Batalha de Numistro
A Batalha de Numistro foi um confronto militar decisivo ocorrido no final de 210 a.C., durante a Segunda Guerra Púnica. Travada entre o exército cartaginês, sob o comando de Aníbal, e as forças romanas lideradas pelo cônsul Marco Cláudio Marcelo, a batalha marcou um momento crucial no conflito.
Pontos-chave
- A Batalha de Numistro ocorreu no final de 210 a.C., durante a Segunda Guerra Púnica.
- Aníbal comandou o exército cartaginês contra as forças romanas de Marco Cláudio Marcelo.
- A batalha ocorreu após a perda cartaginesa de Salápia e a vitória em Herdônia.
- O resultado da batalha não foi conclusivo, com ambos os lados sofrendo perdas.
- Eventos posteriores incluíram escaramuças em Venúsia e a preparação para a campanha seguinte.
A Segunda Guerra Púnica já se estendia por oito anos quando a Batalha de Numistro aconteceu, um período de intensos combates e manobras estratégicas entre Roma e Cartago.
No início de 210 a.C., Cartago sofreu um revés com a perda da cidade de Salápia, uma importante base na costa adriática, e a aniquilação de sua guarnição de cavalaria. Essa perda diminuiu a superioridade de Aníbal em cavalaria, forçando-o a recuar para Brúcio. No entanto, Aníbal logo retaliou, aniquilando o exército romano do procônsul Cneu Fúlvio Centúmalo na Segunda Batalha de Herdônia, após marchar rapidamente de Brúcio. Apesar da vitória, Aníbal evacuou Herdônia, transferindo a população para Metaponto, por receio de traição. Enquanto isso, as tropas romanas sob o comando de Cláudio Marcelo conquistaram as cidades samnitas de Meles e Maronea, que eram defendidas por contingentes cartagineses.
A batalha começou com os romanos, liderados por Marcelo, avançando de seu acampamento na planície. Aníbal aceitou o desafio, posicionando suas tropas em uma elevação. Segundo Lívio, os romanos utilizaram a I Legião e a ala direita de aliados na vanguarda, substituídas posteriormente pela III Legião e pela ala esquerda. No lado cartaginês, houve também substituição da linha de frente por unidades de reserva. A luta se estendeu até o anoitecer, com a participação dos famosos fundeiros baleares e da infantaria hispânica do exército de Aníbal. Embora Frontino sugira uma vitória cartaginesa, destacando a defesa do terreno, Lívio e Plutarco indicam um resultado inconclusivo, com Aníbal se retirando e recusando o combate no dia seguinte.
Após a batalha, Marcelo deixou uma guarnição em Numistro sob o comando de Lúcio Fúrio Purpúreo e perseguiu Aníbal até Venúsia, onde ocorreram várias escaramuças. Marcelo, apesar de relutar em deixar o front, precisou retornar a Roma para organizar eleições consulares. Ao retornar à Apúlia, ele se preparou para a próxima campanha. Recebendo instruções do novo cônsul Fábio Máximo para intensificar as ações contra Aníbal, Marcelo travou uma nova batalha em Canúsio no início de 209 a.C. A Batalha de Numistro, ocorrida no final do mandato de Marcelo em 210 a.C., foi seguida por operações em Venúsia antes das eleições, enquanto a batalha em Canúsio aconteceu logo após o início do novo consulado, sugerindo um intervalo de aproximadamente seis meses entre os dois confrontos.


