que haviam traído voluntariamente a aliança com Roma e estavam aliados aos cartagineses na região de Salentino, norte da Lucânia e o extremo sudoeste da Magna Grécia. A campanha também tinha por objetivo apertar o cerco sobre Aníbal no sul da Itália.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 09/07/2026
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Antecedentes

O número de legiões romanas ativas vinha crescendo ano após ano desde as grandes derrotas no início da guerra e, em 210 a.C., havia chegado ao número de 21. Oito delas lutavam contra os cartagineses e seus aliados na Sardenha, Hispânia e Sicília, mas as treze restantes estavam todas em diferente partes da Itália para controlar o exército de Aníbal ou de seus aliados, o que mantinha a península Itálica como o principal teatro de operações da guerra. Na campanha de 209 a.C., o Senado Romano ordenou que quatro exércitos fossem enviados para o sul da Itália. O primeiro para a recém-reconquistada Campânia, com uma legião; o segundo, para a Apúlia, com duas legiões; o terceiro, para a Lucânia, com duas legiões; e o quarto para Salentino, com mais duas legiões. Um contingente adicional de 8 000 operava a partir de Régio contra o bastião cartaginês de Brúcio e as colônias gregas da Magna Grécia situadas no extremo sudoeste da península Itálica.

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Batalha

Depois da Batalha de Numistro, no norte da Lucânia no final da campanha do ano anterior, e da posterior perseguição até a Apúlia que o então cônsul Cláudio Marcelo havia submetido a Aníbal, os dois generais acamparam para o inverno e para prepararem-se para a campanha do ano seguinte. Marcelo foi nomeado procônsul enquanto Quinto Fúlvio Flaco e Fábio Máximo foram eleitos cônsules. A estratégia para o ano consistia em desembarcar em Salentino o exército consular, que, desde o fim da guerra na Sicília, havia sido liberado de lutar na ilha. À frente dele, Fábio Máximo pretendia recuperar o controle desta região, perdida desde meados de 213 a.C. e da primavera de 212 a.C., e cuja cidade mais importante era Taranto. Para executar seu plano, Fábio contava com a colaboração de seus colegas, que deviam desviar a atenção de Aníbal enquanto ele iniciava suas operações. Para coordenar a estratégia, Fábio conversou pessoalmente com o outro cônsul, Fúlvio Flaco, e enviou uma carta a Cláudio Marcelo pedindo-lhe que endurecesse o máximo as operações contra Aníbal.

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Eventos posteriores

No dia seguinte, Aníbal decidiu abandonar a área e seguiu para o seu território em Brúcio, mas não foi seguido por Marcelo, que tinha que cuidar da enorme quantidade de mortos e feridos em seu próprio exército. Neste mesmo verão, o exército de Marcelo seguiu para Venúsia, onde repôs as baixas sofridas, o que deu início a uma campanha política em Roma contra Marcelo antes das eleições consulares e fez com que o tribuno da plebe Caio Publício Bíbulo apresentasse uma proposta para que ele fosse dispensado de seu comando proconsular, que foi rechaçada; Marcelo acabou sendo eleito cônsul para o ano seguinte. Este início de campanha coincidiu com a rendição a Quinto Fúlvio Flaco das últimas populações rebeldes entre os hirpinos e da cidade de Volcei, no noroeste da Lucânia, além da captura, em Salentino, da cidade de Manduria por Fábio Máximo, localizada a menos de 30 quilômetros de Taranto. Aníbal não tentou socorrer nenhuma delas, o que está em acordo com a fuga para Brúcio descrita por Lívio depois da Batalha em Canúsio. A causa desta viagem seria a urgente necessidade de repor suas fileiras com soldados retirados das guarnições da região, o que revela o tremendo desgaste sofrido pelos cartagineses no último dia da batalha.

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