Constantino Diógenes (pretendente)
Pseudo-Constantino Diógenes ou Pseudo-Leão Diógenes foi um pretendente mal-sucedido ao trono bizantino contra o imperador Aleixo I Comneno (r. 1081–1118). De origem humilde, fingiu ser um filho do imperador Romano IV Diógenes (r. 1068–1071). Exilado no Quérson, escapou e tomou refúgio entre os cumanos, de quem, em 1095, recebeu ajuda para invadir o Império Bizantino. Avançou contra Adrianópolis antes de ser capturado por um ardil e cegado por tropas imperiais.
De acordo com a Alexíada de Ana Comnena, foi um homem de origem obscura que fingiu ser Leão Diógenes, filho do imperador Romano IV Diógenes (r. 1068–1071), e que morreu próximo de Antioquia em 1073. Uma vez que o filho de Romano IV que morreu em Antioquia não foi Leão e sim Constantino Diógenes, o filho mais velho do imperador, estudiosos tradicionalmente emendaram a referência de Ana conformemente. Por outro lado, dado o aporte fornecido pelos cumanos para este pretendente, o estudioso francês Jean-Claude Cheynet sugere que ele de fato alegou ser Leão, que ao contrário de seu irmão esteve ativo na fronteira danúbia e foi conhecido pelos cumanos, morrendo em batalha contra eles em 1087. De acordo com o relato de Ana, Pseudo-Diógenes veio para Constantinopla do Oriente, "pobre e trajando uma pele de cabra". No entanto, logo reuniu um grupo de apoiantes entre a população, e abertamente declarou sua intenção de reclamar o trono de Aleixo I Comneno (r. 1081–1118). Aleixo de início desprezou as agitações do pretendente, mas então sua irmã Teodora, a viúva do verdadeiro Constantino Diógenes que retirou-se para um mosteiro, protestou o abuso do nome de seu marido, e o imperador prendeu e exilou-o em Quérson. Lá, Pseudo-Diógenes fez contato com os cumanos que frequentavam a cidade. Uma noite, subiu os muros e, escoltado por eles, escapou de sua prisão. Procurando refúgio entre os cumanos, logo ganhou o reconhecimento deles como imperador e seu apoio na tentativa de tomar o trono, embora, como Ana Comnena relata, isso foi mais um pretexto para invadir e saquear as províncias bizantinas.


